Eutanásia social

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O modo como um país encara e valoriza as suas crianças e os seus idosos define o seu grau de desenvolvimento humano e a sua própria viabilidade enquanto organismo social e civilizacional vivo.

Portugal, nesta matéria, apresenta sintomas antigos e agudos de uma grande degradação e tem em prática políticas que o tornam uma sociedade degenerativa, inimiga da infância e da velhice, e, como tal, inimiga da sua própria viabilidade.

No caso da infância, chegámos ao ponto extremo de optar por políticas claras de institucionalização, seja na escola, onde as crianças chegam a passar 12 horas por dia, seja no asilo moderno, onde são internadas de modo compulsivo depois de literalmente raptadas às suas famílias. O Estado, que soube baixar brutalmente o Subsídio de Desemprego ou o Rendimento Social de Inserção, atirando centenas de milhares de crianças para a pobreza extrema, é o mesmo que paga 800 euros por mês a Instituições privadas por cada criança raptada que lhes seja entregue. Temos, assim, o Terceiro Sector a viver do negócio do tráfico humano, com o beneplácito e o patrocínio do poder público.

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Petição dirigida a Pedro Audi* Soares

Os Lares de Infância e Juventude têm vindo a ser dotados de equipas multidisciplinares desde 2007, estes tornaram-se um espaço de transição para estas crianças/jovens, onde foi trabalhado o projeto de vida de cada uma delas, de acordo com as especificidades que cada qual apresentava, com vista a uma possível reintegração familiar e/ou a sua autonomização de vida.

Portugal era em 2007 um dos países da União Europeia com uma taxa de Institucionalização de crianças e jovens muito superior à média europeia, com serviço pouco humanizado, centrado apenas na prestação dos cuidados considerados básicos até então: alimentação, vestuário e higiene. Tornava-se urgente uma mudança no paradigma Institucional!

Para dar resposta às orientações europeias previa-se que o Plano DOM levasse à desinstitucionalização de 25% de crianças e jovens até 2009 (aproximadamente). Esse objectivo foi atingido! A poupança e a viabilidade económica desta mudança paradigmática é um facto e deveria ser estimulada futuramente. O Plano DOM permitiu que se pudesse criar uma meta orçamental, a médio e longo prazo, muito mais vantajosa e económica. No entanto, pensamos que mais importante do que os números é a humanização da resposta, consideramos que esta é a principal resposta para os decisores políticos.  [Read more…]