Os casos de justiça, ou de falta dela, constituem temas de cidadania. Banalizados por revelações quase diárias, acontecimentos demonstram a disfuncionalidade e a irresponsabilidade reinantes no sistema de justiça português.
O costumado recurso a justificações, nem sempre hábeis e esclarecedoras, não ilude a expressão da incontornável verdade: por motivos vários e incapacidade endémica, há demasiados processos a percorrer longos ou mesmo infinitos caminhos desde a investigação à sentença.
Os agentes do sistema de justiça, é consabido, estão compelidos a assegurar celeridade e rigor no exercício das funções que lhes compete. Todavia, falhas e demoras são recorrentes. Um novo exemplo pode ser extraído das declarações da responsável do DCIAP, Dr.ª Cândida de Almeida. Referindo-se ao ‘caso Rui Pedro’ – o jovem desaparecido em Lousada há 13 anos, repito há 13 anos – a procuradora elogiou publicamente a equipa que, agora – e só agora, digo eu –, acabou de analisar todo o processo “numa investigação profunda”. [Read more…]






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