A “app” que falta

Obviamente que a única e diminuta culpa que o governo PS tem neste colapso das urgências hospitalares, está no facto de ainda não ter disponibilizado uma plataforma para que o utente possa agendar responsável e atempadamente a sua ida à urgência.


Uma “app” onde o cidadão pudesse escolher um hospital disponível independentemente da sua localização, um serviço com vagas sem que a especialidade fosse factor determinante na marcação ou a cor da pulseira que mais condissesse com o que planeia vestir naquela data.

Do género, alguém que vive no Porto está a pensar ter um AVC no próximo dia 10 de Março às 23 horas. De certeza que a “app” lhe conseguiria disponibilizar uma vaga em obstetrícia no Hospital de Angra do Heroísmo no dia 14 de Janeiro de 2027 às 4 e meia da manhã.

Quanto à pulseira, a “app” poderia sugerir levá-la já colocada de casa porque o dinheiro para a aquisição daqueles artigos tinha sido realocado a um qualquer centro de estudos promovido pelo Boaventura Sousa Santos ou aos livros do chefe de gabinete do Costa.

Comments

  1. Tuga says:

    Podias acabar o ano com alguma coisa interessante.
    Mas não vale a pena, esquece

    • POIS! says:

      Calma! Ainda falta um dia.

      Agora que a guerra acabou, pode ser que venha aí qualquer coisa.

      • Tuga says:

        Os papagaios liberocas estão como os outros:
        Aos costumes disse nada

  2. A ideia do vosso genial amigo “liberal” Peter Thiel?

  3. JgMenos says:

    Nada como negar a urgência agendando-a!

    Se um qualquer treteiro mete baixa por doença sem ir ao médico;
    Dêem ao pessoal qualificado das farmácias o direito de processarem comparticipações nos medicamentos ligados a uns tantos padrões de doenças de época.
    Suspeito que há gente que vai à urgência para sacar a receita.

    • POIS! says:

      Pois tá bem, ó mosca!

      Presumo que Vosselência, do alto da sua salazaresca pesporrência, não tem precisado de ir a urgências ultimamente, ao contrário de muitos outros. Eu contava-lhe a minha experiência, mas a indigência mental de Vosselência leva-me a pensar que não valeria a pena.

      Será que a Vosselência lhe dão um antibiótico na farmácia, a pedido? Só se for o seu farmacêutico de estimação, o que lhe apara as necessidades, o fuzileiro passado à reserva!

      “Sacar a receita”? Aí na sua terrinha a malta vai armada para as urgências e os médicos trabalham a poder de armas apontadas à cabeça?

      • JgMenos says:

        Certifico que estás preparado para conduzir a tua cretinice pelo ano de 2024.

        • POIS! says:

          Pois tá bem, ó varejeira!

          Lá por Vosselência ostentar os garbosos títulos de Mestre Salazaresco de Alto Coturno e de Cretino-Mor do Reino não quer dizer que tenha competência para passar atestados.

          Até porque já se lhe acabou o papel selado azul de 25 linhas e parece que a Imprensa Nacional deixou de o fazer.

          Tente num adelo. Pode ser que lá esteja algum entre um bastão da PIDE e uma Farda da Mocidade. Ou junto aos discursos do Oliveira de Santa Comba e aos sermões do Cerejeira aos bacalhaus.

        • POIS! says:

          Ah, esqueci-me de lhe perguntar…

          Vosselência afinou? Então foi na mouche. Que, no caso de Vosselência se situa ao fundo das costas!

    • Então o querido líder fecha os centros de saúde e queria que fossem a um qualquer funcionário que nunca usou um estetoscópio na vida. Tinha tudo para correr bem.

      • JgMenos says:

        Que não permaneças demasiado estúpido, são os meus votos para 2024.

        • History is a bitch.

        • POIS! says:

          Pois temos de aplaudir!

          Que haja alguém a desejar para os outros o que, pelo Menos, deseja ardentemente para si mesmo neste novo ano. Teme-se, no entanto, que o “demasiado” seja um estado permanente ou, como se diz na linguagem economicoliberalesca, “estrutural”.

          Meus senhores, JgMenos dá-nos lições de vida! E, embora ninguém as queira, o que é certo é que continuam a ser de borla. A inflação, pelo Menos aí, não entrou!

  4. Sérgio Hugo says:

    Cuidado com as vírgulas entre o sujeito e o predicado.

Discover more from Aventar

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading