PS já Chega?

O presidente da câmara de Loures, Ricardo Leão, defendeu «despejo “o despejo “sem dó nem piedade” de inquilinos de habitações municipais que tenham participado nos distúrbios que têm ocorrido na Área Metropolitana de Lisboa

Estes ataques de justiceirismo são típicos de vários tipos de ébrios. Pode acontecer numa conversa entre amigos que beberam um bocado de mais e dão por eles a explicar como é que se resolviam sumariamente os problemas dos incêndios, com propostas que incluem atar os pirómanos a uma árvore durante o incêndio que atearam. Também temos os partidários do Chega, ébrios de grunhice, parecendo que têm como alvo os bêbedos com solução alcoolizada para tudo.

O presidente da câmara de Loures é do PS, mas parece ter ficado intoxicado com algo que o levou a ter um ataque de chganismo. No fundo, para esta gente, os tribunais, as leis e a decência são coisas que atrapalham. É o marialvismo do “havia de ser comigo” ou do “isto era preciso era um Salazar”.

Comments

  1. É, de facto, um completo choque num partido que tem ilustres humanistas ao lado em Almada.

  2. JgMenos says:

    Pois é claro, os incendiários e arruaceiros têm tanto direito a abrigo municipal como qualquer outro cidadão estupidamente civilizado, que tudo melhor se resolve com duas de treta e uns subsídios.
    Só os judeus é que têm aquele hábito de deitar abaixo as casas de terroristas, mas isso é porque são maus com’as cobras!

    • António Fernando Nabais says:

      Ó querido menos, então tu, que és um incendiário e um arruaceiro, deverias ter menos direitos do que nós, cidadãos felizmente civilizados? Não, nem pensar, também tens direito a frequentar o abrigo das caixas de comentários. Se algum dia cometeres algum crime e isso ficar provado, perderás alguns direitos, como é próprio de uma sociedade de direito, conceito de que não gostas, porque te impede de condenar pessoas em julgamento sumário, feito em tua casa.
      Acredito que os judeus matem terroristas. Com as mesmas bombas, matam inocentes, mas tu, na tua cabecita justiceira, já os absolveste – são danos colaterais. Amanhã, não te esqueças de comungar.

    • É a constituição do país que tanto dizes defender, bem como a responsabilidade não ter nada a ver com a câmara, bem como a família não ter culpa de nada.
      Mas de quem defende um genocídio colonial em que vale tudo também não se espera nada, seja presidente americano ou um patético troll da província sem mais nada para fazer na vida.

  3. Lino Sebastião says:

    Nunca venho à caixa de comentários embora siga o blogue com alguma regularidade. Leio os comentários quse sempre em diagonal e observo alguns pássaros (passarões?) Que por aqui passam.
    Quanto ao A.F.Nabais sigo sempre com atenção e este texto assino por baixo.
    L.S.

  4. Julio Santos says:

    É, com a cobardia destes “democratas” que se limitam a criticar a opinião de um autarca que se propôs limpar o seu concelho dos vândalos que puseram Lisboa a ferro e fogo durante vários dias, que dão ao Chega a certeza de que, as suas fanfarronices, são certeiras para ganhar eleições. Quem pode apoiar estes criminosos? Certamente que não serão quem sofreu as suas consequência. Pessoas que trabalham penosamente, como acontece com a maior parte dos seus habitantes, certamente que apoiaria essa decisão.

    • António Fernando Nabais says:

      Sublime! Criticar o justiceirismo de um presidente da câmara é o mesmo que defender que criminosos não sejam condenados. Tem de se perdoar o Júlio: ingeriu qualquer coisa que tinha toxinas de marialvismo reaccionário e saiu-lhe este comentário.

    • O que vale é que não faltam democratas a fechar os olhos à violência, e assassinato, policial, para nos explicar o que é uma democracia de valores liberais. Lamber botas é certeiro para que tudo funcione cada vez melhor.

  5. Julio Santos says:

    Pergunte aos que foram altamente prejudicados por esta onda criminosa e irá obter a resposta. Ninguém,por mais que se arroga de democrata, não gosta de ter lixo ao pé da sua porta.

    • António Fernando Nabais says:

      Portanto, o castigo a aplicar aos criminosos deve ser decidido pelos prejudicados pela onda criminosa ou pelos presidentes da câmara.

  6. Julio Santos says:

    Sr. Nabais. Há os democratas sinceros e os democratas de ocasião, em qual destes pólos é que o senhor se situa? Os democratas sinceros acham que é á justiça que compete aplicar os corretivos necessários para fazer cessar os atos contrários ao estado de direito. No caso concreto, os criminosos foram levados á justiça e postos em liberdade. De imediato, alguns deles reincidiram nos mesmos atos de vandalismo e levados novamente á justiça, esta, voltou a libertá-los. E os distúrbios continuaram. Perante isto, o que acha do sentimento de quem perdeu os seus bens que tanto suor lhes custaram? E o desabafo do Presidente da câmara, não considera legítimo? Certamente, tal como eu, o sr. vive longe dos acontecimentos para o sr. o que se passa longe da sua porta não lhe diz respeito. Pois eu penso exatamente o contrário. Em tempos um sr. Presidente de Câmara achou por bem criar uma sala de chuto para drogados no seu concelho mas, quando alguém lhe sugeriu que a cria-se ao lado da sua casa o Presidente não achou graça á sugestão e não voltou a falar mais no assunto. Ora, isto para dizer, que os democratas de ocasião, são aqueles que se compadecem com estes criminosos porque praticam os atos de vandalismo longe da sua porta porque, o contrário, certamente que os repudiavam. Estes são os mesmos que trocam a designação de “preto” por “negro” para não serem apelidados de racistas. Pois, eu não sou do Chega nem Republicano, sou democrata.

    • António Fernando Nabais says:

      Penso que é à Justiça que cabe aplicar os correctivos necessários, como já tive ocasião de escrever mais do que uma vez. Não li em lado nenhum que os responsáveis pelos distúrbios tenham sido soltos e mais do que uma vez, mas o Júlio irá enviar-me uma ligação. Se isso aconteceu, a Justiça poderá estar a falhar.
      O presidente da câmara de Loures não se limitou a desabafar, deu uma opinião, ameaçando tomar decisões que extravasam as suas funções, deitando gasolina numa fogueira, de modo irresponsável.
      Percebo perfeitamente que as pessoas prejudicadas por estes actos fiquem revoltadas e até percebo que queiram uma justiça mais expedita, mesmo que se vá contra a lei, mas a sociedade de direito não pode permitir que haja milícias ou que se aplique a Lei de Talião.
      Nunca defendi que nos devemos compadecer dos que praticam actos de vandalismo.
      O Júlio não lê, treslê. E pode não ser do Chega, mas parece.

  7. Julio Santos says:

    Então parece que estamos entendidos, sr. Nabais. Quando a justica não funciona atempadamente, para certos criminosos, até sou pela aplicação da Pena de Talião que consiste na rigorosa reciprocidade do crime e da pena, a chamada retaliação.
    Há criminosos que se hajam valentões enquanto não sentem o bastão encostado ao pêlo porque , quando tal acontece, também se borram de medo.

    • António Fernando Nabais says:

      Estamos perfeitamente entendidos: o Júlio é um “democrata de ocasião”. Não chegou a publicar aqui a notícia sobre os criminosos que foram soltos várias vezes e que voltaram sempre a participar nos distúrbios – esqueceu-se, estava a mentir ou inventou? Cheira a Chega, cheira.

  8. Julio Santos says:

    Leias os jornais e lá encontra as respostas. Não lhe vou pôr a papinha na boca. Certamente a sua idade já necessita. Ficamos por aqui.

    • António Fernando Nabais says:

      O menino Julinho não sabe que mentir é feio? Não há nada do que diz nos jornais. Além de escrever mentiras, o menino Julinho não tem respeito pelos idosos. Os seus papás devem estar muito tristes com as figuras que anda aqui a fazer. Ainda vai a tempo de se portar como um homenzinho – experimente. Cumprimentos ao primo Ventura.

  9. Julio Santos says:

    Então, estão na prisão? Não seja ingénuo.

    • António Fernando Nabais says:

      O menino Julinho, mais acima, escreveu: «os criminosos foram levados á justiça e postos em liberdade. De imediato, alguns deles reincidiram nos mesmos atos de vandalismo e levados novamente á justiça, esta, voltou a libertá-los. E os distúrbios continuaram.»
      Desafiei-o a indicar notícias em que esta alternância de entradas e saídas da prisão tenha sido referida e não mostrou nada disso. Não indicou e ainda brincou com a minha provecta idade. É verdade que aqui no Lar as televisões estão sempre na RTP Memória, mas ainda temos jornais em papel, que me deixam ler depois de me darem a papinha na boca. Felicidades, menino Julinho.

  10. Clochant Pretty! This has been a really wonderful post. Many thanks for providing these details.

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