Olhá claustrofobia democrática fesquinha

António Valle, Assessor de Comunicação de Pedro Passos Coelho, denuncia uma situação muito grave quanto ao DN.

Em nome do DN, na sua prosa, o jornalista João Pedro Henriques ensaia a justificação para explicar porque o DN não publica a mensagem política do PSD. O jornalista assume que o jornal não reporta as posições do PSD (!) porque este se centra em “coisitas menores”, como a denúncia ao ataque que o atual Governo desencadeia a quem contraria a narrativa instalada…

Acontece que, pequeno detalhe, o que afirma Valle é falso.

Lendo o artigo de opinião em causa, João Pedro Henriques escreve na secção de opinião, onde, até, explicita o que pensa reforçando-o com um “pessoalmente“. Em lado algum o cronista fala em nome do jornal.

Mais, Valle retira a expressão, “coisitas menores” de contexto, usando-a em sentido completamente diferente do original. Escreve Henriques o seguinte: [Read more…]

Exactamente, Alberto Gonçalves: Portugal está perigoso.

Faz hoje três meses, o Fernando Moreira de Sá escreveu sobre a saída do Alberto Gonçalves do DN, e deixou-me o José Vítor Malheiros e o Público, sobre os quais na altura não escrevi, porque, ao contrário do DN, que deixou intacta a restante ala direita, o Público continuou a despachar a esquerda. Seguiram-se Paulo Moura e Alexandra Lucas Coelho. Hoje regresso a todos eles, porque Portugal está perigoso. Para o Alberto Gonçalves mas sobretudo para a esmagadora maioria da opinião publicada à esquerda. Nos jornais como nos comentários televisivos.

No caso de Alberto Gonçalves, este da Sábado, não o do DN, um toque de fina ironia merece ser destacado. Ver um proeminente liberal, alegadamente sacrificado no altar capitalista com um contrato indigno, indignado porque prescindem de parte dos seus serviços, não perdendo tempo para fazer acusações como as que podemos ver em cima, faz lembrar aquele cliché da direita do esquerdalho que arranja desculpas para justificar os seus insucessos profissionais. Então o dinheiro não é do patrão e não é ele que decide? Até aqui estava tudo bem, agora a liberdade poderá ter chegado ao fim e a purga não poupa quase nenhum daqueles que tornava a Sábado legível. Tem a sua piada. Será que também correram com o Nuno Rogeiro e ninguém nos avisou? Estes comunas do grupo Cofina… [Read more…]

Das opções editoriais…

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Nos últimos dias foi notícia e fonte de vasta polémica nas redes sociais (como costume) a saída de Alberto Gonçalves do Diário de Notícias e de José Vítor Malheiros do Público. No segundo caso deixo a análise para outro aventador que quer escrever sobre o tema. Fico-me pelo Alberto Gonçalves.

Sou um leitor atento das crónicas do Alberto Gonçalves na Sábado. Normalmente é a primeira coisa que faço quando compro a revista. No caso do DN faço-o na net, em especial através da página de facebook do autor já que há muito deixei de ser cliente do Diário de Notícias. Um breve nota: fui durante anos leitor diário do DN, hábito adquirido na universidade e recordo, mais tarde, que num dos principais quiosques da Maia me comentou a proprietária que só tinha dois clientes do jornal, eu e um advogado. Passado uns tempos o DN entrou numa rota descendente, por motivos já uma vez explicados no Aventar e também eu me passei para a concorrência.

Voltando ao tema, nem sempre concordo com os escritos do Alberto Gonçalves. Porém, a qualidade da escrita e a sua manifesta frontalidade sempre me fascinaram. Além disso, na imprensa escrita, não existe mais ninguém dito de “direita” a escrever assim, sem medo das palavras, sem pinga de politicamente correcto. Sempre me espantou como era possível este Diário de Notícias o permitir. Daí não ter ficado admirado quando li na sua página no facebook que por decisão da direcção do DN, tinha terminado a sua colaboração com este jornal. Estava mesmo a ver que isto ía acontecer.

Por questões de falta de independência da actual direcção? Por pressões do actual poder político? Não e não. Não existe esse luxo chamado “independência” como estamos todos fartinhos de saber mesmo antes desta notícia que descreve as escutas do caso Marquês. Nem tão pouco o poder político se vai incomodar com os escritos de um só comentador. É verdade que o Alberto Gonçalves atira a matar ao actual Governo e ao actual Presidente da República mas é o único e por isso não chega a incomodar e até poderia servir para dar como exemplo da “pluralidade”. O problema é outro. Os escritos de Alberto Gonçalves irritam fortemente uma certa clique que vive (sempre viveu) à volta dos media lisboetas, que deles se alimenta e a eles alimenta. Das viúvas de Sócrates (que vieram festejar rapidamente para o twitter e facebook) passando por alguns senhores dos salões do poder e dos media da capital. Eram esses os principais incomodados com os escritos de Alberto Gonçalves. E se na Sábado lhes era impossível chegar, já no DN a coisa muda de figura. No fundo até tenho pena do Paulo Baldaia, o que deve ter aturado, imagino as fúrias das meninas e dos meninos. Deus nos livre de tal sofrimento.

O que mais os incomoda nos escritos do Alberto Gonçalves é o facto de saberem que ele toca onde dói mais. Pior, que entrar em polémica com ele é arriscarem a passar por enxovalho. Ainda por cima, enxovalho intelectual. Sim, é que o Alberto Gonçalves, coisa muito típica e genuína aqui em cima, é daqueles que não tem papas na língua. Não manda dizer, diz mesmo. Além disso, não frequenta os salões nem os bares e restaurantes da moda de Lisboa. Para eles é uma espécie de labrego do Norte letrado e indomável. Ou seja, um verdadeiro problema que tinha de ser rapidamente resolvido. Obviamente que quando o dinheiro é dos outros (ou fácil) a coisa é simples.

O problema é que o DN continua a definhar em termos de audiências. No tal quiosque que vos falei já nem um só comprador. Segundo dados recentemente tornados públicos as vendas rondam os 10 mil exemplares. Mesmo assim continua cantando e rindo ao sabor das conveniências de uma clique que apenas se alimenta de uma imagem histórica hoje perfeitamente deslocada da realidade. É por estas e outras do género que o DN está como está. Quanto ao Alberto Gonçalves, cheira-me que é para o lado que dorme melhor. Ao contrário das viúvas de Sócrates, não precisa do DN para viver, ou no caso delas, sobreviver.

Um dia decisivo para a Europa

nh

Hoje é mais um dia decisivo para a Europa. A ameaça está de volta e a Áustria poderá ser o próximo país governado pela extrema-direita. Ao contrário daquilo que afirma o DN, Norbert Hofer não será “o primeiro chefe de Estado da extrema-direita na Europa desde a Segunda Guerra Mundial“. Esse título já foi atribuído a Viktor Orbán. Mas não se preocupem com nada disto. O perigo real é esse tratante do Tsipras e a diabólica Geringonça. Putin, Le Pen, Trump, Farage e Geert Wilders send their regards!

Foto@Heute

O diabo subiu à Terra sob a forma de sondagem

geringonca

O diabo subiu à Terra sob a forma de sondagem. O temor, o sobressalto, o resgate e as sanções, o apocalipse bíblico a pender sobre os 10 milhões de reféns da Geringonça, essa monstruosa máquina soviética de PRECização, e o povo, perdão, a amostra, cuidadosamente seleccionada pela imprensa controlada por um comité qualquer, revela resultados desastrosos, obviamente manipulados, para Pedro Passos Coelho. O estudo, demoníaco, é particularmente cruel, visto de ter sido elaborado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica, que como toda a gente sabe, é um importante centro ideológico da extrema-esquerda.  [Read more…]

Com mais miúdas

CDS

Li este título do DN e veio-me imediatamente à cabeça este célebre sketch dos Gato Fedorento. Claro que, sobre as “miúdas”, não nos é apresentada qualquer informação de natureza física, o que é um alívio não fosse alguém achar que isto era uma posta ordinária. Mas o título, convenhamos, é sugestivo. Mas o que é a imprensa dos nossos dias senão uma maravilhosa e inventiva compilação de títulos sugestivos?

Quanto às “miúdas” da “geração Cristas”, ficamos apenas a saber, constatou o jornalista do DN que assistiu a um debate improvisado à beira da piscina, que são “frontais, carismáticas e aguerridas”. Quem sabe um dia não chegam a vice-primeira-ministra. Hoje em Peniche, amanhã no congresso do MPLA. Chique a valer!

A circunstância da aldrabice

MM

A propósito desta esclarecedora posta que encontrei n’Uma Página Numa Rede Social, lembrei-me da indignação do deputado Miguel Morgado há uns dias, a propósito do erro do DN na entrevista de Pedro Passos Coelho. Parece que a palavra “roubou” foi injustamente atribuída ao líder do PSD. O que Costa fez foi derrubar a legislatura, não roubá-la. Acho que devemos um pedido de desculpas ao antigo primeiro. Eu pelo menos devo. Desculpa Pedro, estive mal. Perdoas-me ou tenho que puxar do teu historial de embustes pelos quais nunca pediste desculpa ao país? [Read more…]