Papá, estás aí?

Elsa Wolinsky

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Papá, estás aí? Estás-me a ouvir?
Se estás aí manda-me um sinal. Faz-me um desenho.
Pois é, não me ouves, já desconfiava.
Desde que morreste, digo a mim própria que já deverás saber se Deus existe ou não.
Toda a gente te imagina no céu, com raparigas nuas, a meterem-se contigo. Mas eu sei o que estarás a fazer. Terás pedido uma caneta para desenhares uma mesa, folhas e uma lâmpada. E depois, agora, desenhas uma sósia da mamã para que ela esteja contigo, mesmo aí em cima. Ah, e depois fizeste uma cama para a tua sesta. Para os Wolinski, a sesta é sagrada.
Sabes, durmo na tua cama. Espalhei o meu perfume pelo teu quarto que cheirava demasiado a ti. É estranho deitar-me no teu lugar. Mas estou bem contigo, entre os teus lençóis. A mamã ofereceu-te umas calças, não tiveste tempo de as experimentar. Já agora, papá, aproveito, será que posso usar as tuas camisolas de caxemira? [Read more…]

Para começar, deus não existe

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E para continuar, essa que é a pior invenção de sempre da humanidade não pode continuar a ter fanáticos. A bem, mas de preferência a mal.

Sois merda, abaixo de cão 1000 vezes, e não temos medo. Mais vale morrer de pé do que viver de joelhos ou de cu para o ar. E ficai sabendo, ó canalhas, que Charb, Cabu, Tignous e Wolinsky é que foram hoje directamente para o paraíso da imortalidade.

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