A vitória de Lula e a derrota de Mark Zuckerberg


A manif pela habitação já tinha terminado, na praça D. João I, quando se soube da vitória de Lula

Ao longo de toda a campanha eleitoral no Brasil, a Meta interferiu de forma activa a favor de Flávio Bolsonaro. Restringiu o alcance do perfil de Lula no Instagram, interrompeu a contagem de visualizações dos seus posts, retirou as suas páginas dos mecanismos de busca, a sua IA gerava a imagem “Vote Flávio 22” e recusava “Vote Lula 13” e, quando alguém pesquisava a expressão “exército de Lula”, sugeria em alternativa “tropa de Bolsonaro”.
Para além dos genocidas Bolsonaro, Trump e Netanyahu, a vitória de Lula foi também a derrota da Meta de Mark Zuckerberg.
Nada de novo nisto tudo. Ainda há dias, a Starlink de Elon Musk reduziu deliberadamente a sua potência na Ucrânia, de forma a tornar ineficazes os drones de defesa anti-aérea do país face aos ataques do invasor russo.
Ou a Google, que para além das interferências contínuas na política através do seu algoritmo (mesmo nestas presidenciais brasileiras), está sempre de pernas abertas para Donald Trump, sempre disposta a mudar a geografia do mundo ao sabor dos devaneios do amigo de Epstein.
Farto destes gigantescos grupos económicos maiores do que países e que se arrogam no direito de interferir na sua política interna.
Pela minha parte, faço o que posso. Nos últimos dias, tenho-me divertido a encerrar todas as contas que mantinha nessas empresas – Facebook, Instagram, Twitter, Google, Microsoft ou Tik Tok (cada vez mais nas mãos de judeus sionistas americanos) – e a substituí-los por pequenos projectos europeus.
É surpreendentemente fácil. Tão fácil que, embora não dê para fazer tudo de um dia para o outro – é a nossa vida de décadas que está no Windows, num endereço de email ou numa nuvem – até é possível substituir em minutos o Google por um motor de pesquisa alemão que usa 100% dos seus lucros para plantar árvores e lutar por outras causas ambientais.
É a minha pequena vitória contra as forças imperialistas americanas e os seus ataques neo-coloniais à soberania dos Estados.