Crónicas do Rochedo XVIII – Incêndios, uma tragédia portuguesa

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No dia em que Portugal assistiu a uma das suas maiores tragédias colectivas escrevi, na minha página no facebook: “Nesta hora triste da nossa história colectiva aqueles que, como eu, não são “especialistas” devem remeter-se ao silêncio. E deixar quem sabe fazer o seu trabalho. É a melhor forma de respeitar quem está no terreno a trabalhar e quem está a ser vítima desta calamidade nacional“.

Já passou o tempo suficiente para o silêncio. Agora, mais a frio, vamos procurar uma análise política. Melhor dito, ao comportamento político dos agentes da dita.

Deve a Ministra demitir-se? O Governo de António Costa é culpado? De quem é, politicamente, a culpa?

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Crónicas do Rochedo XVII – É só uma canção?

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Nem sei precisar o número de anos sem um simples “deitar o olho” a um festival de canção. Este ano foi diferente por um mero acaso: ter visto/ouvido a canção do Salvador Sobral nas redes sociais e a sua prestação nas meias finais. Ficou aquela sensação de: “será que uma música destas ganha o festival da canção?”. Ganhou para enorme surpresa minha. E depois foi o: “será que consegue o milagre de ganhar em Kiev?”.

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E porque não?

Vou pedir aos leitores uma coisa simples: a leitura de um artigo de opinião sobre a possibilidade de uma taxa de IVA de 50%. Primeiro tentem ler sem complexos, sem ideias feitas e depois tirem as vossas conclusões.

Será esta a solução? Não sei. Existe melhor? Não sei. Responda quem saiba.

Crónicas do Rochedo XVI – O algodão não engana…

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Ontem escrevi um post sobre o facto de Rui Moreira se ter divorciado do PS. Um dos comentários com que fui brindado no facebook foi:

O problema do teu post, Fernando, é que partes dos princípio que o Rui Moreira funciona segundo os cânones da política partidária. Rui Moreira sempre deixou claro que contava com Pizarro por uma questão de lealdade política, por ter sido um bom parceiro durante o mandato, e que aceitava o apoio do PS nesse pressuposto. Traçou linhas vermelhas na sua relação com os partidos, aceitando o apoio de quem subcrevesse as regras. Violadas as regras, de forma reiterada, assumiu as consequências. Não há nem manha nem calculismo” – Rodrigo Adão da Fonseca.

Ora então, passadas 24 horas, o que temos?

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Crónicas do Rochedo XV – De uma decisão há muito tomada…

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Rui Moreira não precisou do PS para ganhar as eleições autárquicas no Porto em 2013. Só precisou no dia seguinte. Para ter uma maioria estável e governar na paz do Senhor durante os quatro anos do seu mandato. Será que precisa para ganhar as eleições deste ano?

Obviamente que não. Nem do PS nem do PSD e muito menos do Bloco ou da CDU. Para ganhar não precisa. Mesmo para governar tenho dúvidas pois estou convencido que, sozinho, consegue os 44% mínimos para ter maioria absoluta. Mas já estive mais convencido disso há uns meses do que hoje por um motivo muito simples: a abstenção fruto do “já ganhou”.

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Inimigo Público? Não…TVI24

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(Via página de facebook de Miguel A. Pinto)

Crónicas do Rochedo #XIV :: A ousadia dos tontos

O comentador de direita(???) que a esquerda mais gosta, João Miguel Tavares, escreveu no Público um artigo em que procura explicar porque não pode um maçon ser Primeiro-ministro em Portugal.

Aguardo pelos próximos artigos onde o autor vai explicar que não pode um membro da Opus Dei ser Primeiro-ministro em Portugal nem uma Testemunha de Jeová e menos ainda um clérigo da Igreja Adventista resvalando nas semanas seguintes para a proibição aos Judeus, seguido do mais que lógico impedimento a qualquer criatura que seja adepta do FC Porto. O mais difícil é começar e JMT já começou.

Porém, uma leitura mais atenta ao seu artigo permite perceber melhor quem quer ele atingir. A maçonaria? Não, este é daqueles que é forte com os fracos e fraco com os fortes. Não. Todo aquele relambório tinha como único objectivo açoitar dois protagonistas da direita portuguesa. E como a esquerda gosta destes fretes! As desculpas e as voltas que o autor deu para chegar a Luís Montenegro e Pedro Duarte. Parece que os dois são da maçonaria. Segundo as fontes do JMT. Porque os visados não desmentiram as referidas fontes/notícias conclui o comentador de direita adorado pela esquerda caviar que eles são da maçonaria. Não sei. Desconfio é que sejam ambos do FC Porto e isso sim, para o JMT e os seus companheiros de luta, isso devia ser criminalizado. O que eu gostava de saber é se qualquer um deles é competente para o suposto cargo. Dispenso, deve ser mania minha, saber se são da maçonaria, da opus ou testemunhas de Jeová ou qual a sua orientação sexual. Mas devo ser eu que estou errado.

Não conheço o Luís Montenegro, penso que me cruzei com ele uma ou duas vezes em cerimónias públicas. Já o Pedro Duarte conheço. E do que conheço considero-o competente para o cargo. Só não sei é se ele o deseja. Se não o deseja, não terá de se preocupar com este tipo de tonto. Se o deseja, então muito cuidado. O ideal é começar, desde já, a usar na manga da camisa uma fita identificadora. Seja ela um triângulo com um olho no meio ou uma estrela de David ou mesmo uma bola de basquetebol azul com um Dragão na parte superior.

É que a ousadia dos tontos é muito perigosa. Mesmo.

O Portugal dos afectos ainda não chegou às redes sociais

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No passado Dia Internacional da Mulher, o vereador da Cultura da Câmara Municipal da Maia, Mário Nuno Neves, escreveu um post na sua página de facebook onde, entre outras coisas, disse o seguinte:

Na maioria das retóricas sobre o Dia da Mulher não consigo deixar de perceber um paternalismo camuflado. Nada que me espante. O que me faz pasmar é o ar de felicidade bovina da maioria das mulheres quando escutam estas baboseiras. Filha minha dava-lhes com a cadeira na cabeça.

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Quando um truque matou “Os Truques da Imprensa Portuguesa”

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Já uma vez escrevi no Aventar sobre a página “Os truques da imprensa portuguesa” e o serviço que a mesma estava (e ainda está) a prestar ao jornalismo português. Agora, por culpa de uma entrevista que os seus autores deram ao Expresso e que levou à violação do sigilo profissional por parte do Ricardo Costa, a página vai acabar por fechar. Será uma questão de tempo. Aqui fica o post que os autores da página escreveram sobre a questão da entrevista:

Dizer que a culpa é do pessoal dos Truques porque ao aceitarem a entrevista estavam mesmo a pedi-las é o mesmo que dizer que a culpa das violações é das adolescentes porque ao usarem mini-saias muito curtas e estão mesmo a pedi-las. Nós confiámos no jornalismo porque achamos que não há democracia sem confiança no jornalismo.
A nossa decisão não foi precipitada. Foi tomada em consciência, após uma longa discussão que pesou vários argumentos, e foi alvo de uma grande reflexão.
Se as nossas identidades caírem pela mão de terceiros, que caiam à custa de um truque. E que esse truque fique tão visível para todos, que ninguém possa ter dúvidas sobre como as coisas funcionam.

Entretanto, a página do Expresso no facebook já está a ser alvo da fúria dos seus seguidores, uma repetição do que aconteceu à do Turismo de Portugal. O Ricardo Costa não deu apenas um tiro no pé. Deu um tiro de bazuca no jornalismo português.

Os Truques e o Digital

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Nos últimos meses e graças ao Aventar descobri a página “Os truques da imprensa portuguesa” no facebook. A página está muito bem feita e nota-se que é alimentada por gente do meio, conhecedora da matéria. Na minha opinião, as chefias dos diversos meios de comunicação social deviam estar menos preocupados em desacreditar a página e bem mais atentos às denúncias que a mesma faz, procurando corrigir os constantes erros.

É que todos ou quase todos os dias temos exemplos de mau jornalismo. Um jornalismo que está, a médio prazo, a prejudicar seriamente a credibilidade dos meios de comunicação. Reparem nos exemplos mais recentes: Afirmações do Papa Francisco truncadas; a história dos jovens “nem-nem” que vão receber um subsídio mensal; a história da Rua da Bica como a mais bonita do mundo; etc. etc. etc.

Como é costume em Portugal, em vez de se preocuparem com a mensagem preferem tentar matar o mensageiro. E depois acontece uma coisa muito simples, no meu caso, agora sempre que vejo uma notícia no digital fico de pé atrás e já começo a nem clicar para ler por achar que deve ser mais uma notícia falsa.

 

Maia: Em nome do Pai

Nas próximas eleições autárquicas o município da Maia enfrenta um desafio absolutamente fora do normal no nosso país.

Para que se perceba: O Professor José Vieira de Carvalho foi nomeado presidente da Câmara Municipal da Maia em 1970 e a ela presidiu até 1974. Depois da revolução voltou a ser candidato em 1979 e venceu. Foi presidente da Câmara Municipal da Maia até ao seu falecimento em 2002. Sucessivamente eleito com maioria apoiado pelo PSD e CDS. Foi um dos fundadores do CDS (tendo sido Secretário-geral e vice-Presidente) e mais tarde, com o cavaquismo, aderiu ao PSD, partido onde militou até ao seu falecimento. Sempre se definiu como um Democrata-Cristão.

Após o seu falecimento em 2002 foi substituído pelo seu vice-Presidente, António Bragança Fernandes que venceu, igualmente, todas as eleições seguintes até 2013. Agora, por força da Lei de limitação dos mandatos, Bragança Fernandes não se pode recandidatar. Em suma, o PSD sozinho ou em coligação com o CDS governa a câmara da Maia desde 1979. Até aqui, nada de muito diferente do que acontece noutros concelhos. Para estas eleições de 2017, o PSD entendeu candidatar o actual vice-Presidente da Câmara, Domingos da Silva Tiago (que já era vereador no tempo do Professor Vieira de Carvalho). Nada que não seja habitual. Só que…

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Assim vai a bola no Sapo

Uma pessoa vai ao Sapo para saber como está o jogo entre o Braga e o Benfica. Clica no link e dá de caras com os comentários ao decorrer do jogo. É o fim do mundo. Um ninho de pérolas como a que aqui vos trago

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O Benfica está indignado – IV

O Benfica está indignado – III

+Verdades | A diferença surreal no discurso de Pepa from +FCPorto on Vimeo.

O Benfica está indignado – II

O Benfica está indignado.

Da Capela à Adega

Tudo começou na esplanada da “Capela Incomum” entre conversas e copos de vinho (o Evel Branco estava muito bom), o ponto de encontro para mais um jantar do Aventar onde o Porto foi repetente.

E que melhor sítio do que uma capela para redimir os “pecados de escrita” destes bloggers que teimam em continuar livres e fieis à blogosfera. Nestes tempos em que os blogues vão finando, o Aventar continua a resistir. A romaria seguiu para a Adega do Carregal, não sem antes um dos presentes exigir a presença de uma televisão para assistir ao FCPorto-Tondela. A que não faltou o tiro certeiro do nosso Lucky Luke – “E a federação não faz nada?”. Nada, não fez nada e a Adega não tinha a SportTV. Mesmo assim, ouviram-se juras à veracidade da grande penalidade.

Da posta ao bacalhau passando pelos rojões, não ficou pedra sobre pedra numa noite onde se discutiu Guimarães, Sabrosa, Viseu, Viriato, Fernão de Magalhães, Sócrates, Cavaco, Marcelo, Costa, Geringonça, Turismo, futebol, cinema, literatura e não se esqueceu as referências às viúvas, Galamba e ao Abrantes. Venha o próximo repasto.

Turismo, novamente o Porto

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Hoje, na Visão, Ana Matos Fernandes (Rapper Capicua) escreveu um artigo sobre o Turismo e a cidade do Porto. Para a autora, a recente vitória da cidade do Porto (European Best Destination 2017) não a faz celebrar. E logo a ela, como refere na sua crónica, que: “sempre apregoei o Porto como a cidade mais linda”. Qual é então o medo de Capicua?

Segundo a própria, o medo que o turismo seja mais importante que a cidade. Que a Ribeira fique sem roupa a secar à janela ou o Bolhão sem tripeiras e que fachadas impecáveis de azulejo mas com uma cidade inteira que teve de ir morar para outro lado. E não celebra devido ao medo de perder o Porto para sempre, citando: “à medida que o Porto vai perdendo a sua gente e, com ela, a sua graça”.

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CGD – O Resumo

Após ler o que já se escreveu hoje (tanto no Aventar, como nos media e redes sociais) sobre a polémica “Caixa Geral de Depósitos” encontrei a fotografia que resume tudo. É de Marcos Borga, no Expresso. Boa noite.captura-de-ecra-2017-02-16-as-01-38-06

O novo Aeroporto do Bloco Central

A 21 de outubro de 2016, na minha página de facebook, escrevi isto:

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Hoje ficou a coisa devidamente decidida. Como mandam as regras. E no twitter Romeu Monteiro lembrou isto:

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O Bloco Central nunca falha. Melhor dito, o “Arco da Governação” nunca falha. Mesmo agora que foi alargado e para além do PS, PSD e CDS já conta com o BE e a CDU.

Jornalista ao poste, jornalismo ao lado…

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A história é simples: uma jornalista vai pela rua a tentar entrevistar Jorge Nuno Pinto da Costa. Este vai ao telefone e a ignorar a senhora. Ela, cumprindo a sua função, continua a fazer perguntas e mais perguntas. Até que um poste se atravessa no caminho e a senhora vai contra ele. E o que faz logo a seguir, em directo para o seu canal (CMTV), acusa Jorge Nuno Pinto da Costa de a ter empurrado/agredido…Sem se rir.

Por acaso toda a situação estava a ser filmada em directo. Por acaso todos vimos o que aconteceu. Por acaso a senhora foi contra o poste porque nem reparou que o dito estava ali, no meio do passeio. Se assim não fosse, estávamos todos a discutir os direitos dos jornalistas e a vergonha para o FC Porto de ter um presidente que agrediu uma jornalista.

Por acaso vários órgãos de comunicação social estão a dar a notícia de que Pinto da Costa insultou a jornalista sem se darem ao trabalho de colocar/explicar o que se passou segundos antes. Por acaso é com o FC Porto.

Por acaso eu não acredito em acasos. Porque é sempre assim. A diferença é que desta vez foi filmado. Todos vimos. Mesmo que alguns teimem em fazer de conta que não viram.

Realidade Alternativa

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Turismo de Portugal?????

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Estou admirado? Não. Espantado? Não. Surpreendido? Também não. Mas, pelos vistos, muitos estão. O que me espanta é ver alguns admirados.

Ora vamos lá contar uma história. Aliás, os blogues também servem para contar histórias. Era uma vez um país chamado Portugal. Os seus governantes decidiram criar uma coisa chamada “Turismo de Portugal” para fazer aquilo que competia a uma Secretaria de Estado do Turismo. Os governantes desse mesmo país, não satisfeitos, decidiram criar uma espécie de “delegações” desse tal de Turismo de Portugal (TP): o Turismo do Porto e Norte de Portugal, o Turismo do Centro, o Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (este não se entende muito bem pois já tinha o Turismo de Portugal por sua conta), o Turismo do Alentejo e o Turismo do Algarve. Sem esquecer o da Madeira e o dos Açores tutelados pelos respectivos governos regionais. Só não criaram o Turismo das Selvagens (olha o Aventar a dar ideias).

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Crónicas do Rochedo XIII – Sim, o Porto

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O Porto voltou a ser “Europe’s Best Destinations 2017“. Tive o cuidado de escrever “o Porto” e não “a cidade do Porto” porque no Porto e neste prémio entra Gaia (pelas Caves, pela Serra do Pilar, pelas vistas fabulosas para a Ribeira do Porto e pela Afurada), Matosinhos (por Matosinhos Sul, pelos seus restaurantes onde se come o melhor peixe e marisco), por Braga e Guimarães sem esquecer o Douro Vinhateiro para onde se deslocam muitos dos turistas que visitam a cidade do Porto aproveitando para conhecer um pouco mais o Norte de Portugal.

Seria o mesmo que ganhar Palma de Maiorca, a que carinhosamente chamo de “Rochedo” e não sublinhar que seria pela cidade mas também pela Tramuntana, pelas praias de Cala D’Or, pelo Parque Natural de Mondragó, por Artá ou Es Trenc. O Porto é mais do que as fronteiras administrativas da cidade. Assim como Palma.

A pergunta que alguns fazem é “Mas porquê o Porto?”. Não é a cidade portuguesa mais visitada, essa é Lisboa. Nem é um destino de sol e praia como o Algarve. Pois não. Porém, é (era) um dos segredos mais bem guardados da Europa. E quanto mais conheço a Europa, mesmo sendo ainda pouco, muito pouco, menos me espanta que o Porto seja eleito por internautas de mais de 170 países – mesmo sabendo, tenhamos todos noção, que as campanhas internas de apelo ao voto certamente ajudaram muito a este resultado, sobretudo desta vez. E já agora, se me permitem um pequeno desvio, os parabéns a quem desenvolveu a referida campanha pois estava muito bem feita.

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Lido nas redes:

Qual é a filosofia do treinador Jorge Jesus?
“Eu ganho, nós empatamos, os jogadores perdem”

Obrigado.

São inúmeras as vezes que diferentes órgãos de comunicação social utilizam como fonte o Aventar (e outros blogues) sem o cuidado e a educação de os citar como fonte. E sobre isso já se escreveu, sobretudo no passado, no blogue.

Porém, quando acontece o oposto não nos custa nada sublinhar o facto. É o caso desta peça do JN que cita o Aventar (texto do Dario). Assim como o Ricardo Araújo Pereira na TVI24 (programa “Governo Sombra“) que cita os textos do nosso Francisco Miguel Valada. Obrigado.

“Samir, o sudanês por Rafael Barbosa no JN

Rafael Barbosa, Editor Executivo do JN:

“Enquanto escrevo, as televisões dão em direto o debate parlamentar em que se discute se a TSU dos patrões deve ou não baixar, para compensar a subida do salário mínimo de 530 para 557 euros. Só os vejo, não os ouço. Os dedos em riste, as expressões faciais vincadas, os sorrisos irónicos ou cínicos, os aplausos entusiasmados aos chefes. O culminar de quatro semanas de troca de argumentos, de cambalhotas políticas e acrobacias retóricas. Os entendidos chamam a isto debate político. Olhando para as bancadas do Parlamento, assim, sem som, diria que é um teatro. Um teatro absurdo, se tivermos em conta que, na sua origem, está, afinal, se é ou não possível pagar mais um euro por dia a cerca de 650 mil trabalhadores. Gente pobre e explorada que vai continuar a ser pobre e explorada.

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É mesmo para acabar.

“Com a retirada de Obama e a entrada em cena do Luís XIV da Quinta Avenida, o mundo entra noutra fase. Podemos chamar-lhe incerteza mas incerteza é o que menos existe” – Clara Ferreira Alves, Expresso, 21 de Janeiro de 2017.

Quando acabei de ler o artigo desta semana de Clara Ferreira Alves na revista do Expresso fiquei a pensar que nunca como nos últimos tempos concordei tanto com aquilo que ela escreve. Sempre gostei de ler os seus artigos e ainda mais quando discordo das suas opiniões. Mas este seu texto, com o título “É para Acabar”, é do melhor que tenho lido nos últimos anos. Está ali tudo, devidamente retratado e colocado no seu real contexto:

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A maior prova, se tal seria necessário, foram os resultados das eleições nos Estados Unidos. A imprensa a fazer campanha contra Trump e o resultado foi ao contrário. O mesmo se diga no que toca ao Brexit. Retomando o texto de Clara Ferreira Alves:

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Estou plenamente convencido que assim será. Um a um, eleição a eleição os “Trump” mais ou menos letrados por esse mundo fora, a começar pelas próximas eleições em França, vão vencer com o voto popular. Porque o povo está farto. Completamente farto e prefere o “quanto pior, melhor”. As elites merecem que assim seja, para desgraça de todos. Voltando ao artigo de Clara Ferreira Alves:

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Subscrevo tudo isto que a Clara Ferreira Alves escreveu. Para mal dos nossos pecados, estou convencido que assim será. É mesmo para acabar…

A Rádio (Im)popular

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A RTP merece um enorme aplauso graças a um programa televisivo que, ao longo dos tempos, se destaca pela qualidade do seu jornalismo de informação, o “Sexta às 9”. Não escondo o espanto sempre que o vejo pois não estou habituado a jornalismo de investigação semanal no nosso país e ainda menos com esta qualidade – nem sequer escondem o nome das “crianças”. Coisa ainda mais rara.

Desta vez, a reportagem foi sobre a Rádio Popular e a venda de telemóveis iPhone como novos quando na realidade são usados, mais precisamente, recondicionados. A reportagem pode ser vista neste link.

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Primeiro aviso a Trump

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A Alemanha é a primeira a “mostrar os dentes” a Trump e a explicar-lhe como funciona, hoje, a economia global. Ainda bem que é a Alemanha. Pior será no caso da China. É que esta não se limita a “ranger“…

O mundo está a ficar perigoso. Muito perigoso.