
Até deveria haver neste dia a hora Bom Petisco (controlada por caixas de PVC com alarme RFID) bem como os serões Conservas Ramires, servidas com um apontamento de nocturno de Chopin.
Não têm estes palermas mais nada para fazer que justifique o salário?






Ora aqui está algo que nunca me passou pela cabeça: celebrar o enlatado. No outro post falavas do estado da arte. Pois aqui uma data de bons artistas.
Claro! E pode crer que há latas muito bem desenhadas e rotuladas! Autênticas obras de arte!
Na baixa de Coimbra até há uma réplica da Biblioteca Joanina, com estantes douradas e tudo, mas cheias de latas.
Com uma vantagem: o conteúdo come-se, e não em sentido figurado, como era desejo da Natália Correia em relação à poesia.
Ora convenhamos: um tipo vai ver a Gioconda, ou os Painéis de S. Vicente, ou o “Guernica” e está cheio de fome. No final, viu uma valiosa obra de arte, única no Mundo. Mas continua cheio de fome!
Ora diga lá que o “enlatado artístico” não leva vantagem?
E o polvo e o mexilhão? Discriminação.
Dia nacional da Couve, parte importante da alimentação saudavel e equilibrada. E, ja agora, porque não o Dia Nacional do Agrião ? 365 dias não chegam…
Ora bem!
E porque não um calendário do advento só com verduras?
E, para além das sábias sugestões do francis ainda faltam 363 dias! Há muito dia nacional a consagrar! A acelga e o espargo têm de ter o seu dia! É imperativo!
PS. Ao que parece o Pastoreiro Pinto, para contrariar onda verde dominante, já tem preparada uma resolução a propor o Dia Nacional do Toucinho e o seu camarada Frazão propõe o da Morcela. O combate político vai estar ao rubro!
Excelentes ideias. Os deputados deveriam também estabelecer o dia nacional do nabo. Compreendo que ainda não o tenham feito para não parecer auto-elogio.
Já fizeram duas leis da eutanásia, que o Presidente chumbou ambas pela mesma razão: conceitos indefinidos.
Que se chumbe uma lei, ainda vá. Que se chumbe duas pela mesma razão, exibe incompetência crassa.
Para a indústria, tá bem, é para isso que há 365 dias, não será o pior, como definitivamente não é o melhor.
Já para a alimentação equilibrada, bom, estará a assumir o compromisso para o que restará às famílias depois de nos por a lamber tantas botas internacionais?