Impromptu (sem itálico, porque é mesmo um impromptu), devido a Bessa-Luís e Lourenço, mas a culpa é de Saramago

Porque hoje é sábado, estava a dar uma última vista de olhos ao texto da conferência de amanhã, domingo, sobre o gigante Saramago, e a recordar Eduardo Lourenço e Agustina (*Agostina, na RTP, como podeis ver na imagem que vos apresento, e sem o – entre o Bessa e o Luís, cortesia da RTP).

Lourenço e Bessa-Luís estavam constantemente a perguntar, durante as respostas, “não é?”. E em cada frase (ou oração): “não é?”. Mais uma frase, e tal, “não é?”. É um problema português, mas dos antigos. Tão antigo como Bessa-Luís, Lourenço e as minhas avós. Problema que teria sido resolvido com jornalistas sofisticados. À pergunta “não é?”, a reacção “não, não é” ter-nos ia poupado imensas horas de indefinição e angústia. Perante o olhar de espanto dos interlocutores, a repetição: “não, não é” teria resolvido o assunto. Assunto, graças aos deuses, resolvido, teríamos menos um pseudodilema linguístico a ocupar o nosso labor. Mas ainda não chegámos lá. Nem sei se lá chegaremos. A ver vamos. Veremos.

Fonte da foto: https://www.youtube.com/watch?v=X15Eia63Qpc&t=414s

Desleixo, prepotência, desrespeito?

A PSP de Braga, depois dos atritos com o Deão da Sé, e ter resolvido “à Lagardère” (as autoridades adoram aplicar os ensinamentos de Paul Féval em Le Bossu) parte do estacionamento abusivo às horas de culto com o fechar de olhos a que os fiéis estacionem nos Largo do Rossio, situação que se estende nos restantes dias a quem tem conhecimentos entre os moradores, os quais por sua vez também fecham os olhos e dão uma ajudinha aos amigos, abrindo telefonicamente o pino que condiciona o acesso à zona de peões, onde manifestamente se inclui o tal Largo do Rossio, transformado, então, em impróprio parque permanente de estacionamento…
Segundo me garantem, o Largo da Rossio e as ruas circundantes e adjacentes são zona de peões, vedada ao trânsito, exceptuando os moradores, com garagem, e os comerciantes, nas horas previstas para cargas e descargas.
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Hangin’ out in Doha

Costa está doente, coitado, e não pôde ir ao Qatar, torrar uns milhares do dinheiro que não temos, em despesas de representação sem qualquer tipo de utilidade, como de resto o demonstram as democracias mais sólidas, pouco interessadas em enviar governantes para as bancadas do Mundial. Foi Ana Catarina Mendes na sua vez, fazer coisa nenhuma.

Triste país, roto e remediado, refém da nulidade.

Tudo isto são excelentes notícias

desde que não fiquem por executar. Ou acabem num pavilhão transfronteiriço qualquer.