O Chega e a «traição de 74»

Num texto publicado hoje no Facebook, Bruno Nunes, deputado do Chega, comenta os problemas ocorridos em Ceuta, usando a previsível linguagem própria de um marialva, ao mesmo tempo que faz referência à «nossa civilização», à boa maneira dos fachos que não querem perder tempo a estudar História.

O que vale a pena realçar, no entanto, é o modo como Bruno se refere ao 25 de Abril: a «traição de 74». Nada que já não se soubesse, mas é sempre importante confirmar.

Não é especialmente preocupante haver gente que odeia a revolução dos cravos – muito preocupante é haver muita gente a votar em quem pensa assim, numa ilusão de que o regresso à ditadura, essa idade de ouro dos cheganos, irá trazer a ordem e a segurança, como se viver em ditadura significasse viver em ordem e em segurança.

ERGUE-TE, põe-te a monte ó facho!

Graças a um leitor do Aventar fiquei hoje a saber duas coisas que desconhecia: que existe um partido chamado Ergue-te e que o dito partido plagiou um texto do aventar da minha autoria.

O tal partido Ergue-te é uma espécie de Chega mas ainda mais matarruano, o que não é fácil. Pelos vistos, não se limitam a plagiar o Ventura como também o Aventar. É o que dá quando o cérebro não atinge um tamanho superior ao de uma ervilha. Será que não existe por lá uma alminha que saiba escrever umas linhas de texto sem ter de plagiar terceiros? São assim tão limitados?

Só faltava andarem a plagiar o partido do Órban e serem como o tal do József Szájer que destilava ódio contra os homossexuais e depois foi apanhado numa orgia gay. Com jeitinho este plagiador do Ergue-te combate os homossexuais e depois anda para aí a abafar a palhinha do vizinho do 5º Esquerdo…