Eu já estava convicto que ser de esquerda, implicava, em grande parte dos casos, uma insuficiência cognitiva, uma espécie de “deficit” intelectual e ético. Mas não esperava que fosse tão óbvia e tão estúpida e facilmente assumida. É que nem conseguem perceber que o que argumentam só faz sentido numa perspectiva muito curta, muito superficial ou então, na cabeça deles (o que é basicamente uma clara equivalência).
Ser de esquerda e ao contrário do que pretendem fazer crer nada tem a ver com solidariedade, empatia, generosidade, etc. Não, não são donos desses valores. Nem de perto nem de longe. Isso são apenas vertentes humanas que não definem nenhuma ideologia e, seguramente, não definem de certeza qualquer tese de influência socialista. Até porque quer a teoria quer a prática demonstram que aqueles princípios só são trafulhamente usados pela esquerda como isco para “lorpas”. Porque solidariedade, empatia e generosidade só fazem sentido se reconhecermos “a priori” evidências como, por exemplo, a natural e legítima aspiração à propriedade individual. Só se pode ser verdadeiramente generoso com o que é nosso. Ser generoso com o que é de outros ou maioritariamente de outros… acho que tem um nome diferente.
Ser de esquerda parece ser uma opção (ainda é permitido dizer “opção”, não é) pelo uso voluntário de antolhos (para quem não sabe, são aquelas palas que se colocam perto dos olhos dos cavalos para lhes reduzir a amplitude da visão). Parece que há uma qualquer cerimónia iniciática onde se jura pelas “barbas do Marx” que nunca mais se atreverão a pensar sem estarem autorizados (e quase nunca estão) e principalmente quando raramente o forem, não pensar coisas proibidas. E aqui surge a enorme confissão de “pequenez” da esquerda: saber o que é proibido? E a resposta que se dão a si próprios é sovieticamente automática: proibido é o que o comité central respectivo disser que é proibido porque eu não consigo (ou, no mínimo, escolho não conseguir) por mim próprio estabelecer as minhas linhas vermelhas.
Lêem alguém a supostamente criticar “o dinheiro” e assumem: ah, carago, este é dos nossos, é de esquerda. Porra lá para a “curteza” de raciocínio. Primeiro, e se lerem com cuidado, no meu post anterior não pretendi exactamente criticar o dinheiro. Critico, sim, muito e de forma radical a importância que damos ao dinheiro e a aceitação generalizada que uma mera ferramenta pode ser um objectivo ou pior ainda, “o” objectivo que nos classifica socialmente. Ver nisto algum indício de “esquerdalhismo” é o mesmo que ver um comunista no psiquiatra que diagnostica um “acumulador doentio” ou um marxista dos “quatro costados” no crítico da ganância sem sentido ou da cupidez infinita. É claro que para perceberem isto, teriam de colocar o vosso 2º neurónio a funcionar e, enfim, digamos que é algo que não vos é fácil.
Mesmo tendo começado por tentar que lessem o que escrevi livres de preconceitos ideológicos, mesmo tendo solicitado que percebessem que a questão não era de direita ou de esquerda, mas sim humana, não adiantou. Já sabem o que são antolhos, não sabem? Pois. E vá lá que me lembrei de meter a “bicada final” ao comunismo (mesmo que isso não deixe de constituir uma contradição à minha tentativa inicial de assepsia ideológica). Se não o tivesse feito, já estaria inundado de propostas para militante do BE (mais conhecidos por “olhem para o que eu digo e não para o que eu faço”), do PC ou outra qualquer agremiação digna de ser apoiada pela Cercigaia.
Eu sei que não compreendem que um liberal ouse criticar uma ideia aparentemente liberal. E esta (eu sei que não é fácil compreender) é quase exógena ao liberalismo. Cruzes, canhoto. Criticar a nossa ideologia??? Isso na esquerda é pura blasfémia e razão suficiente para umas férias “desvoluntárias” num qualquer resort siberiano em regime TI(mmmpedpeg), Tudo Incluído, mas é mesmo muito pouco, enfim, dá para emagrecer à grande. Com regresso assegurado em transfer organizado por um qualquer cangalheiro lá do sitio.
No fundo é mais ou menos como um liberal ser acusado de recorrer ao SNS em vez de ir ao privado. Numa conclusão (só compreensível para a “genial” esquerda) que o liberal por ser liberal tem as mesmas obrigações fiscais que os outros, mas muito menos direitos. Do género, chegar à bomba de gasolina em “pré-pagamento”, ir ao balcão protestar com o preço da gasolina, pagar um depósito cheio e ir embora sem atestar porque fazê-lo era contradizer-se.
Vamos lá ver se conseguem compreender (peço desculpa por não conseguir mesmo fazer uma escrita mais pausada, uma escrita quase soletrada). Eu não sou contra o dinheiro. Acho uma ferramenta essencial à organização social. Sou contra a veneração avassaladora que se tem por uma mera ferramenta. Sou contra a avidez acumuladora para lá do saudável. Isto não deviam ser valores políticos. Deviam ser meramente humanos. Mais, nada tenho pessoalmente contra os ricos e contra quem busca incessantemente ganhar mais dinheiro todos os dias. Tenho contra as pessoas que valorizam desmedidamente essas situações. Pior, ao contrário da frugal intelectualidade da esquerda, eu não quero proibir nada. Não quero repressão legal. Quero mudar consciências. Mesmo que seja difícil ou quase impossível. Quero pôr as pessoas a pensarem por si próprias e a questionarem algo que aceitam sem discussão. A humanidade, a bondade, a empatia não se impõem por decreto. Ou, pelo menos, não são eficientes se forem impostas por decreto. Têm de ser sentidas e só o podem ser se forem conclusão dum processo individual lógico.
Provavelmente faltar-me-á o talento mínimo para conseguir mesmo “agitar” consciências. Mas, pelo menos, tento. Sem proibições. Apenas a pedir às pessoas que pensem. Só isso. Mas eu sei que esse objectivo, que essa liberdade é um conceito que vos é estranho. Como quase todas as liberdades.
Aliás percebam uma inelutável evidência: se antes de discutirmos política, discutíssemos humanismo quando chegássemos ao momento de discutir política, compreenderíamos de imediato que o socialismo não faz qualquer sentido. Compreenderíamos que é “contra natura”. Que é um factor catalizador de pobreza, de miséria, de desgraça, de injustiça e de autoritarismo. Porque o cuidado primordial com os menos favorecidos já estava assegurado. Que esse cuidado só tinha valor quando era espontânea, livre e individualmente decidido. Que o mirífico “estado social socialista” só era um convite arrasador e destrutivo ao demérito, à iniquidade e sobretudo à inibição de liberdades.
Desenganem-se: a esquerda não é a dona dos essenciais valores humanos. Pelo contrário e se teoricamente já o era possível compreender de forma prévia, a história tem demonstrado que a esquerda é mesmo a maior algoz daqueles princípios.
Atinem. Tentem pensar, por favor.






As rápidas melhoras, é o que sinceramente desejamos.
Mas a sua doença não surpreende ninguém
A bem da nação
Carlos Almeida
Mas que grande besta!
Pois claro!
O que é preciso é sermos todos bonzinhos.
Ou bonsórios!
Vai para a grande porca que te pariu liberalacho de merda!
Não é uma questão de não perceber, é uma questão de olhar para a realidade apesar da propaganda do regime que nos entra pelos ouvidos e olhos desde a nascença. Com certeza noutros lados há outra propaganda, e há quem tenha posição sem um mínimo de análise, mas a verdade continua a ser a mesma: o incentivo ao lucro alimenta-se a si mesmo através do poder político que permite a acumulação, e até Cristo alegadamente percebeu. Pode apelar o que quiser, os psicopatas ganham sempre em tentar dar a volta com tanta liberdade; não é a toa que a ideologia do momento é o individualismo, esse sim, contra-natura.
Quem vende que não é natural amar o próximo e o que ganha com isso? É que é um verdadeiro disparate, basta ver como quem menos tem mais generoso é, mas também o que acontece em situações de caos.
https://www.currentaffairs.org/news/2021/11/the-right-wing-story-about-human-nature-is-false
Aquilo que é cada vez mais claro é que os fãs do capitalismo não percebem como funciona, desde o dinheiro às relações de poder; basta ver o quanto o homem mais rico do mundo também não percebe que a tal de “ajuda humanitária” é uma pechincha para comprar um império que fornece bens em troca de bits infinitos num computador.
E falta-me algo…
“se antes de discutirmos política, discutíssemos humanismo quando chegássemos ao momento de discutir política,” discutiríamos o quando o liberalismo, sempre económico, sempre capitalista, por muito que distraia com concessões nos costumes, depende do judicialismo, cientismo, e do controlo das vibes para justificar massacres após massacre, fome após fome, apartheid após apartheid.
Qualquer respeito pelo liberalismo ficou enterrado juntamente com os ossos das crianças esmifrados pelos bulldozers em Gaza por quem vestia a roupa das suas mães, e demais espetáculo para muito além de macabro, por muito que continue a tentar que acreditemos que os nossos olhos mentem, bem como o botão de tradução do hebraico pelo aliado em comum que, sem surpresa, faz saudações a dizer o que quer.
«o cuidado primordial com os menos favorecidos já estava assegurado»
Má escolha de palavras essa dos «menos favorecidos»!
A doutrina dos coitadinhos é fundada no conceito que os não coitadinhos são favorecidos e são-no por um qualquer favor proporcionado por um sistema injusto, o que no essencial significa não determinado por um colectivo de esquerdalhos.
O que essa canalha odeia é o indivíduo que, na livre manifestação do seu talento e iniciativa, não se declare ser obra de um qualquer colectivo, com o qual deve distribuir o dinheiro que derivou desse talento e iniciativa.
E sim, o dinheiro é critério primeiro de avaliação, porque se fora critério fundado em valores… haveria de inevitávelmente aplicar-se tal critério aos coitadinhos, e veríamos cretinos, calinos, calaceiros, oportunistas, que poriam em risco a transcendência do colectivo.
Estimado Salazarento menor
O liberocas não precisa de ser defendido por um assumido Salazarento serôdio, embora cada vez é mais difícil distinguir a ideologia de um um velho ou novo nazi de gente que glorifica o sionista de extrema direita que desgoverna a Argentina.e que se chama a ele próprio liberal.
Claro para gente assim, o dinheiro é o critério primeiro de avaliação. Esse é o critério da gente para quem o dinheiro é o Deus, e para os quais matar milhares de mulheres e crianças não têm importância nenhuma.
Pois a Vosselência, ó Menos…
Fazemos um vibrante apelo!
Pelas alminhas, não deixe que a retinta cretinice, a dormente calinice, a atestada calaceirice e o manifesto oportunismo de Vosselência faça ainda mais estragos!
Não ponha em causa a transcendência do coletivo! Não seja mauzinho!
A generalidade dos indivíduos só pode ser livre por força do colectivo que o proteja, até porque o dinheiro acumulado vem de algum lado, e nalgum lado fica.
Vou citar novamente o teu camarada invejoso, que há de ter qualquer coisa a ver com a tal de cultura portuguesa que está na moda…
“Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus. E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.”
Quem te dera ser camelo…e rico!
Não passo dificuldades, quero ser rico para quê? Prefiro não ser FdP, já descanso mal que chegue.
Pois seja, ó Menos, Menos vaidoso!
Acha que causa inveja a alguém? Só no deserto é que Vosselência leva vantagem!
E quanto ao resto, já lá diz o povinho, na minha terrinha:
“Mais vale um pobre de costas rasas que um rico cheio de bossas”.
Diz o povinho. Lá na terrinha.
Quem te dera não seres uma besta tão grande como o liberalengo acima. Que já agora va chamar fdp a quem lhe fez o focinho.
Défice cognitivo tem quem acha que é melhor esperar que a caridadezinha de merda resolva tudo inclusive as vidas dos desgraçados, cada vez há mais, que até trabalham que nem uns cães mas o ordenado vai todo na renda de casa ou na prestação ao banco.
Mas e só esperar que um rico generoso use a borla do IRC para financiar uma qualquer sopa dos pobres.
Acreditar nisso e sim ser uma besta com défice cognitivo. E isso não tem cura pelo que não vale a pena desejar as melhoras a quem aqui também já chamou idiotas inúteis a quem criticava a política assassina de Israel.
Não há maneira de fazer certa gente ter vergonha no focinho.
Bom mesmo e fazer como o Milei e pegar a liberdade de perseguir minorias étnicas ou sexuais e promover discursos de ódio que geram violência contra essa gente.
Tanta liberdade, pois não devera haver liberdade de amar e ser generosos com quem se quiser?
Muita liberdade mas depois caiem depressa no fascismo bafiento e terrorista puro e duro.
Vão ver se o mar da tubarão branco faminto.
A cretinagem e o fascismo:
Criado e mantido por socialistas, só dele se diferenciou por ser nacionalista (ao tempo os soviéticos diziam-se internacionalistas) e fazer do capitalismo o que a China faz hoje em dia.
Mas os tótós esquerdalhos enchem a boca com o fascismo, e quando mais enrascados com suas imbecilidades juntam-lhe o nazismo e mais uns quantos adjectivos que lhes sustentam a indigência mental!!!
Pois o que estamos a ver…
JgMenos com…uma mama nas costas? A perna direita enrolada no pescoço e o dedo grande do pé…na boca? O testículo esquerdo…debaixo da orelha direita? E o “coiso” a tapar a vista esquerda? A mijar…pela cova do braço?
Nós bem dizíamos que a insistência no contorcionismo ainda ia acabar mal! A espinha parece um parafuso dos aviões, meu deus! Alto aí! O que é aquele inchaço no pé? Olha! É uma nalga descaída!
Está todo torcido este Menos! É um dó!
Eu já estava convicto que ser de esquerda, implicava, em grande parte dos casos, uma insuficiência cognitiva, uma espécie de “deficit” intelectual e ético
Muito bom
Foram precisos alguns anos para ver insultos directos num texto de um blog de referência como o Aventar, que sempre se pautou pela educação. Mas os venturosos liberachos tardam, mas a todo o lado aportam.
Foi, mas não começou por este, nem nada que se pareça. Só eram um bocadinho mais educados para tentarem dar credibilidade à suposta superioridade.