Aconteceu em Loures

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via Expresso

Deparo-me com alguma frequência com artigos de opinião, publicados em jornais ditos de referência deste país, que me alertam para o perigo da extrema-esquerda portuguesa, essa herdeira do mais violento estalinismo, que planeia secretamente uma golpada com vista à instauração de um regime totalitário.

Esta corrente de opinião, que se alimenta do clima de medo para o qual contribui activamente, vive da exploração incansável das emoções e dos sentimentos mais básicos e primários do ser humano. Não obstante, em certos e determinados projectos políticos disfarçados de comunicação social, assistimos à desvalorização da violência da extrema-direita nacional, que já chegou inclusivamente a ser romantizada por um desses projectos encapotados. [Read more…]

Dr. Passos Coelho, o projecto Ventura não está a funcionar!

diz o estudo da Eurosondagem.

O ensaio Ventura

Foto: Diário de Notícias

Li por aí algures, não me recordo bem onde, que a finalidade do candidato Ventura é a de permitir ao PSD de Passos Coelho ensaiar um novo tipo de discurso, a anos-luz da matriz social-democrata que o passismo fechou a sete chaves numa gaveta, para ver o que sai dali. Começou com generalizações sobre a comunidade cigana e os apoios sociais, ao melhor estilo da extrema-direita nacional, e foi cavalgando ondas de populismo, até chegar à reintrodução da pena de morte. [Read more…]

A coligação PSD – PNR

Pronto, já não há dúvidas: Passos Coelho reafirmou o seu apoio a André Ventura na sua candidatura à Câmara de Loures. Junta-se, assim, ao já declarado apoio do PNR. Por escolha própria; depois não se queixe dos compreensíveis adjectivos que aí vêm.

Portugal é um país racista?

Está por todo o lado a pergunta: Portugal é um país racista? Lamento a pergunta e lamento as respostas, sejam afirmativas, sejam negativas, já que nem a pergunta nem as respostas permitem aprender e compreender nada. Porque a pergunta não tem sentido. Mas se a pergunta for: há racismo em Portugal? – já a resposta afirmativa é evidente e se entende, até como ponto de partida para uma maior compreensão da situação. Desse racismo resta saber qual o grau e a natureza. Porque preconceitos como o racismo avaliam-se em escalas de atitude, como qualquer psicossociólogo saberá explicar. Esta observação pode não ser simpática, mas o rigor raramente o é. Em questões como esta, se queremos aprender e transformar, temos de evitar o maniqueísmo e a popularidade dos juízos fáceis. Acho eu.

O Ventura

Pensar que as declarações racistas e xenófobas do Ventura do PSD são uma gafe, um lapso, é uma ingenuidade perigosa. Aquilo é mesmo uma proposta de linha política, que busca apoios e tenta sondar tendências. O facto de o partido apoiante não ter tomado uma atitude de rejeição só pode ter um de dois significados: simples indigência política ou, o que é muito pior, concordância.

Os Pretos

Depois dos Ciganos, André Ventura vai atirar-se aos pretos.

Da série Crato é a escolha certa (2)

 

PCP: De Loures para o país

Ouvi ontem na TSF uma reportagem com Bernardino Soares, o novo Presidente da Câmara de Loures. Numa das suas primeiras acções como autarca, foi visitar as Oficinas do município e almoçar na cantina com os trabalhadores. Um acto pleno de simbolismo.
Nos dias anteriores, soubemos que Bernardino Soares chegou a acordo com o PSD para que a gestão da Câmara não se torne inviável nos próximos 4 anos.
O concelho de Loures vive hoje em dia, à semelhança do país, problemas sociais gravíssimos. O desemprego agravou as dificuldades económicas das famílias e acentuou as desigualdades e a pobreza, nomeadamente a pobreza infantil. A par disso, o betão não parou de crescer nos últimos anos, sustentado na conhecida política socialista de promiscuidade entre o poder político e o poder económico.
O desafio que o PCP tem pela frente é, pois, gigantesco. E a aliança que acaba de fazer com o PSD desmente categoricamente todos aqueles que acusam o Partido de não querer governar, de ser contra os acordos e os pactos, de se preocupar apenas com o «bota-abaixo».
Loures pode ser um exemplo para o país. E é aí, em Loures, com Bernardino Soares, que o PCP pode mostrar do que é capaz.

O drama dos cães de Loures

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Cães de Loures from Jose Cyrne on Vimeo.

Eram 80 animais que viviam num terreno ocupado ilegitimamente por uma pessoa que os criava com intuitos dúbios. Estavam alojados em cima de várias toneladas de ossadas de vaca (que era a única alimentação que lhes era fornecida) e de cães mortos. Nasciam, viviam, alimentavam-se, defecavam e urinavam em cima dos ossos que eram ao mesmo tempo a sua única fonte de alimentação. Neste cenário, só os mais fortes sobreviviam. Os que morriam eram também comidos pelos seus companheiros de cativeiro – fenómenos de canibalismo na espécie canina só acontecem em situações extremas como esta.
A Animais de Rua conseguiu colocar os cães no canil de Loures e encaminhar 15 cães (5 para cada um) para os canis municipais de Lisboa, Amadora e Vila Franca de Xira. A situação destes animais é ainda mais grave e urgente do que a dos animais que ficaram no canil de Loures, uma vez que não estão a ser alvo de qualquer divulgação, já que, inacreditavelmente, estes municípios não permitem a captura de imagens dos animais que albergam..
A associação Animais de Rua compromete-se a esterilizar todos os animais que forem retirados do canil de Loures.

Esmiúçar o Aventar

O Carlos Loures ama a literatura, os livros, como a si mesmo (é Biblico e é verdade).

 

O Adão Cruz , abomina a sociedade do desperdício, da injustiça social  e acredita que há sistemas de organização política da sociedade mais capazes.

 

O Luis Moreira e outros Aventadores, não esquecem que a vida pública de Saramago não é uma lição de cidadania, e não gostam do homem, pronto!

 

A ponderação destas três verdades levam à posição individual de cada um deles quanto a Saramago.

 

O Carlos, dá prioridade ao escritor que Saramago é, o Adão, dá prioridade ao comunista que Saramago nunca escondeu ser, e eu dou prioridade ao facto de Saramago ser um homem cheio de ódios e de problemas mal resolvidos, com a sua gente e o seu país!

 

Desengane-se quem julga que algum de nós se converte, ou que tomemos esta divergência, como insanável. Nem uma coisa nem outra. Ficamos assim!