A cidade acordou triste. Quase como se não quisesse acordar. Quase como se não quisesse reconhecer o que tinha acontecido. Se já é genética e orgulhosamente cinza, hoje esse cinzento parecia mais negro, mais pesado. Porque ele morreu.
Chovia. Chovia como se o céu também chorasse. Chovia como se o Universo soubesse que não podia ser de outra maneira. Porque ele morreu.
As pessoas agasalhavam-se e escondiam-se debaixo da roupa que desta vez também os protegia contra a realidade. Contra a inexorabilidade da vida. Que os deixava sofrer dentro o que não queriam mostrar ao mundo. Porque fazê-lo era aceitar que tinha acontecido. Porque fazê-lo tornava tudo tão real. Porque fazê-lo era render-se à verdade que não queriam, era aceitar a última derrota, aquela que não pode ser revertida, aquela onde não há “remontada”. Porque fazê-lo era dizer alto o que não conseguíamos sequer dizer em surdina. Era permitir que o pesadelo se tornasse inelutavelmente real. Era gritar o que teria eventualmente de ser gritado: ele morreu.
Mas, por favor, ainda não. Deixem-me sonhar um pouco mais. Deixem-me viver um pouco mais onde ele também ainda vive. Onde ele está ao alcance de um abraço, de um “bom dia”, de um aceno. Onde o mundo não parece incompleto. Onde o mundo não tem este buraco imenso com o qual teremos de viver daqui para a frente.
Porque quando o amanhã chegar e vai implacavelmente chegar, só nos resta o exemplo, o legado, o espírito que ele nos foi deixando. Porque se o ser do Porto, se o ser do Norte, se o ser Portista não foi algo que ele criou ou inventou, foi algo que ele e só ele descobriu e mostrou ao Mundo.
Porque nunca como hoje fez e faz tanto sentido sermos o que ele nos permitiu ter orgulho em ser. O que ele e só ele transformou e engrandeceu. Da inescapável maldição de se ser menos, de se ser irrelevante, de se ser para sempre segundo para a vaidade, a insolência, a certeza de ser um dos poucos, um dos que não aceita a danação que nos impõem, um dos que nunca calará a raiva onde inevitavelmente a petulância cobarde do poder dos corredores nos coloca.
Porque se hoje a cidade está triste, se hoje a cidade se sente órfã, se sente perdida, também devemos ter pressa em perceber que ele não, não morreu. Porque gente como ele não morre. Apenas perde a mortalidade dos normais para ficar para sempre vivo no lugar que por ser excepcional, único e indispensável, arrebatou. Conquistou. Tomou. Contra tudo e contra todos.
Na pressa de precisarmos de perceber que o mal que o obrigou a ser o que precisávamos que ele fosse, está mais vivo e mais forte que nunca. Mais canalha e mais tentacular. Mais perigoso e mais letal. Porque nunca como hoje estiveram tão próximos da vitória final e de nos colocarem onde sempre quiseram que estivéssemos.
E por isso, também por isso, ele não pode ter morrido. Porque aceitar que ele tenha morrido era aceitar que tínhamos perdido. E se há algo que ele nos ensinou é que nunca desistimos de ganhar, mas acima de tudo, não desistimos de ser, de lutar, de nos transcender, de viver, de importar.
Ele podia ter sido igual a tantos outros antes dele. Podia ter-se resignado à força avassaladora do mal. Podia ter sido apenas um entre muitos. Que vivem a vida dos pequeninos. Que nada fizeram. Que só sabem dizer que sim. Que acatam sem qualquer “mas” o que os mandam ser. Que se rendem ao conforto. Não foi. Não é e devemos ter pressa em que nunca seja.
Porque para além do que nos ensinou, do que nos mostrou, do que nos ofertou, deixou-nos a imortalidade de saber que se não nos importarmos, se não nos elevarmos, se não lutarmos, morremos muito antes de começar a viver.
Obrigado, Presidente. Num obrigado infinito. Num obrigado que repetirei sempre e para sempre.
Nunca houve ninguém como tu, Senhor Presidente. Nunca haverá ninguém como tu. Nunca. Mas também já não precisamos. Porque tu foste, és e serás eternamente o nosso Presidente.






Morrer, morreu. Como qualquer ser mortal.
Mas lá que não houve, nem haverá, jamais, outro Presidente que o iguale, isso é inegável…
Embora seja dia de “dizer bem”, continuo a ter a mesma opinião, que tem por exemplo, Frederico Varandas. Não esqueço o que vi nos Estádios, no começo dos anos 90 do século passado, em que reinava outra figurinha histórica dos nortes, o “guarda abel”, que era de carne e osso e não uma mera personagem de ficção.
Calma, jovem. Apenas morreu um dos ex-ceo com mais sucesso da indústria desportiva. Principalmente a tratar dos que estavam à sua volta.
Ha o Norte norte e há o norte do PdC. Não sao bem a mesma coisa.
“Podia ter-se resignado à força avassaladora do mal”, resolveu a situação sendo ele próprio a força avassaladora do mal.
“Nunca houve ninguém como tu, Senhor Presidente”, é verdade, num momento da sua vida era o individuo mais vezes constituído arguido emPortugal. Teve uma frequência dos tribunais invejável, suprema.
O que teria sido bom era que se tivesse lembrado que no Porto existem portuenses que não são portistas, pelo que os primeiros deviam ser respeitados e não andarem subjugados aos segundos na vida na cidade.
Vale e Azevedo e Filipe Vieira riem-se.
O homem que tornou mais forte a pronúncia do Norte 💙
Não sou de grandes comoções, mas esta homenagem ao rei azul comoveu-me absolutamente.
Uma portista de coração e alma.
Convém não confundir o Norte isto é o Minho Alto Douro e Trás os Montes com a fossa para onde vai toda a merda liquida, sólida e humana que pelo Douro aí chega.
O bimbo representava apenas essa fossa, não o Norte
porra, pah. A acreditar no que escreve, deduz-se que a merda que campeia no Porto são……migrantes durienses.
Tens pinta de Avec, mas és capaz de teres razão.
Aqui há lixo como em todo o lado , mas não sei porque têm tendência para descer o rio.ate á fossa.
Mais um parolo/chulético/classe-baixa, com complexo de inferioridade, daqueles pacóvios que habitam nos boeiros e latrinas das Cidades, Vilas, e Aldeias do Interior do País, e que são desprezados pelos verdadeiros naturais – esses sim, Gente honrada -, da sua Terra.
Você é daqueles que vinham ou eram enviados para a Cidade do Porto para aprender e ganhar hábitos de trabalho, para ser civilizado tal era e é no seu caso a mediocridade com que foi parido e lhe está entranhada no sangue.
Enviados para a fossa para aprender e ganhar hábitos de trabalho,….
Nos vemos esses hábitos de trabalho nesse gang que dá pelo nome de super dragões, organizado e apoiado pelo defunto
Hábitos de trabalho, diz o bimbo !
Os elementos dos “super dragões” não são Portuenses são parolos como você, alguns até podem ter nascido no Porto como podiam ter nascido noutro lado qualquer, mas os pais, avós, e bisavós, não são Portuenses.
Os elementos dos “super dragões” para além de não serem Portuenses nunca foram Portistas, eram e são todos benfiquistas mas passaram a ser adeptos do F.C.P. quando o Futebol Clube do Porto começou a ganhar a tudo, assim como a maioria dos parolos.
Morreu o Sr.º Jorge Nuno Pinto da Costa, natural da Freguesia de Cedofeita, na Cidade do Porto.
Jorge Nuno Pinto da Costa foi Presidente do Futebol Clube do Porto (F.C.P.) fundado em 1893, por António Nicolau de Almeida, e para além disso, era um verdadeiro Portuense, um Tripeiro de gema oriundo também de uma Família verdadeiramente e de raízes Portuenses.
Homem culto e educado, com Princípios e Valores provenientes já do seio Familiar, corajoso e determinado, honesto, dotado de uma firmeza de carácter que é condição natural dos Portuenses e das Gentes do Norte; um Aristocrata.
A ele se deve o rompimento com o rumo incapaz e destrutivo que por vezes ou com alguma frequência se apoderava do Futebol Clube do Porto através de gente que assumia os destinos do clube não para trabalhar em prol do mesmo e da Cidade do Porto, mas ao serviço de interesses alheios e com o objectivo de boicotar o seu desenvolvimento em benefício de Lisboa e do colonialismo da Capital representado pela escroqueria centralista do Terreiro do Paço.
Contra tudo e contra todos, contra a roubalheira desportiva feita pela compra de árbitros e jogos combinados durante décadas para favorecer Benfica e Sporting – os clubes da capital do império – o Sr.º Jorge Nuno Pinto Costa soube criar e liderar um projecto vencedor e digno da grandeza que desde sempre foi o Futebol Clube do Porto, para isso escolheu os melhores, como o Mestre José Maria Pedroto, Sr.º Luís Teles Roxo, Sr.º Artur Jorge, Sr.º Pôncio Monteiro, e outras figuras notáveis e de qualidade inigualável que desempenharam funções em diversos sectores do clube contribuindo para o seu sucesso.
A Jorge Nuno Pinto da Costa se deve a grandiosa caminhado do Futebol Clube do Porto que levaria o clube a sagrar-se Campeão da Europa por duas vezes (1987 e 2003), vencedor da Taça Intercontinental (oficiosamente o título de Campeão Mundial de Clubes) também por duas vezes (1987 e 2004), vencedor da Super Taça Europeia (1987), vencedor de duas Taças UEFA (2002 e 2010), Pentacampeão Nacional (1999), e uma imensa quantidade de títulos tanto no futebol como em outras modalidades que fazem com seja o presidente de um clube desportivo mais titulado de sempre.
Para além do Futebol Clube do Porto, foi um Portuense que dedicou sempre e de forma incansável o seu esforço na luta pela defesa da Cidade do Porto, da Identidade, Costumes, e Tradição Portuenses assim como de toda a Região Norte, foi o baluarte de uma frente contra o centralismo e a escumalha que o serve.
Até sempre Presidente, Sr.º Jorge Nuno Pinto da Costa, um bem-haja, nós Portuenses, a Cidade do Porto, a Região Norte, jamais esqueceremos o que fez, a pessoa que acima de tudo foi, e como disse uma vez com a força e coragem que lhe eram naturais, recordo estas suas palavras:
«…Peço-vos a maior serenidade, porque acabo de ser avisado de que vem a caminho do pavilhão do Futebol Clube do Porto a GNR, com o pretexto de que estará aqui uma bomba; se estiver aqui uma bomba eu espero que ela exploda.
Enquanto existir esta penhora o Futebol Clube do Porto não se sentará com ninguém, não dialogará a dívida nem pagará um tostão dela, e a vós que aqui estais a representar essa secção e aos vossos responsáveis eu quero aqui dizer, penhorem tudo, os deficientes terão sempre o apoio do Futebol Clube do Porto.
O que se pretende atingir é se calhar um dos últimos baluartes do Norte do País, é se calhar um dos últimos que se nega a vergar a servis, ao poder do centralismo cada vez maior; façam, levem-nos o dinheiro, levem-nos o dinheiro e façam as expo 98, e façam já as de 99 e façam a de mil, façam-nas todas, mas há uma coisa que daqui nunca levarão, do Norte nunca levarão, da Cidade do Porto nunca levarão, do Futebol Clube do Porto jamais levarão, é a DIGNIDADE!…»
O Norte ??.?
A fossa do Norte
Mas estejam todos descansado porque a fraude continua.
https://maisfutebol.iol.pt/fc-porto/farense/marreco-golo-do-fc-porto-e-ilegal
Antes como hoje só ganham com vigarices
Com ou sem Pinto da Costa, o anti-portismo há-de continuar a ser o maior clube nacional. Joguem mas é à bola, que qualquer dia o FCP há-de voltar a fazê-lo.
Tens toda a razão. Qualquer dia, porque actualmente só com a ajuda dos avençados que há 30 e tal anos os mantêm no topo da corrupção
Até onde chegavam os tentáculos do crime organizado.?
Que favores tera feito o falecido aos Algarvios do Portimonense?
https://bolanarede.pt/especial-bola-na-rede/atualidade/adeptos-do-portimonense-criticam-camisolas-com-nome-de-pinto-da-costa-um-atentado-a-dignidade-do-portimonense-e-da-sua-historia/