O cálculo de probabilidades à moda do Cunha

Cunha, já de si, é palavra de significância negativa – viver à custa da ‘cunha’ não é propriamente uma forma de vida louvável, embora o privilegiado saia ganhador; mas caramba!, o jargão estigmatiza mas não é letal.

O pior de tudo é haver os Cunhas, que pela vida fácil que lhes oferecem, ganham um impulso enorme de auto-estima e, sem a menor consciência do ridículo, manifestam-se em pretensiosos raciocínios e conclusões, para os quais a cunha em nada contribui e a estrambólica petulância desmascara.

O Cunha é favorável ao encerramento da MAC. Tem todo o direito a tal opção. O que não é acto de mínima inteligência é o recurso a cálculos de probabilidades enviesados, para defender a sua dama. Aqui, demonstrando falta de conhecimentos de estatística analítica, questiona:

Qual é a probabilidade de 1 de 5,4% dos bebés nascidos num dado ano acontecer no dia 1 de Janeiro entre as 0h00 e as 0h05, em Lisboa e na Maternidade Alfredo da Costa?

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