Os donos da democracia

A Democracia é o que nós dissermos que é. 

Os resultados são o que nós quisermos que sejam. 

Fascistas são os que nós dissermos que são.

Progresso é o que nós quisermos que seja.

 

Só os nossos podem ter opinião. 

Só os nossos podem ter liberdade. 

Só as nossas lutas são justas. 

Só nós sabemos o que é melhor para vocês. 

Comments

  1. Paulo Marques says:

    É tudo xuxalismo!

    • Paulo Marques says:

      Ou, para ser mais claro…

      A Democracia é o que nós dissermos que é.

      Direita: Criar obrigações sobre a detenção de propriedade, comunicação social, movimentos financeiros, informação pessoal, mercados em geral, é ditadura!

      Os resultados são o que nós quisermos que sejam.

      Direita: Quem tem mais deputados, ganha. Excepto nos Açores, porque convém. E agora contam coligações, senão fica mal. E não se olha lá para fora, que é um lugar estranho.

      Fascistas são os que nós dissermos que são.

      Direita: O fascismo não existe, ao contrário do comunismo, putinismo, e terrorismo que nos rodeia por fora e por dentro, connosco a ter o trabalho árduo de manter a ordem.

      Progresso é o que nós quisermos que seja.

      Direita: Progresso é quando a linha do PIB sobe. Quando não convém, é o PIB per capita. Quando não convém, é a productividade. Quando não convém, é a acumulação de capital. E por aí fora.

      Só os nossos podem ter opinião.

      Direita: Assange e Snowden merecem ser mortos por traição, os 150+ jornalistas palestinianos eram terroristas, ser anti-UE ou anti-NATO não devia ter lugar no parlamento, nem quem não assina por baixo a lista de 100 mil milhões de mortos pelo comunismo.

      Só os nossos podem ter liberdade.

      Direita: a nossa propaganda política adjectivar negativamente os adversários não tem nada a ver com os malvados cartazes a simplificar as nossas propostas.

      Só as nossas lutas são justas.

      Direita: tudo o resto é socialismo

      Só nós sabemos o que é melhor para vocês.

      Direita: tudo o resto é socialismo que só deu desgraça, apesar da versão ligeira dos últimos anos ter corrido menos mal e acertado em todas as metas.

      Dito isto, a campanha não acabou há mais de uma semana?

      • Anonimo says:

        Eu concordo.
        Tal como o comentador PMarques, também defendo que o Glorioso vence contra tudo e todos, de forma limpa, enquanto que os outros só ganham à base da batota e corrupção.

        • Paulo Marques says:

          É esse o ponto, dizer, diz qualquer grupo político. O único problema é os neoliberais, e pós-keynesianos também, em menor medida, insistirem naquilo que fica bem no modelo, mas depois nunca se verifica. E o impacto social, ou a condição das pessoas ser irrelevante face ao número a subir.

  2. POIS! says:

    Pois citemos um fundamental verso deste colossal poema, feito em condições dramáticas (o poeta foi obrigado a escrevê-lo com a cabeça dentro de uma panela de sopa enfiada por um esquedeiro!):

    “Os resultados são o que nós quisermos que sejam”.

    Ora não podia vir mais a propósito!

    Porque no post “A Bolha”, situado abaixo, o poeta espraia-se por especulações várias que nada podem ter de realidade. Isto depois de ter citado uma tal sondagem da Metris et al que, sobre a qual escrevi então…

    “O mínimo que se exige a tão brilhante postador é que, pelo menos, diga onde foi buscar esta sondagem, quando foi foi feito o trabalho de campo e, isto é mesmo muito importante, como é que ela foi feita”.

    Mas nada! Porque certamente estragaria a brilhante conclusão do escriba/poeta/postador: a de que os eleitores de esquerda são os menos letrados.

    Acontece que ontem o Jornal “Público” publicou um artigo amplamente documentado, baseado num estudo ainda em curso da Universidade Católica coordenado por João António, do CESOP, e por dados avançados por Pedro Magalhães, que tira uma série de conclusões em sentido perfeitamente contrário ao da “Metris”:

    Está aqui:
    https://www.publico.pt/2024/03/15/politica/noticia/eleitores-chega-homens-idosos-universitarios-2083658

    Além do mais, desmente ainda outras ideias feitas acerca do que alimentou o eleitorado do chega. Por exemplo:

    Primeiro: “Não é a CDU que alimenta o Chega”;

    Segundo: “58% são homens” ( a maior percentagem de todos os partidos);

    Terceiro: “Poucos velhos, poucos jovens” (o que desmente a suposta “vaga de jovens” que foi às urnas votar na Irmandade do Pastorinho. Entre os jovens 18-34 anos terá sido mesmo o partido menos votado!);

    Quarto: “55% fez secundário”, o que corrobora os números da Metris, só que o mesmo já não acontece com o Bloco: este estudo diz que 43% dos eleitores do BE têm habilitações superiores (aliás, o mesmo que a AD…). Só a IL, á direita, e o “Livre” à esquerda têm mais. Aliás a diferença de 70 mil votos do BE para o “Livre” espelha bem que não é um partido virado apenas para as “elites do canudo”.

    Quinto: “Não são os estrangeiros que explicam o crescimento do Chega, mas este é um de muitos factores”. Foi detetada uma correlação entre a presença de estrangeiros e votos na Venturosa Irmandade”.

    O CESOP poderia ter publicado desde logo os dados, como fez a “Metris”. Mas não o fez. Atrevo-me a especular um pouco sobre as razões: as sondagens à boca das urnas apresentam alguns problemas. O principal é o de a amostra não ser equilibrada previamente, o que leva a que os dados possam estar enviesados. Há pessoas que aderem mais facilmente que outras a este tipo de inquérito.

    Eu fui apenas uma vez sondado por este método. Na altura, deram-me uma réplica do boletim de voto e perguntaram-me a idade e o nível de escolaridade. Num desabafo, o rapaz que me fez as perguntas, queixou-se de que tinha poucas respostas de pessoas com habilitações mais altas.

    Ou seja, descontando as diferenças, é um pouco como aquelas sondagens na “net”: obtêm dados apenas dos que prontificam a responder, o que pode originar, por exemplo, que só haja adesão por parte de indivíduos do sexo masculino com grau superior, o que enviesaria necessariamente a amostra.

    Ou seja, voltando ao passado post do escriba, cada um identifica a “Bolha” que lhe convém.

    A citação confere!

    • POIS! says:

      Há uma correção a fazer: no que diz respeito aos jovens, a Irmandade do Quarto Pastorinho não poderia ser nunca, em termos absolutos, o “partido menos votado”. O que eu queria dizer é que, em termos relativos, foi o que atraiu menos percentagem de jovens entre 18-34 anos).

  3. Doubleplusgood!

    • POIS! says:

      Pois, qual a admiração?

      Tão brilhante poesia desperta, nas mentes superiores que com ela se identificam, verdadeiras sensações orgásticas que levam inclusivamente, os mais exaltados, em pleno clímax, a gritar em estrangeiro!

      Até se estava à espera de mais! Desde as 15 e 20 não se passou mais nada? Estranho!

  4. Temos poeta…

  5. JgMenos says:

    A esquerdalhada sente-se na necessidade de formar um coral procurando assegurar a dominação sonora que lhe dá a sensação de um poder que sempre a realidade desmente.
    O país tem nada de estruturalmente socialista:
    – Basicamente é um prolongamento do paternalismo salazarento, com meios potenciados pelo acréscimo do saque e mobilizando um enorme bando parasitário.
    – Mantém um capitalismo condicionado, mais pela treta socializante que visa mantê-lo ineficiente e com tiques suicidários, do que por acção originada no Estado, como ocorria nesse passado.

    E é este lamaçal de desperdício e estultícia que mantém uma cambada de treteiros em emocionantes e mobilizadoras polémicas, que sempre cuidam de identificar como uma qualquer sequela identificável com a bandalheira pós-abrilada, tomada por fundamento irrecusável!

    • Paulo Marques says:

      A mente do Menos é fascinante.
      Então, afinal a realidade desmente a existência do poder da esquerda na ditadura socialista?
      O país não tem nada de estruturalmente socialista, apesar de sair amplamente maioritário no desejo de segurança social, direito à saúde, educação e habitação?
      Então, afinal o botas era paternalista e fazia as vontades do capital?
      Então, os enormes lucros que fluem para paraísos fiscais são condicionados e ineficientes? Ou só o alojamento local em cada esquina, ou a habitação que só é construída para ricos, cada vez mais detido por interesses estrangeiros?
      É fascinante, sem dúvida, a salada russa que habita o teu cérebro.

      • JgMenos says:

        A ver se aprendes alguma coisinha:
        – O Botas sabia que o lucro é condição de progresso e que só da acumulação de capital, nas mãos de quem sabia fazê-lo ser produtivo, pode derivar a melhoria das condições de vida das populações.
        – No tempo do Botas ninguém buscava paraísos fiscais em missão de legítima auto-defesa.

        E quanto aos ‘enormes lucros’, já ouvistes alguém referir qual a taxa que lhes corresponde:
        – quanto às vendas realizadas
        – quanto aos capitais envolvidos no negócio
        Não ouves porque sempre se busca sustentar a mensagem de o lucro ser um malefício social, assim exprimindo: a sua idiotia militante, a sua determinação em proclamar a sua estupidez com orgulho !

        • Paulo Marques says:

          É pena a realidade ser trivialmente observada que nunca houve tanta acumulação, e que a produção não dá lucro comparável com a especulação e o rentismo. Mas deixa lá isso, é acabar com os impostos, que aí, então, vão produzir, e acabar com os serviços de saúde e de educação, aí, então, é que vai haver investimento estrangeiro em produção pouco qualificada. Só não o fazemos com velocidade suficiente, por isso é que corre mal.

        • Tuga says:

          Carissimo Salazarento Menor

          Ninguem procurava paraisos fiscais. As 10 familias que promoveram Salazar tinam em Portugal o seu paraizo fiscal protegido pelo Botas. Sempre o apoiaram a troco de protecao politica , mas continuaram com o seu poder e controle depois do 25 de Abril.
          Os Melos, Espirito Santo, Champalimauh , Sommer, etc nao comecaram agora .

        • POIS! says:

          Pois só uma questãozinha…

          Ao generoso e colossal Professor Menos…

          Citando: “O Botas sabia que o lucro é condição de progresso e que só da acumulação de capital, nas mãos de quem sabia fazê-lo ser produtivo, pode derivar a melhoria das condições de vida das populações.”

          E a pergunta é: então porque não “derivou”?

          Até porque eu posso dar o exemplo de uma cidade do interior onde vivi e onde a indústria obteve lucros elevados durante muitos aninhos, à custa dos baixos salários mantidos pela PIDE e pelo controlo dos Sindicatos Nacionais, do condicionamento industrial, da contingentação e da pauta alfandegária.

          E o que começou a acontecer em final dos anos 60 e se prolongou pelos seguintes? Sucederam-se as falências porque o investimento foi pífio e estava tudo obsoleto. Entretanto os “acumuladores de capital” haviam “empochado” e gasto à fartazana. Dali não “derivou” pêvea, só desemprego em barda!

          Pois, mas certamente o “Botas” não sabia de nada porque a Maria de Jesus não deixava. Escondiam-lhe tudo, coitadinho! Sabe-se hoje que um ataque de “malina” lhe dizimou o galinheiro de São Bento e ele pensava que tinham emigrado! Não se faz!

          • JgMenos says:

            A um princípio aponta-se um caso.
            Está estabelecida a doutrina do ‘até houve um caso…’, base da ciência esquerdalha.

          • POIS! says:

            Pois Vosselência afinou??? Então foi “na mouche”!

            “um caso”??

            Ou antes, mais um???

            De cada vez que Vosselência vem aqui tecer loas à aventesma salazaresca e leva com a realidade pelas trombas acima desculpa-se logo com essa do “caso”.

            Ou então desvia-se para a parvoíce, como quando tentou glorificar a suposta política de habitação do regime e eu lhe falei da minha experiência, já que vivi numa casa dessas…

            Um caso? Tá bem! A partida de 1 milhão de indivíduos para férias na “Côte du Bidon”, muitos por teimosia, já que o regime lhes proporcionava safaris gratuitos nas áfricas (mas a malta tinha a mania de implicar com o cheiro das zebras!), também foi “um caso” de falta de “deriva da melhoria das condições de vida”. E, no entanto, o princípio do “amor à pátria” e ao “chão” do Oliveira da Cerejeira era lindo…

  6. Anonimo says:

    É o problema das religiões. Por norma são intolerantes, baseiam-se na fé e crença, e vivem de converter ou calar os outros.
    Os wokes fizeram a rota oposta dos Puritanos. Aguentem-nos.

    • Paulo Marques says:

      Não há maior religião que o liberalismo, com sempre os mesmos resultados, principalmente quando acabam os recursos dos outros.

      • Anonimo says:

        Não será assim tão grande. Há muitos que dela dependem, mas nem todos os subjugados por uma religião são crentes.
        Já o wokismo/americanismo tem imensos fiéis, e grande parte deles disponíveis para a jihad. Dune Style.

        • Paulo Marques says:

          E se, pasme-se, o tal de “wokismo/americanismo” fosse a aplicação do liberalismo de para encaixar a luta das minorias em comodidades a vender?
          Na, pode lá ser, descriminação, só do macho alfa.

          • Anonimo says:

            Mas não é.
            Deixe a fé, e aceite o caminho da ciência e do humanismo. Converta-se, Woke Marques.

          • Paulo Marques says:

            Não sei o que é que a ciência tem a ver com o humanismo, mas quanto à primeira, os factos são claros, por muito que se evite medir nada na província. Quanto ao segundo, por qualquer motivo, não me apetece partilhá-lo ali com o partido de condenados na justiça, mas a anémona faz o que quiser.

  7. whale project says:

    Coitadinhos dos nossos empresários. Têm mesmo de fugir para os paraísos fiscais sob pena de ficarem tão pobrezinhos que têm de ir pedir esmola para a porta da igreja. Ou concorrer ao RSI.
    Bom mesmo era o tempo do “Botas” em que não pagavam impostos e, já agora, pagavam uma esmola a que chamavam ordenado.
    Para além da meia dúzia de donos disto tudo havia em casa terra meia dúzia de famílias que detinham os campos ou as fabricas e que reinavam sobre uma plebe miserável onde as fabricas tinha apalpadeiras porque a malta roubava peixe e alguns miúdos dividiam os sapatos para poder ir para a escola. E como é que dividiam? Um pé ia calçado e outro ia entrapado como se tivessem tido algum acidente e tivessem o pé ferido.
    Ao médico ninguém ia porque eram todos particulares e os da caixa, nas terras onde a havia, nem olhavam para a cara do doente. Muitas famílias só conheciam médico quando tinham mesmo de chamar um para passar a certidão de óbito sem a qual o triste não se enterrava.
    Aliás, o médico daquele belo campo de férias que era o Tarrafal também só lá estava para passar certidões de óbito, tal como o próprio se gabou.
    Mas nesse tempo é que era bom. E quem dizia que não era, era comunista e podia ir passar umas longas férias naqueles belos alojamentos locais de Peniche, Caxias ou Aljube. Ou ser assassinado à porta de casa.
    Tem vergonha no focinho, Menos. E, já agora, vai ver se o mar dá choco.
    E o Osório que arranje água para se lavar porque não a tem.

    • JgMenos says:

      Não te cansas de ser estúpido!

      • POIS! says:

        Pois claro!

        Ao contrário de Vosselência, que parece um tanto cansado. Isso de ser estúpido, realmente, pode tornar-se cansativo e até levar um tipo a ver estúpidos em todo o lado!

        O caso tem sido estudado. No de Vosselência parece ser uma estratégia de sobrevivência muito típica da direitrolhada. Veja-se o Quarto Pastorinho, que tem sobrevivido, e bem, exibindo a sua total idiotice!

  8. whale project says:

    E tu não te cansas de ser fascista e saudosista de um tempo que foi um inferno para 95% da população, contas por baixo. Tem vergonha no focinho. Vai ver se o mar dá choco.

  9. JgMenos says:

    A cretinagem esquerdalha sempre avalia o Estado Novo pela situação do país no tempo que melhor convém à sua verrina de coirões falseadores.
    Importa pouco se esse tempo é de guerra ou paz na Europa ou em África, se é cerca do que herdou da república maçónica, se é antes ou depois de notáveis períodos de crescimento económico, se os agentes soviéticos estavam mais ou menos activos na sua acção de serviço a Moscovo (do qual ainda hoje há claros indícios de ser mantido).
    A estupidez e a ignorância justificam boa parte dessa treta, mas a ausência de carácter e vínculo à verdade é o seu principal fundamento.

    • Paulo Marques says:

      A situação do país era de benefício de meia dúzia de famílias, desresponsabilização total de meia dúzia de artistas, uma aldrabice ideológica para tentar não parecer parado no tempo a sugar colónias, e uma total incapacidade de competir. Uma anedota europeia atrasada e irrelevante. Deve estar contente que vamos a caminho do mesmo.

    • POIS! says:

      Pois é!

      Como diria o conhecido “penseur” gaulês JêGêMoins “L ‘ État Nouveau était bel, la realité est que a donné cap d’el”.

      Seguido de “Les prinples salazaresques du Botas était une merveille, mais il ya des saboteurs qui on les a mis à la corbeille”.

      PS – (Post scriptum, nada de confusões!). Vejo que Vosselência já entrou na da desculpazinha da aventesma salzaresca. Confere!

  10. Joana Quelhas says:

    A Democracia em Cuba continua “forte”. Desde domingo as pessoas estão nas ruas a “comemorar” o regime que lhes garante as mais amplas liberdades, terão até exigido o corte da Internet , ao que o governo logo acedeu cortando-a …pois claro.
    Abaixo o fascismo. Viva a revolução.

    Joana Quelhas

    • POIS! says:

      Pois seja bem-vinda, ó QWELLLLHHHHASSS!

      Todos sabíamos que ia ter um rebate de consciência e haveria de entrar no caminho certo. Como diz o grande poeta gaulês Léde Zeppeliné, “Yes, there are two paths you can go by, but in the long run/There’s still time to change the road you’re on(…)”.

      Em Cuba como cá! Abaixo o fascismo! Viva a revolução! O Venturoso Pastorinho e o Mathathá para o Campo Pequeno, e já!

    • Paulo Marques says:

      Deve estar a confudir com a Argentina, o paraíso que quer copiar para Portugal. Em Cuba, não só seria a primeira vez que acertavam na descrição, como já é notícia quem andou a atiçar, mais uma vez.

  11. whale project says:

    Não sei bem o que é que Cuba tem a ver com o facto de Portugal ser uma miséria negra no tempo de que tu, Joaninha, e o Menos têm umas saudades loucas. A partir de 1960, o único país europeu que estava em guerra era justamente Portugal por não querer largar um osso que já todos tinham largado.
    Portugal foi o ultimo país europeu a largar importantes colonias noutros continentes. E, claro, as populações autóctones só nos queriam dali para fora por causa dos malandros dos soviéticos dado que os colonos e os PIDE’s os tratavam a pão de ló. Especialmente aos tais que não eram considerados “assimilados”. E até os brancos nascidos nas colónias eram “brancos de segunda”.
    Portugal também era um pais tão bom para os seus que mais de meio milhão de portugueses preferiam viver nos bidonvilles de Paris, para gozar o fresco do Inverno da Europa Central. Sabem porque é que se diz que Paris é a segunda maior cidade de Portugal?
    Uma vez perguntaram a um idoso que tinha vivido nesses bidonvilles se tinha valido a pena. E o homem logo respondeu que sim. Porque, dizia ele, ido a salto de uma aldeia no Centro interior do país, “em Portugal comíamos carne uma vez por ano, ali, comíamos carne pelo menos três vezes por semana. Estávamos melhor”.
    Qual de vocês era capaz de trabalhar um dia inteiro no campo com uma fatia de pão com café arrenegado no bucho? É que era assim que por cá se vivia e foi um regresso a esses tempos que foi reivindicado por alguns nos anos da troika.
    O que me arrepia é haver pelo menos 19% de portugueses como vocês, que talvez descendam de uma das poucas famílias que viviam bem. Porque ninguém se deu ao trabalho de lhes ensinar história e nem sabem que nesse tempo se estimulava o alcoolismo e por isso se proibiu a Coca-Cola e se divulgavam panfletos supostamente científicos que garantiam que um litro de vinho era tão bom como comer meio quilo de carne ou comer cinco ovos.
    E muitos desgraçados, era mesmo uma zurrapa a que chamavam vinho que os mantinha de pé.
    Tenham vergonha nesses focinhos e vão ver se o mar dá choco. E se têm assim tantas saudades do fascismo, a Ucrânia está á vossa espera. Porque eu não conto ir para lado nenhum por isso escusam de me mandar. Vergonha nesses focinhos e vão ver se o mar dá choco.

    • JgMenos says:

      «nesse tempo se estimulava o alcoolismo e por isso se proibiu a Coca-Cola»
      Para o almanaque da Estupidez Magna!

      • POIS! says:

        Pois!

        E o mar, dá choco?

      • POIS! says:

        Pois mas…

        Ainda maior que essas foi a da licença de isqueiro! Por isso não sei se ainda lá terão entrada.

        Embora, realmente, fosse uma boa medida para evitar os incêndios florestais. De cada vez que um incendiário tentava, logo um PIDE voava que nem uma seta vociferando “Alto! Onde está a licença?”. E o gajo desistia. Ou tinha de ir a casa buscar fósforos. O que sempre atrasava.

  12. Joana Quelhas says:

    O povo cubano voltou a protestar nas ruas contra a ditadura comunista. Este domingo ocorreram manifestações em pelo menos seis cidades Santiago de Cuba, Bayamo, Ciego de Ávila Santa Marta,
    Cárdenas e Marianao. As frases mais comuns gritadas pelos cubanos foram : Liberdade Pátria e Vida , estamos com fome, não aguentamos mais e queremos comida.

    Também pediram por eletricidade , quer dizer que estão a pedir pelo mais básico para a subsistência pelo menos . Como de costume
    a ditadura cortou o acesso à internet para impedir que mais pessoas tomassem conhecimento dos protestos.
    Censura para que o mundo não saiba o que que está a acontecer na ilha .

    Joana Quelhas

    • Paulo Marques says:

      É desta que um protesto anti-regime é verdadeiro? Bem, contra o embargo assassino que impede a compra de bens é, como sempre.

    • POIS! says:

      Pois é, ó QWELLLLHHASSS.

      Realmente lamentável! A malta põe-se a olhar para o resplandecente capitalismo argentino, nicaraguense, salvadorenho ou mesmo mexicano e fica naturalmente excitada! Há que ser compreensivo!

      Os cubanos ainda não estão conscientes do potencial que representam. A malta lá da Colômbia está disposta a investir! Há muito terreno livre, e logo ali á beira dos EUA. Podia haver coca à fartura, e muito mais barata!

      • A República Bolivariana de Venezuela está fora deste grupo????

        • POIS! says:

          Pois, não!

          Mas não estava à espera que mencionasse todos, pois não? É que exemplos não faltam!

          Aliás fico em pulgas à espera da lista com que, quiçá, Vosselência nos possa iluminar quanto aos paraísos sul-americanos, centro-americanos e norte-americanos.

          Certamente serão milhares. Aguardemos.

        • Paulo Marques says:

          Estão indecisos, os gusanos que compram para os golpes são demasiado embaraçosos.

    • Nortenho says:

      Mas a Quelhas, como agenteda CIA, esta por dentro destas coisas e de outras.
      Sobre o genocidio na Palestina, a CIA nao sabe nada pelos vistos

      • Camaradas says:

        o agente de putin ladrou.

        • POIS! says:

          Pois não me digam!

          É o burreiro camuflado! Não o reconheceram? Pois não! Está camuflado!

          Fez um intervalinho entre os assentamento de duas ripas de lamparquet para aqui vir botar cretinice pastorinha.

  13. POIS! says:

    Está enganado, ó Nortenho!

    Aliás, está a menosprezar a Quwuelllhasss, o que é grave!

    A Quuuwellass não é agente da CIA. A CIA é que é agente da Qwelllhass!

  14. JgMenos says:

    Chega de treta abrilesca!
    A mensagem na votação dos emigrantes … e não só!

    No 25A comemorar-se-á o fim de um regime caduco.
    Nas eleições assinalou-se o fim da tolerância a um regime povoado de cretinos!

    • Paulo Marques says:

      Ai sim? Em quê? A votar num monte de condenados a fazer pela vida prometendo tudo e o contrário enquanto pedincham por tachos que garantiam que não queriam?
      Ah, não, estes têm bodes expiatórios “novos” para culpar dos resultados de cumprir a voz do dono, mas com mais convicção. Não fossem esse sofrimento, de quem, ao contrário de 2011, não tem nada a ver com a vitória de quem mais aldraba, até desejava que ganhassem tudo e se espalhassem ao comprido com tudo o que lhes vai aparecer para resolver. Mas a empatia sempre foi grande defeito meu.

    • Tuga says:

      Caríssimo Pidesco Menor

      Tem toda a razão. No próximo dia 25 de Abril, vamos comemor os 50 anos do fim do regime caduco de Salazar

  15. Anonimo says:

    A Leitão ainda acreditava no milagre (tipo aqueles golos da equipa do Serrao aos 99), mas esqueceu-se dos milhares de faxos e/ou ignorantes que migraram.

  16. whale project says:

    Vai mas é beber um copo de vinho Ó Menos. Não te esqueças de que se já não dá de comer a um milhão de portugueses ainda dá de comer a uns quantos. E é tão bom como beber 90 cl de leite, comer 585 gramas de carme, comer cinco ovos e já não sei quantas gramas de pão. Isso garantiam panfletos promocionais do tempo do teu querido “botas”, que assegurava que tal opinião era avalizada por proeminentes especialistas internacionais, professores em grandes Universidades de Paris e outras. E talvez não digas tanta asneira.
    E a menos que os teus treteiros estejam a preparar-se para nunca mais haver eleições, no próximo 25 de Abril não se comemora o fim de porra nenhuma, a não ser mesmo o fim desse regime castrador e obscurantista, e já agora, promotor do alcoolismo, porque daqui a quatro anos vamos a votos outra vez.
    Quanto ao voto dos emigrantes, quem emigra não devia ser autorizado a opinar sobre como aqueles que escolheram viver e lutar pelo seu país, no seu país, têm de viver. Também já fui emigrante e nunca fui votar, porque achei que não devia. Se tinha abandonado o meu país não tinha nada que lixar a vida a quem cá tinha ficado.
    Os trastes migrantes que vêm cá três vezes por semana e agora votaram nos fascistas porque não querem ver cá gente de turbante mereciam ser proibidos de voltar a cá entrar durante uns 10 anos. E digo 10 anos porque crime nenhum deve ser punido com exílio perpétuo. E, estando fora, alguém votar num partido que promete lixar a vida a parte da população que cá vive devia estar um bom tempo sem cá poder entrar. Nem mais, nem menos.
    É que eu saio daqui e conheço emigrantes no seu habitat. Sei que na maior parte são uns grunhos que não sabem onde têm a mão direita mas sabem que não querem ver cá pretos, nem ciganos, nem “índios”. pelo que a votação massiva no Chega não me espantou nada. Se lhes tivessem dado quatro deputados não me tinha espantado mesmo nadinha.
    E quanto a ti, meu salazarento sarnoso, tem vergonha nesse focinho de fascista e vai ver se o mar dá choco.

    • JgMenos says:

      A azia ainda te põe os neurónios mais estúpidos!

      • Tuga says:

        Caríssimo Salazarento Menor

        Tens razão. Somos todos estúpidos. Apenas tu e os teus colegas na escola da PIDE em Sete Rios, no fim dos anos 60, tinham o privilégio de ser inteligentes.
        Mas tal não impediu que as Forcai Armadas tivessem feito o 25 de Abril em 74. Embora acredito que existissem informadores nas Forças Armadas, eram completamente isolados

      • POIS! says:

        Pois, mas…

        Vosselência não tem que recear. Pode comer cebola crua à vontade. Mais estúpidos, no caso de Vosselência, já não é possível! Há muito que o limite foi atingido!

  17. Camaradas says:

    o agente de putin ladrou.

    • Mas não estavam falidos? Ainda por cima a pagar a tanta gente?

    • POIS! says:

      Pois…não digam!”Camaradas”???

      É mesmo! É o burreiro camuflado! Não toparam? Pois não! Está camuflado!

      Tirou uma hora entre duas tábuas de lamparquet para aqui vir largar cretinice.

      Sim, uma hora! Um comentário como o de cima, para o burreiro, leva tempo! Tem de ser muito bem pensado e um dos dois neurónios que lhe restam está avariado.

Discover more from Aventar

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading