Vender em nome da falácia conveniente

Há dias, na Bertrand de Braga, reparei que o livro de Jorge Nuno Pinto da Costa liderava a tabela de “não ficção” daquela livreira.

Hoje, noutra cidade do Minho, na FNAC, lá estava o livro em destaque, comandando, pasme-se de novo, a “não ficção” nacional.

A sério?!

Sendo, como é, o maior tratado de ficção, fantasia e devaneio (como antónimo de realidade – facto, realidade) publicado em Portugal, nos últimos meses, como podem dois padrões de vendas de livros persistir na falácia de considerar o livro como “não ficção”?!

Acho de muito mau gosto tentarem influenciar desta forma falaciosa o público. Tentarem, não, porque, a ser verdade o volume de vendas que coloca o livro na liderança a nível nacional, foi mesmo influenciar, tout court. Nem precisaram de tentar!

Desilusão! Decepção! Desengano!

(Estou à vontade porque desde sempre não me deixei convencer pelo carisma de JNPC. O cortejo de traições que cultivou – a traição-mor foi ao clube – e os enganos que semeou na massa associativa, para o bem e para o mal, já nos idos de 80 do século e milénio passados eu escrevia o que se segue em imagem do Jornal do clube, a cujo corpo redactorial pertenci).

Comments

  1. Seria interessante se citasse essa ficção; não porque duvide, mas porque fiquei na mesma.
    Mas quanto a ser o maior tratado de ficção, nem por isso: há aí uns quantos a alucinar bebés esquartejados, violações em massa, e pogroms, um impasse na luta entre autocracias a leste, da relevância da eurolândia, e muitos outros contos.

  2. Luis says:

    Totalmente ficção. Reconhecer em JNPC algo de bom, meritório e verdadeiro é pura ficção.
    O que se observou foi uma vida de falsidade, ilicitos, traições, estimulo ao ódio, quiçá crimes.
    Só mesmo a clubite aguda permite idolatrar tal especimen.
    Talvez agora as mazelas que tal governação deixou no clube permita que alguns, pelo menos, abram os olhos.

  3. POIS! says:

    O maior da “não-ficção”? Não pode ser!

    É um insulto à prodigiosa imaginação do autor! É um dos grandes romances da nossa literatura, ombreando com os de autores como Corin Tellado, Odete de Saint Maurice ou grandes ficcionistas como César das Neves ou Pedro Arroja.

    Da Costa traz para a nossa literatura o realismo mágico: realismo porque foi mesmo presidente do FCP e mágico porque usando pouca fruta multiplicou exponencialmente os resultados.

  4. Asnonimo says:

    Os neoliberachos e centralistas ainda não lidam bem com o mais titulado dirigente desportivo de sempre.
    Agora sim, a enfardar 4 na catedral é que eles estão satisfeitos. Ainda verei dizerem que faz falta um Porto forte ao futebol português

  5. Figueiredo says:

    Conversa de benfiquista, típica daqueles que eram benfiquistas e tornaram-se portistas porque o Futebol Clube do Porto (F.C.P.) passou a ganhar tudo.

    • Armindo Vasconcelos says:

      Presumindo que poderá estar a tentar insultar-me, chamando-me benfiquista, devo dizer-lhe, tout court, que, se lesse a minha publicação, saberia que o que vem mencionado na foto final foi por mim escrito na década de 80 do século e milénio passados, onde ainda ganhávamos pouco. E mais, tomara que 80 ou 90 por cento daqueles que se passeiam com a tarja de viúvas na testa e rasgam as vestas em luto pelo clube, tomara que, repito, tivessem feito pelo clube nos 42 anos de glória um terço do que fiz pelo FCP antes de 1982. Se não é esse o caso, e apenas pretendeu responder ao aziado do comentário anterior, as minhas humildes desculpas.

  6. POIS! says:

    Não costumo ligar a foolteboleiros, mas de passagem pelo Canal da Manha ouvi um tipo, chamado Vítor Pinto, que diz que é jornalista, dizer o seguinte (destaque meu…):

    Podem verificar andando para trás na box até ás 18.13 (programa “Mercado”(1):

    “Vítor Bruno tem futuro no FCP, ainda tem muito para viver no FCP, felizmente não está ferido. APESAR DA ESPERA, DO ATAQUE QUE (lhe) FIZERAM AO CARRO, NINGUÉM LHE CAUSOU FERIMENTOS. PORTANTO AINDA VAI VIVER NO FCP, vai ter vida como treinador e, se calhar, vai aproveitar estas duas semanas para corrigir (…)”.

    Ora pois! Nâo foi ferido…não foi despedido!

    Em primeiro lugar pergunto-me como é que um tipo que se intitula como jornalista lida com tanta descontração com a violência dos “macacos” que ainda andam à solta!

    E a seguir parece-me que fica claro, mais uma vez, quem manda lá na agremiação. Só falta saber é quem é que vai ser contemplado com umas fériazitas e uns porches e tal agora que os anteriores símios estão a contas com a justiça…

    Cena dos próximos capítulos, segundo este Pinto:

    “Realmente encostaram o Vítor à parede e puseram-lhe à frente um pelotão de fuzilamento, mas não dispararam, ainda tem vida lá na agremiação(…)”

    (1) é pena que não seja do peixe. Teria melhores comentadores/as e seria muito mais útil!

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