Quando eu gosto, eu digo

«Por que temos medo de dizer a uma pessoa que gostamos dela?». Minha mãe, imagino que ela gostasse de mim. Mas ela nunca me disse. Nem o meu pai. Teria sido tão bom se ela me abraçasse e dissesse: «Meu filho, como eu gosto de você!». Dirão que não é preciso. Discordo. É preciso. Escrevi uma carta para meu irmão mais velho que começava assim: «Meu querido irmão Ismael…». Ele me respondeu espantado: «É a primeira vez na minha vida que alguém me chama de querido». E ele já estava nos seus 75 anos de idade! Resolvi que não vou ficar atrás da cortina, espiando. Quando gosto, eu digo.

            (Rubem Alves, Do Universo à jabuticaba)

Um luxo

Na última página do Público de hoje, no «Escrito na Pedra», uma frase de Saint-Exupéry, escritor e aviador francês, muito conhecido pelo seu Principezinho:

A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens: não há senão um verdadeiro luxo e esse é o das relações humanas.”

A importância da nossa profissão ou actividade, seja ela qual fôr!