A inquebrantável resistência palestiniana

A única surpresa nos atos da resistência palestiniana não é o facto de terem acontecido, é o facto de terem tardado. São 75 anos de ocupação, onde todas as vias da coexistência esbarraram inevitavelmente num projeto confessional, segregacionista e genocida, que quer transformar toda a Palestina num Estado exclusivo para judeus. Começou com vilas inteiras queimadas, continuou com colonatos duplamente ilegais, construídos no pouco da Palestina que ainda falta ocupar ao sionismo. Todos os castigos repetidos até à náusea, água envenenada, campos queimados, bombardeamentos permanentes, locais sagrados atacados, prisões arbitrárias, assassinatos na ordem de todos os dias e um país reduzido a um arquipélago de prisões a céu aberto, onde a simples sobrevivência se tornou um ato de bravura. Numa ocupação é sempre o ocupante que ataca, ao ocupado cabe-lhe a resistência. Se isto é evidente na Ucrânia também tem que o ser na Palestina.

Comments

  1. Alberto says:

    Mas que raio de linguarejar…
    “Fatos”e”atos”?

  2. Nem um, nem outro é surpresa. A brutalidade é um meio eficaz de supressão, rebenta espetacularmente quando não há outra alternativa para sobreviver ao que o governo daquela coisa fez questão de nos relembrar ontem, a total extinção, à qual depende para alguma estabilidade antes de se virar para si próprio.
    Também nada disto é inesperado ou evitável no adorado sistema de regras; daí a gente importante não mostrar qualquer tipo de preocupação. O importante é a segurança da gigantesca base militar contra um país que disse que não, os palestinianos, tal como os ucranianos e muitos outros, servem como peões no tabuleiro e nada mais.

    • JgMenos says:

      E a culpa é??????
      ….dos do costume, os maus-da-fita, do Império de Roma e dos seus descendentes do Império do Mal!
      Allah Akbar!
      Morte aos não crentes!

      • Tuga says:

        Ja o Botas dizia. Quem não é por mim, é contra mim

        Mas ela era Oliveira, por parte da mãe

      • Dos invasores, contra os quais vale tudo, não é o que me têm tentado enfiar durante 18 meses? Onde está esse discurso agora?

  3. Luis says:

    Assim sendo o ataque do HAMAS está justificado. Certo?

    No meio da tanta maldade de Israel, talvez seja bom lembrar que naquela zona é o unico lugar onde as pessoas usufruem de alguma dignidade como cidadãos, inclusivé os não judeus que lá vivem. À volta é o que se sabe…

    • Tuga says:

      Os sionistas andam ha dezenas de anos a aterrorizar as populações de Gaza, destruindo casas, criando colonatos ilegais e muitos outros crimes que a chamada imprensa internacional raramente fala. E os liberocas também não mostram ficar horrorizados.
      Estavam à espera de quê ?
      Beijinhos ?

    • Paulo Marques says:

      Ah, bom, são só tratados como subhumanos, e não como baratas, está tudo bem.

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