
Lembram-se de PNS ter gasto mais de 3 mil milhões de euros do nosso dinheiro para “comprar” e “manter” uma companhia aérea que não valia nem uma fracção disso? E lembram-se que apesar desse dinheiro ter sido pago por todos (o pormenor “todos” é importante), da tal companhia ter o nome do País no nome, do principal argumento usado para sustentar tamanho gasto, ter sido o interesse nacional, o certo é que essa companhia promoveu e executou uma estratégia que apenas privilegiava uma única região (cidade) do País?
Pois. Não foi o prenúncio de um plano porque esse já é o esquema que nos desvirtua há muitas dezenas de anos. Há tantos que até Salazar o permitiu e alimentou. Não foi apenas o resultado dos desmandos do PS porque esse paradigma é transversal a todos os partidos políticos. Aliás, o mais perto de ser excepção neste pensamento dominante, talvez seja o partido menos democrático de todos: o PCP. O que não deixa de ser irónico. Ver os mais democratas a serem, no mínimo, benevolentes (a palavra correcta é mesmo cúmplices) com o despotismo da capital e ver assumidos defensores da tirania a tentarem preservar algo parecido com uma espécie de “democracia de território”.
Pode não ter sido prenúncio, mas é palpavelmente sintoma de algo pavoroso que está a ser preparado para este País. Uma visão que inapelavelmente transformará Portugal não exactamente numa “cidade-estado”, mas definitivamente num “estado de uma só cidade” em que o resto do País se reduzirá a uma imensa área sem qualquer influência, poder ou autoridade. Nem sequer arbítrio próprio. Seremos como nunca o fomos, apenas fornecedores da capital do reino. E fornecedores do género daqueles que vivem dependentes das “grandes superfícies” que não têm sequer controle sobre preços, prazos ou quantidades. Ou vendem como elas exigem ou desaparecem.
O plano para o NAL (até o acrónimo é revelador; ok, seria mais explícito se em vez de Novo Aeroporto de Lisboa, fosse o Moderno Aeroporto de Lisboa) irá levar à expansão da capital para uma área 5 ou 6 vezes superior àquela que agora tem, ultrapassando em muito Madrid e igualando (ou mesmo superando) Londres ou Paris. Com uma população estimada de 5 a 7 milhões de pessoas. Conseguem imaginar o que restará no País? Ok, o Algarve continuará a ter praias, mas será mais que nunca a zona balnear de Lisboa.
E nada nem ninguém conseguirá impedir isto. Num projecto muito para além do megalómano. Num projecto que os próprios EUA ou a própria Arábia Saudita recusariam por ser caro demais. Num projecto que é sustentado por mentiras, logros e indecências que fariam o Al Capone corar de vergonha. Num projecto que conta com o silêncio e a anuência coniventes e conluiadas de quase todos que têm voz neste País. Num projecto em que quem pode denunciar (e há tanto que pode e deve ser denunciado; aliás e melhor, há pouco que não possa ser alvo de cominação penal) se alia ao interesse da capital que está em claríssima oposição ao interesse nacional e em vez de cumprir a sua honesta obrigação, prefere dar cobertura, dignidade e credibilidade a algo que não podia estar mais longe de qualquer daqueles valores.
Por exemplo, este relatório da denominada Comissão Técnica “Independente” é inegavelmente um chorrilho de mentiras, meias-verdades e omissões. Desde o pormenor do número de sobreiros à avassaladora (eufemismo) desvalorização de custos, tudo no relatório foi feito para promover a localização que prévia e facciosamente já tinham escolhido. Uma comissão que nunca foi independente. Uma comissão que foi escolhida entre partidários assumidos de uma das “soluções”. Uma comissão que em vez de estar a ser exaustivamente objecto de investigação criminal (os indícios são tantos e tão graves que com algum sarcasmo, podia afirmar que para este caso devia ser criada uma medida cautelar mais grave que a prisão preventiva), está a ser presenteada com a percepção (que neste País é a única coisa que realmente tem verdadeira importância) de competência e honestidade. Sabem lá eles o que isso é. Enfim, não posso desmentir que algumas competências terão. Não são é na área que teoricamente interessava a Portugal.
Em português correcto, nem imaginam o quão “fod…os” vamos estar. Eu sei que já estamos. Mas tenham calma que vamos ficar muito, mas mesmo muito mais.






Pois é, o melhor é construir o aeroporto de Lisboa lá para as bandas do Porto, assim já serve os interesses do país. E que se … se o Algarve se fica mais longe do que ficaria se a solução proposta ou alguma para as bandas de Lisboa for aceite.
Que grande parvalhão este luís
Poderá assim ser….
Discordo de um pormenor, “uma população estimada de 5 a 7 milhões de pessoas”;
A longo prazo pode reduzir para uns milhares, nessa altura não será necessária a plebe os humanoides farão o serviço.
E os indícios de crime, então, são quais? É que a única coisa que se percebe é que parece que o turismo é para portugueses, não gasta milhões em fornecedores nacionais, se o dinheiro que entra para turismo local e trans-atlântico passar a ir para Madrid tá tudo bem, quando, não se, um avião for contra um edifício é porque os centralistas merecem. Ah, e que só em Portugal podia acontecer um aeroporto megalómano, e nunca num sítio sério e liberal como Berlim.
E a vigarice liberal da concessão da ana?
Haverá escutas ao renault que participou na negociata e, de seguida, passou para chefe da vinci?
“Tráfego” de influências?
Lembram-se de os acéfalos liberalóides se insurgirem contra um novo aeroporto de Lisboa como exemplo de “estado de uma só cidade”, mas depois salivarem pela liberal baviera, täo rica e próspera e liberal, mas em que tudo gira à volta de Munique?
E que a Lufthansa, o certo é que essa companhia promoveu e executou uma estratégia que apenas privilegiava três regiões (cidades) da Alemanha [Berlim, Frankfurt, Munique], num país com 8 vezes mais pessoas que Portugal?
E que Estugarda (que é maior que o Porto) näo se importa de ter um aeroporto regional quando tem uma LAV para Munique?
Aliás, a Lufthansa faz code-shares com a Deutsche Bahn, os vöos väo a um dos 3 hubs supracitados, e depois a malta vai de comboio até à cidade final.
Ai, mas que horror, agora ir de comboio, isso é para a ralé, aeroporto internacional em Bragança JÁ!
Lembram-se dos acéfalos liberalóides näo passarem de caciquistas requentados e pouco requintados, que até alvitram que o Xega é mais democrático que o PCP?
São todos estúpidos e anti Portugal, estes que defendem o projecto megalómano.
10 MIL MILHÕES, SEUS BURROS, 10 MIL MILHÕES SÓ PARA O AEROPORTO SÃO 10 MIL MILHÕES ROUBADOS AOS PORTUGUESES!
Quantos aeroportos internacionais tem a Germânia?
Pois eu acho que o título está muito bem!.
O melhor para o aeroporto é mesmo ser plano. Muita subida e descida é capaz de não dar muito jeito.
A não ser que substituam os assentos por girafas, zebras, tigres, etc.