Tradições familiares

Dezembro de 2016. Jornal PÚBLICO.

Já em Dezembro de 2016 o jornal PÚBLICO chamava à primeira página as “práticas familiares” na Câmara Municipal de Gaia, liderada pelo “socialista” Vítor Rodrigues.

Dizia o jornal que “familiares directos do presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, e do vice-presidente, Patrocínio de Azevedo, a adjunta da presidência e autarcas de juntas de freguesia, todos com responsabilidades políticas no PS, integram a direcção de três das principais instituições de solidariedades social do concelho, a quem a autarquia entregou o negócio das Actividades de Tempos Livres (ATL) nas escolas, que eram geridos pelas associações de pais.”

E mais adiantava o jornal que “a mulher do autarca, Elisa Costa, é vice-presidente da assembleia geral na Sol Maior, de cuja direcção faz também parte, como vogal, Margarida Rocha, adjunta do autarca e irmã do seu chefe de gabinete. Margarida Rocha, membro da comissão política concelhia do PS de Gaia, é um dos nomes apontados para integrar a lista à câmara nas autárquicas de 2017. Já o deputado do PS e presidente da Junta de Freguesia de Mafamude e Vilar do Paraíso, João Paulo Correia, preside ao conselho geral daquela IPSS, da qual faz ainda parte outro presidente de Junta de Freguesia, neste caso de Oliveira do Douro, Dário Freitas.

Mas havia mais: 

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Os métodos do PS Porto e a memória da PIDE II

Declaração de voto de Cláudia Soutinho, membro da Comissão Federativa de Jurisdição do PS Porto

“Não me revendo na argumentação, na conclusão e na proposta de decisão relativa ao processo disciplinar instaurado contra o militante Bruno Santos na sequência de queixa apresentada pelo camarada Eduardo Vítor Rodrigues, voto contra a proposta de expulsão. 

Na verdade, entendo que os factos relatados consubstanciam um delito de opinião e não uma violação dos deveres de militância em sentido estrito plasmados, quer nos Estatutos, quer no Regulamento Processual e Disciplinar do Partido Socialista. Ainda que algumas declarações do Arguido possam ser passíveis de procedimento criminal pela forma como foram proferidas, julgo que é nessa sede que devem ser avaliadas e não em sede disciplinar de militância. O Arguido emitiu opiniões sobre decisões do camarada Eduardo Vítor Rodrigues enquanto Presidente da Câmara o que não é inédito dentro de um partido plural e democrático como o PS. Por outro lado, as testemunhas relatam como sendo factos ocorrências que carecem de prova e que não são, por nenhum outro meio de prova que não a testemunhal, confirmadas ao longo de todo o processo.

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