Águas de Gaia, 46.125 euros de “rebranding”

A arte do Plágio parece estar muito em voga nas teses de doutoramento, mas é preciso não cometer exageros de análise, sempre subjectiva, e oferecer ao criativo o benefício da dúvida, cujo direito conquistou ao longo de muitos anos de trabalho árduo.

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Acusações gratuitas de plágio

Do lado esquerdo: Melbourne e Google. Do lado direito: Gaia

O presidente da Câmara de Gaia queixou-se, recentemente, de ter sido injustamente acusado de plagiar a cidade australiana de Melbourne, quando decidiu mandar criar a nova identidade visual, vulgo City Branding, do município de Vila Nova de Gaia. O edil gaiense parece ter toda a razão. Como pode verificar-se pela imagem anexa, a nova identidade visual da cidade de Gaia – todo um mundo, sublinhe-se -, pela qual os munícipes pagaram a Vítor Tito a módica quantia de 46.125,00 euros, tem um aspecto indiscutivelmente original. Mesmo a comparação com a Google se afigura abusiva, uma vez que, embora a marca Gaia utilize exactamente as mesmas cores e os mesmos princípios gráficos, os tons são diferentes e a letra G só é a mesma por coincidência irreprimível da toponímia local. Tito chegou a ser acusado de usar falsos desempregados em cartazes. Uma ofensa, evidentemente.

 

Primeira, segunda e marcha atrás

Imagem: Dr. Drodd Graphics

Comece pela tónica, passe à quarta, continue na quinta de sétima e volte à tónica. Ou como se diz na gíria musical, primeira, segunda e marcha atrás. Falamos de acordes e das fórmulas para escrever canções. Numa melodia em Dó Maior seriam Dó Maior, Fá Maior e Sol Maior de sétima os acordes em causa.

Existem outras receitas bem conhecidas e, ainda mais, usadas. De facto, muito do cançonetismo por elas passa, independentemente da sua popularidade e origem. Não é uma melodia complexa que garante o sucesso, tal como uma melodia simples não está necessariamente condenada ao fracasso – que o diga quem analise Zeca Afonso. Há muito para além das palavras e das notas nas canções, tendo a interpretação um papel determinante na conquista do podium. [Read more…]

Plágios

Imagem: movenotícias

Existem dezenas de canções que alcançaram grande fama e sucesso, interpretadas por cantores de muito talento, que são, à luz da acusação que agora recai sobre Tony Carreira, plágios.

Noutro nível, em todas as artes e em todas as ciências humanas há plágios evidentes que só alguns, com “olho clínico”, conseguem identificar, pois copiam códigos mais subtis e profundos da obra matriz inspiradora.

Um dos grandes plagiadores da História universal foi, como é sabido, Platão. Mas há muitos outros, bem mais recentes e menos dados a pensamentos cavernosos. Diz-se, (…mas nada que tu digas acredito – Soneto já antigo), que as Universidades têm um acervo de teses de doutoramento fraudulentas que daria para fazer trinta e três Bibliotecas de Alexandria.

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O capitão Grancho

não foi o último a sair do educanic

Intelectualmente desonesto

Começou por andar por aqui e por ali, mas estou certo, há uns bons anitos que o senhor Professor não dá aulas. Passou pelo CAE do Porto, ainda no tempo dos mini-concursos em papel, andou por aquela coisa que não sei bem o que é, mas que tinha uma linha telefónica e queria criar uma ordem, saltou para a DREN e depois para o Governo. Teimava em falar de professores como professor, o que não era rigorosamente verdade, mas, sobre isso, quem lhe  paga as despesas que se manifeste. A mim, enquanto professor, só me apetece lembrar o pensamento:

Bem prega frei Tomás, faz o que ele diz e não o que ele faz.

 

Casados com comunhão de teses

Professora e vereador apresentam teses semelhantes.

É o chamado plágio conjugal.

A consciência dos sociopatas

Santana Castilho *

1. Annette Schavan, directora espiritual de Crato para o ensino profissional e até há pouco ministra da Educação da Alemanha, demitiu-se após ter sido acusada de plágio pela universidade onde se havia doutorado há 33 anos. Na origem do escândalo esteve a denúncia de um blogue. Schavan reclama inocência e vai pleitear a causa em tribunal. Mas a sua consciência disse-lhe que, neste momento, esse era o caminho. Curiosamente, a tese que escreveu (ou plagiou) estudava o carácter e a consciência. Antes de Schavan, Karl Guttenberg, ministro da Defesa, procedeu do mesmo modo, por motivo idêntico. E, antes dele, fora a vice-presidente do Parlamento Europeu, Silvana Koch-Mehrin: mesmo erro, idêntico padrão de comportamento e de consciência.

2. A Lusa questionou Nuno Crato sobre o relatório do FMI, que alude ao eventual despedimento de 50 a 60 mil funcionários do sistema de ensino, docentes e não docentes. Importa reter e comentar algumas afirmações do ministro, extraídas da resposta:

– “Nós não somos irresponsáveis. Isso não está em causa, de forma alguma.”

– “O Governo irá apresentar um conjunto de medidas … para a redução da despesa, algo que todos os contribuintes querem”.

– “Nós, até este momento, não fizemos nenhum despedimento na Educação … “ [Read more…]

Tony Carreira, o Plagiador

A história já é de 2008 e nunca pensei vir a escrever sobre ela. Mas os comentários de algumas senhorecas mal-educadas, num post que escrevi sobre o concerto de Tony Carreira no Pavilhão Atlântico, obrigam-me a regressar a tão momentoso assunto.
Pois bem. Se o máximo que têm a dizer sobre Sérgio Godinho é que ele é um «garrafão sem pescoço» e que «parece o cu de um cão a cagar, sem expressão e sem alma», minhas senhoras, isto diz tudo vós e sobre a forma como entendem a música.
Quanto a Tony Carreira, lamento, porque até gosto da personagem de homem humilde e trabalhador que ele criou, mas foi acusado de plágio ainda há dois anos. É, pois, um plagiador. Não são necessários grandes argumentos.
Basta ouvir a música que aqui vos deixo, do mexicano Crstian Castro, publicada em 1997 sob o título de «Después de ti más nada». E comparar com a que Tony Carreira publicou em 1999, «Depois de ti mais nada» (que original). Poderão também dar uma olhadela à letra de cada uma das músicas.
Tirem as vossas conclusões e, como já dizia no post anterior, instruam os vossos ouvidos.


Não é igualzinho? Até as malucas aos gritos! Agora vejam a versão Tony: [Read more…]

"A originalidade é coisa que não existe"

Na actual sociedade da informação, a discussão sobre os direitos autorais é cada vez mais valorizada por alguns e, simultâneamente, mais desvalorizada por outros. Por outro lado,  mundo actual é um melting pot onde tudo acabará fundido e indistinto, para uns;  multicultural, para outros, que defendem existir progressivamente mais espaço para diferenças culturais e comportamentais dentro de uma mesma sociedade.

No campo artístico estão na moda conceitos e expressões como contaminação, interpenetração, fusão, transversalidade, etc. Em função disso, ideias como criação individual e plágio, sedimentadas durante muitos anos, encontram-se no centro de novas discussões, reavivadas agora com o livro “Axolotl Roadkill” de Helene Hegemann. Para ler no i.

Ui! Ai! Uuuiii!

Ainda não percebi o interesse pela exposição dos orgasmos da Clara Pinto Correia . Atendendo ao facto de já ter andado a plagiar artigos de revistas estrangeiras – o que lhe valeu a suspensão da sua colaboração na revista “Visão” -, para mim a veracidade dos seus orgasmos é de nível zero.
Isto para quem tem interesse na veracidade do orgasmo feminino, obviamente…

Plágio, um fenómeno de Outubro

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Da esquerda: edição de Outubro 2008 da revista francesa de fotografia Photo. Capa Gysele Bundchen (agence IMG), fotografada por Patrick Demarchelier. Da direita: edição de Outubro 2009 da revista portuguesa de fotografia DP – Arte Fotográfica. Capa com produção exclusiva de Bernardo Coelho (FHM, Playboy, etc…) para a Vega Studios. Modelo: Ana Lúcia.

Plágio por plágio, roubei esta coincidência ao Denúncia Coimbrã. Bem, antes de roubar telefonei, e embora não atendido deixei um sms a avisar. Deve ter sido o que fez Bernardo Coelho a Patrick Demarchelier. Esperou um ano pela resposta, e como quem cala consente, produziu. Eu é que sou um impaciente e republico já.

 

 

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