Obrigada por este bocadinho, François (III)

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Na montra de uma livraria em França

Alguns livreiros recusam-se a vender o livro de Valérie Trierweiler, Merci pour ce moment, revoltados que estão com o fenómeno estapafúrdio gerado por um livro que, com justeza, consideram sem qualidades, apesar de ter vendido numa só semana o que a maior parte dos escritores franceses não consegue numa vida literária. Mas há também, claro, quem defenda a autora, insurgindo-se contra esse arremesso de baldes de lama contra ela, alegando estar a senhora no seu direito de vingança, e serem essas duras críticas apenas o resultado da inveja provocada por tão astuciosa forma de ganhar dinheiro. E há até mesmo quem afirme ser o livro de Trierweiler uma obra literária, para além de uma espantosa história de amor. Merci pour ce moment (que evoca títulos parvos que também em Portugal se arranjam, como por exemplo Sei lá) pode até ser uma magnífica história de amor – e sê-lo-á para os muitos que partilham esse entendimento do que é o amor –, mas não deixa de ser um texto pobre, de escrita rápida, impresso com erros ortográficos e outros que enervam os escreventes profissionais da Língua e todos os que a prezam bem grafada. Trata-se de um texto biográfico, num tom que mistura reportagem (género jornalístico em que Trierweiler se fez como jornalista, seguindo, em serviço para a sensacionalista Paris-Match, os notáveis do partido socialista francês) e narrativa testemunhal diarística. Uma espécie de memórias antes do tempo delas (Trierweiler não tem ainda 50 anos sequer).

Entre os livreiros que não aceitaram vender o livro da despeitada senhora, há quem considere «a obra», impressa da noite para o dia na Alemanha, um objecto malsão para a edição, tendo inviabilizado muitos outros novos livros chegados às lojas no início de Setembro (França tem um mercado editorial extremamente dinâmico e onde habitualmente cabe também a melhor literatura – escusado será dizer que a rentrée literária francesa está a ser grandemente ignorada). A braços com o fenómeno gerado pelo marketing que levou os franceses para as livrarias em busca desse livro e apenas, alguns livreiros juntaram-se numa acção de boicote à venda do título: «Somos livreiros. Temos milhares de livros. Não temos vocação para ser o caixote de lixo de Trierweiler e Hollande», anunciaram alguns nas montras. Movidos por aquilo que consideram ser uma razão ética, alertam os congéneres mais distraídos para o facto de a publicação do livro de Trierweiler questionar a própria profissão: «No coração da actividade de um livreiro está a escolha dos livros e a promoção da sua leitura. Se não nos defendermos, e aos livros, um dia destes teremos nas nossas lojas apenas os títulos que se vendem bem. Seremos uma espécie de Mcdonald’s, com pessoas de boné a vender os dez livros mais mediatizados. Mas o nosso ofício não é isso.»

Proxenetismo sob o pretexto de cópia privada

Assistir ontem à noite ao Prós & Contras permitiu confirmar algo que há muito suspeitava. Uma parte dos autores portugueses julga-se num patamar de superioridade aos restantes cidadãos, não importa as dificuldades económicas do país, exigem ser pagos mesmo pelo que não produzem. Consideram um direito adquirido e pronto, nada mais existe a discutir. Foi engraçado ver ali Tozé Brito, não tendo percebido se estava na qualidade de compositor que há décadas pouco produz ou quadro desempregado da indústria musical, pois era um dos responsáveis da Polygram e depois BMG. A indústria não se soube adaptar, caíram as vendas e ficou desempregado? Aconteceu a muitos outros. Quantas fábricas fecharam porque os produtos não vendem? Quantos pequenos empresários encerraram portas ou mudaram de ramo? Dos antigos alfaiates, sapateiros, mercearias, clubes de vídeo, fotógrafos, pouco resta. Teria lógica criar uma taxa sobre a roupa, porque um alfaiate ou modista não conseguiu competir com o pronto a vestir?

Mas vou um pouco mais longe. Politicamente alguns daqueles figurões até consideram que toda a propriedade é um roubo. O que pretendem de forma encapotada é espoliar direitos de terceiros. Não escrevo nacionalizar, pois o resultado do esbulho não irá reverter para o Estado, mas para eles próprios. Desiludam-se! Pela parte que me toca não o irão conseguir. Existem possibilidades de comprar online e até no estrangeiro. Não se trata de poder ou não pagar 15 euros quando compro um iphone. Trata-se de não querer contribuir para parasitas. Já basta a taxa de televisão. Posso ainda acrescentar que a maioria dos conteúdos que vejo ou ouço não são produzidos em Portugal, embora alguns o sejam, mas também não quero ser injusto para outros autores portugueses, que não se revêm na SPA nem andam de mão estendida em busca de subsídios. Esses merecem o meu respeito.

O Público e as Fotomontagens

fotomontagem_easyjet_jornal_publicoO Público deu-se ao luxo de dispensar dezenas de bons profissionais, inclusive na área da imagem. Não é, portanto, de admirar que o diário de ex-referência português publique fotomontagens (via Flickr) como sendo ilustração de qualidade. Qual o próximo passo?

“NOS é que somos burros”

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Autor Identificado

Em Janeiro cessei contrato com a Zon. Pergunto se é preciso devolver o equipamento, porque não me faz falta. Dizem-me que não é preciso.
Dois meses depois recebo um telefonema da Zon a pedir para eu devolver o equipamento. Eu disponibilizo-me para fazer 50 km para fazer a entrega, porque na minha cidade não dá, mas digo que quando cessei contrato indicaram-me que não era preciso fazer a devolução. Reviram a ficha e afinal não era preciso mesmo. Das duas vezes fui muito bem atendido e desta vez até me pediram desculpa.

Mudo de casa e guardo tudo nas caixinhas respectivas, apesar de não me servir para nada. Hoje, recebo um sms da NOS a exigir a devolução do equipamento em 30 dias senão terei que pagar o valor correspondente. Vou à loja: tenho mesmo que devolver tudo, mas ao menos vêm-me buscar as coisas a casa.

Num país decente, estas indecisões são vistas como incompetência. E num país decente, com estas e com outras situações que lesam os clientes, iniciava-se uma acção colectiva nos tribunais contra a empresa que, ainda por cima, é má nos serviços que presta.

Para cúmulo, estou numa lista negra por dinheiro que não lhes devo e fui ameaçado o ano passado com um processo de dívida quando tinham 6 meses para o fazer, sobre um contrato cessado em 2005.

Não gosto de ameaças muito menos por empresas que ganham a vida a intrujar os clientes, com renovações sucessivas de fidelização a cada alteração do serviço, dificuldades no término do serviço com cobranças a surgir depois de não estar activo, com facturas perdidas de anos anteriores que muita gente paga para não ter chatices.

NOS é que somos burros em tolerar isto.

A cópia privada e a Lei de Moore

O vice-presidente da SPA é muito engraçadinho. Usou do “argumento” de que o iPhone 6 Plus custa mil euros e que uma taxa de 15 euros não é nada. Mais, acabou de sugerir que, com esta nova lei, deixam de andar a prevaricar, sem dizer como. Especialmente quando o direito à cópia privada existe.

A Maria João Nogueira esteve muito bem, pena que lhe tenham cortado a palavra para falar David Ferreira, o qual veio falar em roubo. Roubo de quê? E fala em aumento no máximo de 1.5%. A questão mesmo é que não lhe importa se é justo ou não eu pagar a porcaria da taxa só porque tenho um disco com conteúdos meus.

José Valverde, falando pela indústria, tocou num ponto sensível: esta malta que defende a cópia privada quer pretender, sem o assumir, que a cópia privada será uma forma de resolver o problema da pirataria.

Agora fala o SEC dizendo uma mentira. Sim, mentira, porque dizer que o montante a pagar é um valor nos dias de hoje, baixo, na ordem dos cêntimos, é falsear, a realidade. E é na parte da realidade que entra a Lei de Moore. Esta lei, postulada por Gordon Moore, diz que o número de transístores dos circuitos electrónicos duplica a cada 18 meses. É um estimador que tem previsto muito bem a evolução da tecnologia. É uma lei que também tem servido para prever a evolução de outras tecnologias tais como a capacidade de armazenamento e de memória em uso nos dispositivos. A mentira do SEC, mentira por omissão, consiste em não dizer que os valores máximos deste imposto serão atingidos em apenas 5 anos.

Tabela ilustrando o crescimento de SD storage, segundo a Lei de Moore, partido do caso do iPhone 6 Plus

Letria, da SPA, acabou de confirmar o que já aqui foi escrito: nem 40% do imposto recolhido pela cópia privada chega aos autores. Esta é que esta. Na verdade, o valor que chega aos autores é, de facto, mais baixo. Letria fala das dificuldades dos autores. Mas acontece que, e isto Letria não o diz, muitos autores estão a ganhar um novo fôlego, precisamente, porque conseguem chegar directamente ao seu público através do digital e das novas tecnologias, sem intermediários como AGECOP e afins.

Pelo caminho, seremos todos taxados, com ou sem justa causa.

Adenda: petição “Impedir a aprovação da proposta de lei n° 246/XII, da Cópia Privada

Editado (link para a Lei de Moore em inglês e legenda da tabela)

Comemoração mediática

Comemorando os 35 anos do Serviço Nacional de Saúde, a RTP2 não encontrou melhor destaque que fazer uma extensa entrevista ao seu maior inimigo, Artur Osório Araújo, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada. A banha da cobra foi vendida sem vergonha nem a mais pequena sombra de rigor ou decência. Ficamos a saber o que vem aí para abocanhar os restos do BES Saúde e ferrar o dente na jugular do SNS. Mais tarde, a RTP tentou disfarçar o golpe e, assim, José Manuel Silva teve direito a duas ou três perguntas “a despachar”a que, felizmente e como era de esperar, respondeu rigorosa e certeiramente. Preparem-se, que isto agora é a sério. (Nem falo aqui nas discretas e envergonhadas comemorações governamentais; só faltou pedirem desculpa aos donos por ainda não terem feito o serviço de destruição completo).

A lei da cópia privada no Prós e Contras

Está a começar o programa Prós e Contras na RTP1, desta vez sobre a proposta de lei da cópia privada. Eis algumas questões que gostaria de ouvir respondidas pelo SEC, pela AGECOP e pela SPA:

  1. Como é que demonstram que a cópia privada tem prejuízo para os autores?
  2. Como é que é possível exercer o direito de cópia privada se os DVD e CD vem protegidos tecnica e legalmente contra a possibilidade de fazer cópia privada?
  3. Qual é a percentagem de dinheiro recolhido pela cópia privada que chega aos autores?
  4. Como é que determinam que autores é que recebem dinheiro vindo da cópia privada?
  5. Porque é que quem não exerce o direito da cópia privada tem que pagar este imposto (sim, é um imposto)?
  6. Como é que quem paga o direito da cópia privada nos produtos digitais não irá pagar duas vezes o mesmo imposto?
  7. Com que base é que os meus equipamentos usados para fins profissionais e pessoais onde não irei exercer o direito da cópia privada terão que pagar esse imposto?

 

Pequenos e médios trafulhas

Maria de Lurdes Rodrigues foi condenada. Por alegado crime insignificante (embora importe que se vá acumulando jurisprudência sobre casos que tais), comparado com o mal irremediável que fez no ministério que tutelou. As próprias palavras por si proferidas à saída do Tribunal ( “Nunca tinha entrado num tribunal. Estou muito mal impressionada com aquilo que aqui vi”) mostram a distância a que esta gente está dos problemas reais de que sofre o país, que governaram de modo, como diz a lei, “solidariamente responsável”.

Ela e o seu herdeiro espiritual Nuno Crato conseguiram um desolador efeito de devastação no sistema de ensino com o qual parecem ter uma relação no limite do patológico. Para lá de todos os problemas já conhecidos, hoje multiplicaram-se as notícias de escolas – algumas novas! – que vão encerrar, embora algumas tenham mais de quarenta alunos. Já não há limites para a barbaridade. No fim, restam condenações por pequenas e médias aldrabices, favorecimentos, tráfico de influências. Mas o mal pesado que foi e continua a ser feito ficará sem outra resposta que as anémicas reacções eleitorais. Só os crentes ficarão descansados, já que acreditam – como uma pessoa com quem falei hoje – que Deus ajustará as contas depois. Chamam a isto esperança de justiça. Eu, com o devido respeito, chamo alienação. Nisto, eles são mais felizes. Mas também mais disponíveis para ser enganados de novo.

Obrigada por este bocadinho, François! (II)

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A baixa política e o baixo jornalismo franceses geraram Valérie Trierweiler, uma cara bonita que aos 23 anos se agarrou com unhas e dentes (literalmente) à corda de ascender socialmente. Valérie era pobre mas aquilo não ía ficar assim. Ensombrada por essa infância de pobreza e por um casamento que não a tirou de lá, muito pelo contrário pondo no Mundo três filhos para criar, Trierweiler (nome do pai dos seus filhos, Massonneau de seu apelido de solteira) descreve no seu livro-vingança, escrito com a raiva do despeito, um começo de vida que evoca um famoso livro de Christiane Rochefort, Les petits enfants du siècle (1961): estimulado pelas ajudas estatais à natalidade, um casal em dificuldades esmifra-se por gerar a descendência que lhe permitirá comprar os electrodomésticos com que sonha. Despeito é a palavra que domina o livro, visando antes de mais François Hollande que, como a maior parte dos homens faz, trocou uma mulher na meia-idade por uma mais nova, mas talvez e sobretudo a mulher anterior: Ségolène Royal, mãe dos quatro filhos de Hollande a cujos poderosos calcanhares influentes Valérie tenta sem sucesso chegar.

Embora ciente da ironia do destino que expõe com crueldade o ciclo da infidelidade, a despeitada dedica longas passagens do seu livro-sensação Merci pour ce moment a desancar Ségolène. A actriz Julie Gayet, por quem Hollande se perdeu de amores, não está isenta de culpas, mas a pior de todas é Ségolène que, não satisfeita e tendo perdido a eleição presidencial anterior, se abalança em 2012 à presidência da Assembleia nacional de França, a câmara baixa do Parlamento francês. Supostamente em nome da defesa da separação dos poderes executivo e legislativo, Valérie lança no espaço do Tweeter 139 caracteres em defesa de outro candidato ao cargo, desafiando a paciência de Hollande que publicamente apoia Ségolène, «o símbolo supremo, a mãe, a intocável». Trierweiler também é mãe, «mas não a dos filhos do Presidente», e por isso não conta. Royal é uma espécie de Hillary Clinton, diz a dado passo a despeitada. O caso do tweet terá sido o começo do fim para Trierweiler.

Pelo meio, a best-sellerista vai descrevendo a sua triste vida privada de “First Girl Friend”, como lhe chamavam os norte-americanos por não ser casada com Hollande, e os encontros com este e aquele, no âmbito das responsabilidades de Estado que, como mulher de Hollande, teve de acompanhar. O dia em que se encontrou pela primeira vez com Angela Merkel, por exemplo, que a convidou para ir ao festival de Bayreuth.

Como é sabido, os políticos dizem o contrário do que pensam

Passos Coelho diz que prazo de venda do Novo Banco “não tem relação com qualquer processo eleitoral”

“O que tem valido ao SNS é a mãe, a Constituição”

Um balanço dos 35 anos do SNS por António Arnaut.

A justiça relativa dos erros

Portugal não conseguiu alcançar o desiderato de ficar em segundo lugar, posição que ainda poderia levá-lo à segunda ronda da Liga Mundial, feitas as contas pela Federação Internacional em reunião que terá lugar no dia 28 deste mês. É que, ao contrário da primeira edição da prova, ainda não se sabe quem avança, salvo os primeiros classificados, que garantiram já a acesso. No caso de Lousada, a Áustria é, assim, a única selecção com lugar marcado. [Read more...]

Sons do Aventar :: U2 :: Songs of Innocence II

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O tempo é bom conselheiro. Escrevi aqui sobre o último trabalho dos U2 logo após a sua publicação no iTunes. Agora, passados uns dias e depois de ouvir “Songs of innocence” várias centenas de vezes (sim, centenas delas) julgo estar mais habilitado para uma análise mais “profunda”.

Para início de conversa: é o melhor álbum dos U2 desde 1991. Ou seja, desde “Achtung Baby”. Nunca me tinha acontecido tal. Nas primeiras audições gostei, apenas e só. Quanto mais vezes ouvia e ouço, cada vez gosto mais. Talvez tenha começado por ouvir ainda com os dois anteriores em mente, os que menos gosto da banda. Um preconceito errado. Mea culpa.

As primeiras músicas que me despertaram a atenção foram “Every breaking wave”, “California”, “Song for Someone”, “The Troubles” e “Raised By Wolves”. Ao longo dos dias e das várias audições despertei para “Iris, hold me close” e “Sleep like a baby tonight”, “Cederwood road” ou “This is where you can reach” e assim de repente temos praticamente todo o álbum. Portanto, estou rendido. Algumas vão “explodir” ao vivo graças ao seu enorme potencial em concerto. Outras vão ficar para sempre coladas ao corpo. Ok, não estamos perante um “War”, “Inforgettable Fire”, “The Joshua Tree” ou mesmo “October”. Mas não fica muito longe de alguns deles, não senhor. Arrisco mesmo que é um renascer.

Agora é esperar, ansiosamente, que arranquem os concertos! E enquanto isso, mais umas centenas de vezes a ouvir estes “songs of innocence” enquanto não chega o “Songs of Experience”…

Every breaking wave on the shore
Tells the next one “there’ll be one more”
Every gambler knows that to lose
Is what you’re really there for
Someone I was fearless
Now I speak into answer phone
Like every falling leaf on the breeze
Winter wouldn’t leave it alone
Alone

If you go?
If you go your way and I go mine
Are we so?
Are we so helpless against the tide?
Baby, every dog of street
Knows that we’re in love with defeat
Are we ready to be swept off our feet
And stop chasing
Every breaking wave

Até já, Itália

por

Portugal tem hoje o confronto final da Liga Mundial contra a Itália, que ontem foi goleada – 6-1 – pela Áustria. Falta saber se a exibição dos transalpinos não foi um disfarce, sabendo o treinador italiano que a equipa técnica nacional (Mário Almeida, Fernando Ribeiro e Marcos Ferreira) esmiúça até ao tutano os adversários em todas as situações de jogo e treino. Por isso, terá jogado, ontem, em ritmo de treino, precavendo-se para hoje, o jogo de todas as decisões. [Read more...]

O mais incompetente governo que Portugal já teve

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A lista poderia continuar mas esta chega para ilustrar um governo que falhou todas as metas que ele mesmo tinha estabelecido. Um governo que em 3 anos virou o país de pantanas num passeio onde não teve oposição. Qual é a pressa? O que interessa é chegar ao poder, sem traições.

 

O caso do cronista distraído

Ferreira Fernandes chegou ao 31 da Armada, leu João Ferreira do Amaral, e vai disto: cascou no economista por ser homónimo do monárquico.  Se algum dia me der para usar pseudónimo vou escolher Ferreira Fernandes.

Obrigada por este bocadinho, François!

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145 mil exemplares vendidos em 4 dias (de uma 1ª tiragem de 200 mil)

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Valérie Trierweiler na noite da eleição de François Hollande, em Maio de 2012

[Resumo do 1º capítulo]
Valérie (Val) era feliz junto do seu François, organizando almoços de caridade e promovendo o bem em redor dela com a ajuda, designadamente, do seu chefe de gabinete – um antigo jornalista da RFI. Até que outra mulher (há sempre outra) lhe tirou o marido e o descanso. Interrogado certa tarde no apartamento conjugal, na sequência de algumas notícias que o davam como adúltero (um fotógrafo paparazzi apanhara-o a sair de motorizada pela manhã, da casa dessa outra mulher), François confessou: que sim, que andava a dormir com outra há um mês. Val conteve-se para não gritar com ele nem partir loiça, e propôs-lhe que fizesse sem mais demoras uma declaração pública pedindo-lhe desculpas e comprometendo-se a não voltar a ver essa outra mulher. Sucede que François estava afinal a mentir, e que já andava naquilo há mais tempo. Há quanto tempo François? perguntou Val. Há três meses. Não, há seis. Não, desculpa, há nove. Um ano, na verdade, disse finalmente François, antes de voltar para o seu gabinete. Val fica ali feita parva no apartamento e a sua tarde de trabalho vai para o galheiro.

À noite, François volta para jantar e Val vai dar com ele de joelhos no quarto, a cabeça entre as mãos. Como é que vamos fazer? pergunta perdido de todo. Durante o jantar, Val pergunta-lhe onde está afinal o presidente exemplar, que anda naquela vida durante a noite enquanto as fábricas fecham, o desemprego aumenta e a sua popularidade baixa todos os dias? [Read more...]

Música da semana – VII

Uma vez mais destaco o talento do inigualável Mike Hadreas.

Empate com água na boca

Ponto prévio: A Áustria, que ontem empatou Portugal na Liga Mundial, tem um estatuto de 21 lugares acima de Portugal no ranking internacional. Foi campeã europeia de indoor, destronando o grande dominador desta variante, a Alemanha, onde joga mais de meia equipa que ontem se exibiu em Lousada. Desses seis, três jogadores são titulares da equipa alemã que venceu a Liga Europeia de clubes na variante de campo, os restantes jogam noutras equipas da Bundesliga. Foi contra esse adversário que Portugal mais uma vez se superou, impondo-lhe o 1-1 final. [Read more...]

Boicote?

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Num café da minha rua, uma máquina de tabaco não aceita moedas de 1 euro alemãs e austríacas. Que é do símbolo, que cria uma espessura diferente das outras, diz o dono do café. Será?

Setembro existe

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Fonte: Financial Times (http://on.ft.com/1BxKxsI)

Segundo a RTP, o jornal *Finantial Times divulgou que o Banco Espírito Santo terá feito empréstimos não declarados ao Espírito Santo Internacional, através do Panamá. O problema é que o jornal Finantial Times não existe. Aquilo que existe é o jornal Financial Times. Como *atualizado, em português europeu. Não existe. Aquilo que existe é actualizado. Quanto a Setembro, sim, existe: Setembro existe. Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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Please say yes…

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-Os assuntos de qualquer nação apenas a ela dizem respeito. Considero positiva a realização do referendo na Escócia. Como também defendo o mesmo princípio para o País Basco, Catalunha e nem me importaria que Portugal para satisfazer a vontade de muitos monárquicos realizasse uma consulta para decidir o regime político. No final há que respeitar o resultado. Principalmente os estrangeiros, como eu, era o que mais faltava ter uma palavra a dizer nos destinos de qualquer nação que não a minha. A Democracia pode ser uma maçada para alguns e nem sempre estamos de acordo com as consequências da livre escolha. Mas não existe sistema melhor. No entanto confesso estar a torcer por uma vitória do Sim à independência da Escócia.

Liga Mundial de Hóquei começa hoje

Portugal, através da sua selecção sénior, inicia hoje a participação na primeira ronda da Liga Mundial. Recorde-se que, há dois anos, os Linces conseguiram mesmo a qualificação história para a segunda ronda.

Neste ano, contudo, essa expectativa pode ser bem diferente. Houve demasiados problemas, há uma preparação incompleta, houve desinteresse de alguns atletas, não houve respeito pela Federação e pela camisola nacional.

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Quem o diz é seleccionador nacional, Mário Almeida, que, frontal e sem receios, analisou para a FPH o momento. [Read more...]

Portugueses com Tomates:

Precisam-se

Aroma de Hitler

Cada vez estou mais convencida de que o mundo está a transformar-se na caricatura de si mesmo, ridícula e superficial até ao limite do suportável.

Numa época em que se vão fazendo evidentes as semelhanças entre o momento actual e a história recente, e em que por isso tão vital é conhecê-la, quanto mais não fosse como antídoto para a repetição do que ela teve de pior, reparem na promoção que um canal televisivo temático decidiu fazer de uma série de programas dedicados à II Guerra Mundial.

O perfumista Lourenço Lucena foi convidado a criar um aroma para cada um dos protagonistas da série: Winston Churchill, Adolf Hitler, Franklin D. Roosevelt, Hideki Tojo, Benito Mussolini e Josef Estaline. Conhecer os “aromas da história”, é a original metáfora, e enormíssimo desafio, porque os aromas desta história não são aqueles que costumam caber num frasquinho de essências: o sangue derramado, e “só o sangue cheira a sangue”, dizia Anna Akhmátova, o gás das câmaras de Auschwitz-Birkenau, a carne queimada em Hiroshima. Não era simpático, deve ter pensado o perfumista, e por isso inspirou-se nas características dos protagonistas, homens fortes, de aroma intenso. [Read more...]

Sanções, petróleo e os hipócritas do costume

Rex Putin

(Na foto: shake-hands entre o presidente russo Vladimir Putin e Rex W. Tillerson, CEO da Exxon Mobil)

Há algo que não bate certo nesta cruzada do Ocidente contra o opressor russo. Na verdade, existem várias coisas que não batem certo. O Ocidente – leia-se a política externa norte-americana imposta aos seus colaboradores habituais – vai endurecendo o discurso contra a suposta ingerência de Moscovo na crise ucraniana e as sanções sucedem-se. É expectável que hoje sejam apresentadas novas sanções, tanto da parte dos EUA como da UE, que incluem proibições ao sector financeiro russo de aceder a capitais norte-americanos e a empresas energéticas de se financiaram nos mercados de capitais da União. Um acto de coragem? Não é o que parece.

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In Memorian (II)

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Dedicado a todos os seres humanos que perderam a vida às mãos de bárbaros terroristas num dia infame.

Teatro no Porto: Rádio Saudade

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 O TIPO  (Teatro Inédito do Porto) estreia amanhã Rádio Saudade. É no Teatro da Vilarinha e custa apenas cinco euros. Como ainda falta algum tempo para a estreia, o futuro espectador pode ler a sinopse e a ficha técnica. O mesmo espectador pode ficar a conhecer o curriculum desta jovem companhia teatral.

In Memoriam

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Dedicado a todos os seres humanos que perderam a vida às mãos de bárbaros terroristas num dia infame.

Ainda vamos a tempo

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De conseguir o apuramento para o Euro 2016. Do meu ponto de vista a escolha indicada seria Jesualdo Ferreira. Dos nomes que vi por aí, espero que a FPF não opte por Vítor Pereira ou Fernando Santos. Basta de mediocridade… Temo que a escolha não seja de Fernando Gomes, mas condicionada por Jorge Mendes e pela empresa CR7…