Temos sido bombardeados de más notícias. Desde o aumento brutal dos combustíveis, aos raides surpresa as reformas antecipadas, aos zigues zagues da reforma administrativa, à perda do poder de compra, à instabilidade laboral na função pública, ao encerramento anunciado de unidades hospitalares, empresas, fundações e associações públicas.
Desculpem ocupar o nosso tempo com algo de menor importância quando há pessoas que passam dificuldades e não conseguem ver a luz no final do túnel.
No meio desta tempestade pouco tempo há para falarmos de políticas culturais, de língua portuguesa – salvo acordo ortográfico – e da salvaguarda da nossa identidade cultural.
É de crucial importância a publicação, em Diário da República, da designação do acervo da Tobis como património de natureza arquivística e audiovisual.
Que os angolanos fiquem com os estúdios mas estes arquivos tem de ser devidamente tratados e disponibilizados ao público como o verdadeiro Tesouro Nacional que são.
Basta ler parte do preambulo para sabermos que nesse arquivo temos alguns dos mais importantes filmes dos anos trinta e quarenta. Desde Maria Papoila, (Leitão de Barros, 1937), O Pai Tirano (António Lopes Ribeiro, 1941), Aniki-Bóbó (Manoel de Oliveira, 1942), O Costa do Castelo (Arthur Duarte, 1943), ou O Leão da Estrela (Arthur Duarte, 1947).





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