Camilo Mortágua, resistente antifascista (1934-2024)

Se estivéssemos a falar de um venezuelano anti-Maduro que tivesse tomado um paquete ou um avião de assalto, a direita radical e a extrema-direita fariam dele um herói. E como até um relógio avariado acerta na hora duas vezes por dia, teria que lhes dar razão. Qualquer um que resiste a uma ditadura, que arrisca a sua vida para a derrubar, é um herói da liberdade. Camilo Mortágua foi essa pessoa, goste-se ou não do homem. As acções em que esteve envolvido fizeram parte do caminho para a libertação do regime fascista de Salazar. Sou-lhe grato como sou grato a todos os resistentes antifascistas que lutaram para que eu pudesse viver em liberdade. Que descanse em paz.

 

Comments

  1. Aires Esteves says:

    Devemos prestar a nossa homenagem a um antifascista? Sim!

  2. Figueiredo says:

    Era provavelmente um dos últimos terroristas liberais que respaldado pela OTAN e a Agência Central de Inteligência («CIA») executou vários acções de terrorismo e roubo com objectivo de prejudicar Portugal, os Portugueses, e o Estado Novo.

    • POIS! says:

      Pois claro!

      Várias operações terroristas, com desfecho fatal, tais como:

      a) o assalto ao Santa Maria, que durou tanto tempo que morreu muita malta de ataque de ansiedade a ouvir pela rádio;

      b) o desvio do avião da TAP, onde foram lançados panfletos que atingiram em cheio e foram fatais para cidadãos com a moleirinha sensível;

      c) e o assalto ao banco na Figueira da Foz, que obrigou portugueses a percorrer a pé milhares de quilómetros para trocarem as notas de 500 escudos de chapa 9 que o Oliveira da Cerejeira decretou como falsas e, pior que isso, levaram ao suicídio várias peixeiras que não conseguiram vender uma sardinha sequer porque o Camilo e companhia levaram o dinheiro todo e os Pides não gostavam de peixe.

      Mas Prejudicar Portugal e os Portugueses ainda vá!

      Agora o Estado Novo, isso não se fazia!

      Estava tão novo que ainda não se tinha acabado de pagar as prestações e ficou tudo escangalhado! A pintura então, ficou um horror! Nunca mais foi o mesmo!

  3. A última coisa que devia querer era comparações com os fascistas que nem com tentativas de golpe, de assassinato, ou de populismo conseguem uma revolução colorida para desbaratar aquilo tudo.

  4. Joana Quelhas says:

    … resiste a uma ditadura, que arrisca a sua vida para a derrubar, é um herói da liberdade… ?
    Não , não é, porque o que o fdp queria é instituir uma ditadura mil vezes pior.

    “Fui vítima de Salazar, mas as ditaduras comunistas eram muito piores” Edmundo Pedro Jornal i 23-10-2017

    Mas o comuna do mendes ainda sonha com uma ditadura comunista.

    Joana Quelhas

    • juão cuelho says:

      Ó cuelha vai dormir que o teu mal é sono, deixa lá o crucifixo que ainda te magoas.

    • POIS! says:

      Tchchchch, ó Qwelllhhhhasss!

      “Uma ditadura mil vezes pior”? Assim tipo a que o Trump promete? Nem consigo acreditar!

    • Tava tão habituado ao lápis azul que achou que era uma invenção portuguesa.

    • Noetenho says:

      Quelhas

      Deves ser marrana. Se não sabes o que é, o que duvido vai ao wili.
      Marrana porca judia

  5. balio says:

    Tem cara de judeu e nome de judeu (os apelidos portugueses que são nomes de terras são usualmente de origem judaica). Provavelmente é descendente direto de judeus.
    A filha Joana também tem cara de judia, embora a filha Mariana não.

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