Cavaco Silva e Passos Coelho reprovados em concurso para lixeiro da Póvoa de Varzim

Há pouco tempo, três funcionários da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim encontraram um envelope com 4407 euros e devolveram-no. O gesto dos três profissionais tem sido amplamente louvado.

Há quem diga que quem faz a sua obrigação não merece ser elogiado, mas a verdade é que vivemos num país em que há demasiadas pessoas que prosperam por não cumprir os seus deveres.

Cavaco Silva recebeu os três lixeiros em Belém e aplaudiu a sua conduta, lembrando que o dinheiro encontrado corresponde a quase dez salários de cada um dos funcionários municipais.

Provavelmente, a situação dos homenageados poderá ter feito com que Cavaco relembrasse a sua periclitante situação financeira de aposentado sem posses para fazer face às suas despesas.

Para além disso, talvez Cavaco tenha experimentado um sentimento que mistura inveja e admiração, algo que todos sentimos diante de proezas que seríamos incapazes de realizar. A verdade é que o ainda Presidente da República, mesmo podendo fazê-lo, não contribui para a devolução do dinheiro que muitos trabalhadores têm perdido, num período que, curiosamente, teve início desde que chegou a Belém.

É claro que Cavaco não está sozinho, já que Passos Coelho não lhe fica atrás: na realidade, mal chegou ao governo, pegou nos envelopes que continham ordenados, retirou dinheiro em que tinha prometido não mexer e tem estado a entregá-lo aos seus donos. Seus, dele, Passos.

Em resumo, Cavaco e Passos não reúnem condições para trabalhar na recolha do lixo da Póvoa de Varzim. Percebe-se porquê: os governantes são políticos; os lixeiros da Póvoa sabem o que o dinheiro custa a ganhar.

Jura?

Não suspeitaria, caso não tivesse sido o próprio a assumir

Carta aberta ao Senhor Primeiro Ministro

Myryam Zaluar

Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome “de guerra”. Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.
Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.
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Um Natal menos branco

tirol-dezembro-2014

Ainda não há neve no Tirol, Áustria. Desmontagem de teleféricos à medida que mundo aquece. Foto: Estância de Gschwandtkopf

Dúvida

Pediram-me uma entrevista. Estou na dúvida e preocupado. A quem vou pedir autorização para exercer a minha liberdade de expressão? Aos Serviços Prisionais não, uma vez que não estou preso (em todo o caso, tanto quanto me vou apercebendo, não ia ter grandes hipóteses). Talvez à Junta de Freguesia. Ou mesmo à Câmara Municipal. Ao pároco de S. José, não, já que sou ateu. O pior é que, depois, quem estará habilitado para fazer a censura…perdão, a avaliação do texto da entrevista? Caramba, o exercício dos direitos está a ficar cada vez mais esquisito nesta democracia.

House of Cards – Da realidade #1

Unknown

Eu sou daqueles que fogem a sete pés das séries televisivas. O grande culpado é o House. Um dia tropecei no House num dos canais generalistas da nossa televisão (já não recordo se foi na Sic ou na Tvi). Fiquei viciado. Contudo, graças às interrupções para publicidade os episódios terminavam a altas horas da madrugada e no dia seguinte andava de pé com os olhos fechados. Um dia rompi com o hábito e deixei de ver o House prometendo não mais voltar ao vício.

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Campanha Serviços Públicos Essenciais

A propósito dos “cortes-surpresa”.

O que são serviços públicos essenciais?

Numa fórmula simples, os que proporcionam condições de dignidade à vida humana.

E quais são hoje em dia, entre nós, os serviços públicos essenciais?

. água

. energia eléctrica

. gás

. gás de petróleo liquefeito canalizado

. comunicações electrónicas

. serviços postais

. saneamento

. resíduos sólidos urbanos (recolha de lixos)

Que obrigações principais recaem sobre as partes no contrato?

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Memórias de um tempo não muito distante…

Recordo o tempo em  que o petróleo subia, se anunciavam cenários no horizonte em que o preço superaria os 200 dólares por barril, quiçá até nas versões mais apocalípticas poderia alcançar os 250 dólares. Existe uma diferença entre realidade e ficção. Mas os delirantes guionistas que então escreviam o futuro de Portugal, José Sócrates, Manuel Pinho & ca. plantaram uma série de turbinas eólicas nas paisagens do país, apostaram na energia do mar, solar e tudo o mais que se lembraram, porque indiferentes aos custos, para eles a contabilidade é sempre uma arte criativa. Era investimento público que iria modernizar Portugal e promover o crescimento económico. O tempo passou, o crescimento não veio, ficaram os encargos. A economia tem ciclos, não depende da vontade dos políticos como gostariam os socialistas. Convém ter presente este facto quando o petróleo voltar a subir, o que acontecerá a seu tempo… Como a política também tem ciclos, está para breve o regresso destes ficcionistas, o que é representa o lado mau da questão, o lado bom é que os actuais estão prestes a receber guia de marcha. Não se pode ter tudo…

Notícias da quadra

- Pontapeando a letra e o espírito da Constituição da República, o governo decidiu, mesmo antes de negociar serviços mínimos – como manda a lei – decretar a requisição civil na TAP. Nem discuto aqui as razões da greve em causa nem me importa trocar comentários sobre a sua justeza. Já se ultrapassou esse ponto. É um direito que é gravemente ferido. Mais um.
– Título de um jornal: “Polícia de Intervenção pronta para exame dos professores”.
Não. Não é um bom Natal. Não me peçam paz.

O príncipe da Carpátia

Podemos ter regressado à caridadezinha, se é que alguma vez saímos dela, e exigir aos pobrezinhos que sejam humildes e agradecidos, e não aspirem ao bife mas tão só às papas de cereais marca branca do supermercado, mas ainda há, rejubilemos, gente como o príncipe da Carpátia.

Contaram-me que quando ele chegou à enfermaria, era apenas “o sem-abrigo”, sem documentos nem vontade de falar. Vinha sujo, sujíssimo, a pele já muito morena ainda mais enegrecida pela vida nas ruas. Saltavam-lhe piolhos dos cabelos e pulgas do casacão gigantesco. Assim pequenino, perdido dentro do casacão, deveria parecer alguém a quem uma poção mágica tivesse feito encolher. Mas bastou que lhe servissem a primeira refeição quente para que começasse a revelar ao pequeno mundo hospitalar o seu carácter. [Read more…]

Chiça!

Já não era sem tempo de surgir alguém que sabia o fazia e que sabe o que fez.
Só podia ser de Angola.
Durante os dez anos que estive à frente do BES Angola mantinha-me informado sobre tudo o que lá se passava. Assumia as minhas decisões“, afirmou Álvaro Sobrinho, na sua intervenção inicial na comissão de parlamentar de inquérito (CPI) do GES/BES.

É agora, Paulo Portas

Cerimónia de assinatura dos novos Submarinos para a Marinha

Todos sabemos que és moço avisado, culto, inteligente. E um defensor dos reformados, lavradores ou outra gente honrada, que tanto tens sofrido nestes anos no governo por uma razão óbvia que se compreende, um homem tem de escapar pelos pingos da chuva das alhadas onde se meteu.

O caso não foi para menos, uns milhares de fotocópias guardaste para as eventualidades da vida, pairava no ar um Jacinto Leite Capelo Rego, e muito a propósito quem tem nadegueiro e no meio seu buraco lá tem de temer que desabe qualquer coisa do céu, pior ainda, da justiça. É ver como a essa gente do BES nem o Espírito Santo, com que o fundador foi baptizado para invocar superior protecção ao incógnito filho da criada e do chefe das polícias, de nada vale hoje, entretidos numa zanga de primos que parece uma novela da tarde, tal e qual como começou.

Sabias bem da lei Vale de Azevedo da justiça à portuguesa, e por isso tens penado no governo, acompanhando gente que tortura pobres como quem mata mosquitos no pino do calor,  e ainda se ri por cima. Gentinha reles, nada da tua laia, mas que perante qualquer arremedo teu de dignidade lá te acenava com o raio dos submarinos, obrigando-te a revogar patrioticamente a palavra dada, nem imagino as azias que tens sofrido.

Ora, agora que o processo foi arquivado, e após o ufa que deves ter soltado, e bebido o champanhe para este dia guardado no largo por onde tantas caldas de donativos passaram, enfim liberto, vê lá se te lembras dos teus votantes, dos portugueses, e finalmente soltas o teu grito de liberdade e te demites.

Ainda consegues voltar ao parlamento sem ocupar o lugar de pendura do Mota da lambreta, ainda recuperas uns votos, e haverá sempre um novo primeiro-ministro a precisar de ti. A malta agradece, que isto sempre anima um bocado e olhando para um embasbacado Cavaco sempre ficamos entretidos.

Selfie mortíferas

portugal-selfie

Um casal de polacos em férias em Portugal tentou fazer uma selfie à beira de um penhasco em 10 de Agosto de 2014. . . ambos caíram para a morte. [outras]

Submarinos, Estaleiros de Viana, corrupção internacional: uma investigação jornalística


Entrevista com o autor do documentário pela Renascença aqui.

Memória dos anos 80 e seu Bloco Central

Não sei o que bebem nos jantares parlamentares de Natal, mas produz efeitos notáveis. António Costa recordou e exaltou os tempos do Bloco Central dizendo  que nos anos 80 “tudo teria sido impossível sem a grande capacidade de mobilização, sem a capacidade política mobilizadora do colectivo nacional que Mário Soares assegurou e nos permitiu sair da crise”. Como há sempre uma emenda pior do que o soneto, já reforçou a asneira:

O que eu quis sublinhar é que o bem mais precioso que o país tem perdido ao longo destes anos é a confiança e que não há nenhum país que seja capaz de vencer uma crise, de superar as suas dificuldades sem recuperar a confiança e dei o exemplo do doutor Mário Soares e da forma como liderou esse Governo.

Deve pensar que a malta anda com amnésia, ou que a tia Merkel também nos ofertou a prima Alzheimer.  Nem de propósito esta tarde passei pelo meu sótão e como de costume não encontrei o que procurava mas dei com um saco onde, entre outras memórias do meu tempo de estudante, estava esta preciosidade:

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O artigo tem a curiosidade de ter sido escrito pelo Marinho da Anop, hoje mais conhecido por António Marinho Pinto, que me substituíra na coordenação do primeiro jornal da Secção de Jornalismo da AAC, episódio que, esse sim, deixo para trás, pela consideração que me merecem vários dos envolvidos. O mesmo não direi da Luís Parreirão, que de presidente da Direcção-Geral saltou para uma conhecida carreira na política e negócios, mais nos negócios Mota Engil que na política. [Read more…]

Processo dos submarinos arquivado

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Este post é só para dar os parabéns à investigação policial, aos magistrados e aos envolvidos no geral. Conforme se lê na VISÃO, o Ministério Público decidiu não levar a julgamento nem deduzir acusações contra os arguidos do famoso Caso dos Submarinos, que investigou, durante oito anos, o negócio dos submergíveis comprados aos alemães. Consta que não houve intenção “clara” de beneficiar o consórcio alemão (a luz estava apagada) e mesmo que tenha havido qualquer coisita, isso prescreveu há uns meses.

Assim sendo, passados estes oito anos de telejornais e de tinta gasta na impressa, concluímos que nos andaram a enrolar o tempo todo. Não se passava nada. Era fumo. Houve quem recebesse comissões milionárias sem que se perceba em que medida contribuíram para merecerem tamanho valor; Jacinto Capelo Rego fez depósitos em numerário na conta do CDS; houve condenados por corrupção na Alemanha. Mas o importante é que cá nada se passou. Tirando esse detalhe de alguma coisa se ter passado mas que já prescreveu.

 

Assim vai a choldra

O crime compensa

O meu corrupto é melhor que o teu

CAA(fotografia@DN)

O fervoroso adepto portista Carlos Abreu Amorim (CAA) sentiu-se derrotado pela segunda vez no espaço de dois dias. Depois do desaire no reduto do F.C.Porto frente ao adversário da segunda circular, CAA ficou novamente em choque após ter conhecimento da visita de Pinto da Costa ao recluso nº44 do estabelecimento prisional de Évora, um infame “magrebino” que, para tornar as coisas ainda mais graves, é uma velha glória do partido adversário.

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Estes socialistas são loucos…

Ainda sobre as taxas e taxinhas de António Costa

Ética republicana

O regresso do velho PS

Mexilhões e charlatães

Santana Castilho *

Charlatão, dizem os dicionários, é aquele que publicamente apregoa, com exagero e sem justificação, a virtude de algo com que pretende ludibriar a boa-fé de quem o escuta. Um charlatão é um impostor, alguém que, com hipocrisia, se serve de artifícios para enganar os outros.

1Não podendo penetrar nas mentes captas de Passos Coelho e Marco António Costa, não ouso chamar-lhes charlatães. Sendo possível considerar essa hipótese, igualmente devem ser consideradas, entre outras moralmente menos gravosas, a perda precoce da memória de acontecimentos recentes, a inconsciência, a irresponsabilidade ou a ignorância. Seja como for, factos são factos. E se os motivos podem suscitar especulação, já os resultados são claros: a opinião pública foi desinformada por dois actores que não a deviam confundir, antes esclarecê-la. [Read more…]

Monopólios, sou contra

Um juiz a proibir a concorrência de fazer perguntas a Sócrates já é abuso de poder.

Maria “vai com as outras” Passos Coelho

Passos expresso(fotografia@Expresso)

Falando perante um auditório maioritariamente composto por potenciais boys e assessores lambe-botas, Pedro Passos Coelho não perdeu a oportunidade de polir os neurónios dos seus soldadinhos de chumbo reunidos em congresso. Entre outros malabarismos vocabulares a que nos vem habituando, das mentiras calculadas que usou em campanha para iludir os portugueses ao ridículo que foram as suas inúmeras gaffes relativamente ao caso Tecnoforma, o primeiro-ministro disse este fim-de-semana aos seus mais destacados abanadores de bandeiras que “Nós (eles) não vivemos em fantasias”. Ninguém diria, pelo menos a julgar pelo vídeo recentemente tornado público pelo PSD, repleto de fantasias e mentiras, ou se tivermos em conta a fantochada que nos tentam vender relativamente ao falso milagre da queda do desemprego, principalmente agora que o Banco de Portugal, liderado pelo insuspeito (pelo menos na São Caetano) Carlos Costa, nos revelou que os números do governo foram falseados pelo estratagema dos estágios profissionais convertidos em empregos para efeitos estatísticos. Penso que estamos esclarecidos quanto às fantasias e quanto ao quão básico é este primeiro-ministro e os insectos parasitas que rondam as suas fezes.

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Natal das cadeias

 

Graças à minha sociável mãe, que mete conversa com toda a gente, e não deixou de prestar atenção ao grupo que enchia o autocarro a caminho do centro prisional, fiquei a saber uma notícia que muito me surpreendeu. Os familiares dos reclusos de certo centro prisional do norte (não sei se é prática corrente no resto do país) podem participar no almoço de Natal organizado pelo centro desde que paguem 7,50 euros por pessoa, incluindo o detido (!). A maioria não quer porque o orçamento familiar não chega para tal, mas também porque a experiência do ano passado diz-lhes que a comida é horrenda.

Abdicam, pois, dos festejos natalícios, que se ficarão pelas visitas habituais e pela rabanada no tupperware, se esta passar no controlo.

Fez-me lembrar os tempos, não tão remotos, em que era preciso pagar bilhete para ir visitar os doentes internados no hospital. 120 escudos custava cada bilhete, sempre era menos do que uma sessão de cinema.

Marques Mendes, o consultor

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Cuidado com as carteira na Unidade Local de Saúde do Alto Minho. Ele anda por aí.

Google Cardboard – kit de realidade virtual de fazer por casa

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Quando o Google distribuiu um pedaço de cartão dobrado no final da sua última conferência I/O Keynote, ninguém sabia ao certo o que fazer com ele. Não se esperava que esse cartão fosse uma forma de tecnologia mas não demorou muito para que se percebesse o quão grande a loucura do cartão se tornaria. [Read more…]

Requerimento para exame de segunda época

José Sócrates quer novo interrogatório com superjuiz

Pedido de casamento

Passos Coelho promete que responsabilidades do endividamento do país não vão ficar «solteiras»

Violência policial nos EUA

Manifestações em Nova Iorque e Washington contra a violência policial nos EUA. Via Mashable.

Da Importância do TER

Se já durante o ano de vez em quando vamos recebendo mensagens que nos recordam quão bom é ser em vez de ter, na época natalícia estas mensagens multiplicam-se ad nauseam. Toda a gente lá vem com o discurso de que o importante é ser e não ter. Já não há pachorra para os aturar! Eu vou pôr-me a Aventar.

Em primeiro lugar, gostava muito, mas muito mesmo, de ver essas pessoas que tanto apregoam a moderação de consumo e exacerbam as qualidades de se ser parco usar essa regras consigo próprias. Normalmente, limitam-se a falar, mas agir, isso é que era bom!

Pois eu, como sou do contra, discordo.

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