
Duas flotilhas depois, fica claro que a iniciativa deu frutos. Expôs Ben-Gvir, um terrorista sionista execrável promovido a ministro, criou uma crise política que resultará, em breve, na dissolução do parlamento israelita, e isolou ainda mais o regime sionista, que nunca foi tão impopular. Por mérito próprio. E se Netanyahu cair e a democracia israelita ainda funcionar, veremos o genocida ser julgado e preso por corrupção. Seria a cereja no topo do bolo.
A diferença entre a primeira e a segunda flotilha, por cá, foi apenas uma: o ódio da extrema-direita e da direita radical contra Mariana Mortágua. E como na segunda flotilha iam dois médicos de boas famílias, quase não se viram os habituais grunhos a pedir execuções.
É interessante, ser confrontado com este fenómeno, que consiste em relativizar ou mesmo defender a morte de crianças em Gaza, a ocupação violenta da Cisjordânia e a terraplanagem do Sul do Líbano por ódio a uma personagem política. Enquanto se aplaude um fundamentalista religioso com longo historial de violência, agora exposto ao mundo como um monstro ao melhor estilo da Gestapo. Isso e os dois pesos e duas medidas que continuamos a ter para Rússia e Israel.
Seja como for, esta segunda flotilha teve o mérito de expor um regime terrorista que abusa, tortura, viola e assassina. Não que seja uma grande novidade, mas o tom de pele das vítimas, ao que tudo indica, foi determinante para um desfecho diferente. O meu agradecimento a todos eles, pelo serviço público que prestaram.







Cu movente flotilha!
E se o ridicularizá-la lembra o padrão da Gestapo, fico a imaginar qual o padrão que lembra o 7,10,23.´
Muito há a dizer sobre o sionismo, mas sempre a esquerdalhada é omissa em caracterizar aquilo que sabe sempre ser o seu padrão: a incapacidade de se organizarem como sociedade funcional e livre que sempre pode atribuir-se aos territórios com autonomia palestina.
Estranho que, não sabendo organizar-se, é necessário o bloqueio, sanções, pirataria, suborno, assassinato, golpes de estado, e milhões e milhões de propaganda e ONGs pela aliança Epstein para que falhe. Deve ser a tal de eficiência privada.
Autonomia palestina? Onde?
Vê se fazes uma pausa no armar em parvo.
Gaza era autónoma e optou pelo terrorismo
A Autoridade Pelestiniana alguma teve e tem e recebeu e recebe não pouco dinheiro para poder mostrar serviço…
Autonomia sem controlo de fronteiras, da moeda, ou do comércio. Falado como um verdadeiro eurocorno.
A PA faz mais ou menos o mesmo que os governos das províncias europeias: legitima a continuada cedência de soberania e as ordens dos donos, e censurar e bater em quem luta por alguma coisa, distribuindo fundos paliativos cada vez mais curtos a quem não levante ondas.
Pois cá está! Citando, Menos, mas citando…
“E se o ridicularizá-la lembra o padrão da Gestapo, fico a imaginar qual o padrão que lembra o 7,10,23”.´
Até que enfim que um Alto Direitrolha da qualidade de JgMenos tem a ousadia de colocar no mesmo plano um Sioneiro deste coturno e o Hamas!
Já não era sem tempo!
E daí? Dissolve-se o parlamento e troca-se de cabecilha, o apartheid continua, o exército continua a ocupação, os colonos continuam a assediar, a destruir, e a ocupar a Cisjordânia, Gaza continua devastada e ocupada, sem acesso a comida, medicamentos ou sequer abrigo, os jornalistas “independentes” continuam a não entrar, os tribunais que desculpam crimes de guerra continuam a olhar para o lado, os média a exaltar a necessidade de matar os árabes, Sde Teiman a ser um campo de tortura e extração de órgãos pior do que a propaganda anti-comunista, o ICC, a UNRWA, e todo o panóplio de ONGs que mais serviam para que tudo continuasse na mesma continuam neutralizadas, a Síria e o Sul do Líbano destruídos, a UE a vender armas e a abrir a rede informática aos sistemas de espionagem da entidade, as claques e outros turistas continuam alegremente a ir de férias a assediar todos, os sionistas continuam a dizer a dizer que tudo é em nome de todos os judeus, os média e instituições europeias a desculpar tudo o que acontece, a UE a censurar em nome dos verdadeiros valores europeus, os Mendes a desejar a destruição de quem no terreno os combate, etc, etc, etc.
Mas dá para fechar os olhos e dormir melhor, e é isso que interessa.
Entre os etcs, há dois fundamentais: o controlo financeiro exercido pela entidade colonial aos ocupados, e a legitimação de uma autoridade palestiniana cobarde, corrupta, e colaborante.