Magnitude do sismo sentido em Lisboa:
– 4,2.
Anos de presidência de Pinto da Costa:
– 42.
Desde 1993 que uma vírgula não causava tanta curiosidade.
(*) Título dedicado ao nosso Valada.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Foi a 30 de Novembro de 2009. Lembro-me como se fosse hoje. O Porto de Bruno Alves, Falcão, Hulk e Meireles, orientado por Jesualdo, enfrentava o Atlético de Paulo Assunção, Forlán, Aguero e Simão Sabrosa. Era o jogo grande do grupo D da Champions. E eu tinha um convite para ver o jogo no camarote.
Cheguei em cima da hora, estacionei o meu velho VW Polo entre Bentleys e Porsches, e apressei o passo. Localizado o elevador, corri para apanhar a porta que se fechava. O jogo estava prestes a começar. Entro esbaforido, capaz de ficar entalado na porta, e dou de frente com Jorge Nuno Pinto da Costa. Ofegante e star-strucked, não consegui dizer uma palavra. Disse ele: [Read more…]
Já lá vai imenso tempo, há 40 anos e alguns dias, abri a pesada porta de casa, saí para o passeio e vi um homem a subir a minha Rua de Santa Catarina, cabisbaixo, quase curvado. Ao passar por mim, vislumbrei-lhe um cachecol do Futebol Clube do Porto a protegê-lo do frio desse longínquo Janeiro de 1985 e, mais impressionante, uma bandeira do Futebol Clube do Porto. Nesse momento, este benfiquista, prestes a sofrer o primeiro gravíssimo dissabor futebolístico doméstico (o terceiro lugar de 84/85), pressentiu os passos da avó materna no granito dos degraus que desaguavam na porta da entrada, olhou para a esquerda, vendo o homem que lentamente se afastava, e perguntou:
— Não há jogo hoje. Porque é que aquele senhor leva um cachecol e uma bandeira do Porto?
— Vai ao funeral do Pedroto —, respondeu-me a minha avó.
Pois. Soubera da morte do Pedroto, dias antes, pela telefonia da cozinha. E o meu pai, portista doente, dera-me então uma longa palestra sobre o jogador Pedroto e o treinador Pedroto. Fosse como fosse, os meus 12 anos de vida reservavam bonés, cachecóis e bandeiras de clubes de bola a acontecimentos desportivos, logo, excluíam-nos de funerais. Por isso, a minha pergunta à porta de casa. Comecei a fazer contas simples. Daí a poucos minutos, o enlutado portista iria chegar ao Marquês e apanhar um autocarro (o 20? o 21?) para a Rotunda da Boavista e, apeado, rapidamente chegaria a Agramonte. Ou seja, em princípio, deveria ser meu vizinho, para não apanhar um transporte em Gonçalo Cristóvão. Como diria o Sherlock, when you have eliminated the impossible, whatever remains, however improbable, must be the truth. Talvez. Há mais variáveis. Nunca saberemos.
Não sei quais são as razões para a direcção do Glorioso não endereçar uma nota de pesar pela morte de Pinto da Costa. Se fosse presidente do Benfica, teria escrito imediatamente uma nota de pesar, sem mais quês, exactamente no momento em que soube do funesto acontecimento, ontem, no final do Santa Clara 0-1 Benfica, pelo amigo do meu amigo David. Mas a verdade é que não sou, nem quero ser, presidente do Benfica. Desconheço o porquê de não se enviar uma, mesmo que sinceramente lacónica, nota com um “O Sport Lisboa e Benfica, através do seu Presidente, expressa as suas mais sentidas condolências ao FC Porto e à família e amigos de Jorge Nuno Pinto da Costa”. Sem descrições, excepções, hipocrisias, exageros. Lacónica. Não sei quais são as razões para a ausência da nota de pesar. Ainda por cima, sem conflito explícito. Gostaria de saber quais são os motivos, para poder validá-los ou não. Na ausência de justificação minimamente aceitável, discordo em absoluto. Agradecido.
Como diria o outro, disse.
A cidade acordou triste. Quase como se não quisesse acordar. Quase como se não quisesse reconhecer o que tinha acontecido. Se já é genética e orgulhosamente cinza, hoje esse cinzento parecia mais negro, mais pesado. Porque ele morreu.
Chovia. Chovia como se o céu também chorasse. Chovia como se o Universo soubesse que não podia ser de outra maneira. Porque ele morreu.
As pessoas agasalhavam-se e escondiam-se debaixo da roupa que desta vez também os protegia contra a realidade. Contra a inexorabilidade da vida. Que os deixava sofrer dentro o que não queriam mostrar ao mundo. Porque fazê-lo era aceitar que tinha acontecido. Porque fazê-lo tornava tudo tão real. Porque fazê-lo era render-se à verdade que não queriam, era aceitar a última derrota, aquela que não pode ser revertida, aquela onde não há “remontada”. Porque fazê-lo era dizer alto o que não conseguíamos sequer dizer em surdina. Era permitir que o pesadelo se tornasse inelutavelmente real. Era gritar o que teria eventualmente de ser gritado: ele morreu.
Mas, por favor, ainda não. Deixem-me sonhar um pouco mais. Deixem-me viver um pouco mais onde ele também ainda vive. Onde ele está ao alcance de um abraço, de um “bom dia”, de um aceno. Onde o mundo não parece incompleto. Onde o mundo não tem este buraco imenso com o qual teremos de viver daqui para a frente.
Porque quando o amanhã chegar e vai implacavelmente chegar, só nos resta o exemplo, o legado, o espírito que ele nos foi deixando. Porque se o ser do Porto, se o ser do Norte, se o ser Portista não foi algo que ele criou ou inventou, foi algo que ele e só ele descobriu e mostrou ao Mundo.
Porque nunca como hoje fez e faz tanto sentido sermos o que ele nos permitiu ter orgulho em ser. O que ele e só ele transformou e engrandeceu. Da inescapável maldição de se ser menos, de se ser irrelevante, de se ser para sempre segundo para a vaidade, a insolência, a certeza de ser um dos poucos, um dos que não aceita a danação que nos impõem, um dos que nunca calará a raiva onde inevitavelmente a petulância cobarde do poder dos corredores nos coloca.
Porque se hoje a cidade está triste, se hoje a cidade se sente órfã, se sente perdida, também devemos ter pressa em perceber que ele não, não morreu. Porque gente como ele não morre. Apenas perde a mortalidade dos normais para ficar para sempre vivo no lugar que por ser excepcional, único e indispensável, arrebatou. Conquistou. Tomou. Contra tudo e contra todos.
Na pressa de precisarmos de perceber que o mal que o obrigou a ser o que precisávamos que ele fosse, está mais vivo e mais forte que nunca. Mais canalha e mais tentacular. Mais perigoso e mais letal. Porque nunca como hoje estiveram tão próximos da vitória final e de nos colocarem onde sempre quiseram que estivéssemos.
E por isso, também por isso, ele não pode ter morrido. Porque aceitar que ele tenha morrido era aceitar que tínhamos perdido. E se há algo que ele nos ensinou é que nunca desistimos de ganhar, mas acima de tudo, não desistimos de ser, de lutar, de nos transcender, de viver, de importar.
Ele podia ter sido igual a tantos outros antes dele. Podia ter-se resignado à força avassaladora do mal. Podia ter sido apenas um entre muitos. Que vivem a vida dos pequeninos. Que nada fizeram. Que só sabem dizer que sim. Que acatam sem qualquer “mas” o que os mandam ser. Que se rendem ao conforto. Não foi. Não é e devemos ter pressa em que nunca seja.
Porque para além do que nos ensinou, do que nos mostrou, do que nos ofertou, deixou-nos a imortalidade de saber que se não nos importarmos, se não nos elevarmos, se não lutarmos, morremos muito antes de começar a viver.
Obrigado, Presidente. Num obrigado infinito. Num obrigado que repetirei sempre e para sempre.
Nunca houve ninguém como tu, Senhor Presidente. Nunca haverá ninguém como tu. Nunca. Mas também já não precisamos. Porque tu foste, és e serás eternamente o nosso Presidente.
Resumir emoções, memórias e, mais do que isso, pessoas, a umas linhas de texto, peca sempre ou por defeito ou por excesso.
Por defeito quanto ao que fica esquecido, omitido ou ignorado. Por excesso, pelo exagero, pela hipérbole ou pelo endeusamento.
Do que conheço da sua personalidade, pouco interessará a Jorge Nuno Pinto da Costa, elogios fúnebres. Mas, sim, a memória do que alcançou e do que o motivou. E, mais do que isso, o futuro. Esse, sim, era o seu maior motivo.
Acontece que, por vezes, os maiores elogios e maiores provas de grandeza, surgem dos silêncios e das omissões, e do que eles significam.
Veja-se o modo como, institucionalmente, Sporting e Benfica lidaram com a morte do Presidente dos Presidentes: um engulho com o tamanho de 2587 troféus (69 no futebol nacional, europeu e mundial) em forma de silêncio.
O que muito diz sobre a diferença que Jorge Nuno Pinto da Costa fez para um clube, para uma cidade, para uma região e para um país, que o tornou um dirigente desportivo com destaque mundial.
Resta apenas dizer: obrigado e até sempre, Presidente!

Sou o sócio número 8860 do FC Porto e mantive um certo distanciamento nas eleições. Já criticava a actual direcção quando outros que hoje a criticam estavam em silêncio ou a usufruir do camarote presidencial. Escrevi aqui, no Aventar, sobre as contas e não foram simpáticas as palavras que me dirigiram.
O FC Porto é mais do que uma paixão, muitas vezes irracional. Para mim, como já antes o escrevi no Aventar, é muito mais do que um mero clube de futebol. Uma paixão que herdei do meu Pai e natural para quem nasceu e viveu na Areosa onde, como se sabe, se localiza a rua com maior número de portistas por metro quadrado, a Rua D. Afonso Henriques. Cresci com Jorge Nuno Pinto da Costa a presidente do meu clube e tanto que lhe devemos. Tanto. A hegemonia no futebol português pós 25 de Abril, o clube português mais titulado internacionalmente, infraestruturas como o Estádio do Dragão ou o Centro do Olival ou o Pavilhão (Dragão Arena). Tanto. E não me esqueço quando o Norte se demitiu de salvar o Porto Canal foi o FC Porto que o fez. Quando não era sua obrigação.
Porém, como quase sempre nas mais diversas actividades sociais, Jorge Nuno Pinto da Costa não soube sair. Pelo seu pé. No momento certo. Pela porta grande. Pior, deixou-se enredar numa teia perigosa com gente pouco recomendável. Até ao fatídico dia da Assembleia Geral de Sócios onde muitas dessas pessoas pouco recomendáveis fizeram a única coisa que sabem fazer: merda. E JNPC pactuou com tudo. Para muitos sócios foi o ponto final.
Não sei se, amanhã, nas eleições André Villas Boas vai ganhar mas, pelo menos, teve o mérito de agitar as águas. O que não é pouco. Enquanto sócio e apaixonado pelo FC Porto espero, sinceramente, que AVB vença e possa responder às minhas preocupações sobre o futuro do clube: Dragon Force, Internacionalização da Marca, Porto Canal e toda a vertente comercial do clube e da marca. O que sei é que a hora é de mudança.
“Morta por dentro, mas de pé, de pé como as árvores” e (peço desculpa pela javardicezita) “Prefiro morrer de pé do que votar no Luís André“. A primeira dá o mote. A outra… A outra… A outra (ui!), valha-nos Nossa Senhora da Agrela.

Os amigos são para as ocasiões mas ser Presidente do FC Porto é para todas as situações. E se um amigo de Jorge Nuno Pinto da Costa ameaça/agride sócios do clube numa assembleia do mesmo e, alegadamente, faz candonga com bilhetes do FC Porto, então o Presidente do FC Porto, o máximo representante de todos os sócios não percebe a importância e a razão do cargo que ocupa.

Em entrevista na SIC a 21 de Novembro, Jorge Nuno Pinto da Costa anunciou que até ao final de 2023 a dívida do clube iria descer significativamente, ao ponto de os capitais próprios passarem a positivos.
Estamos em Janeiro de 2024, alguém sabe de alguma novidade quanto a esta matéria? A SIC já lhe foi perguntar? O Polígrafo já entrou em acção?

Uma das coisas que mais temia, porque altamente prejudicial para o clube e o seu futuro, era o dia em que o ódio entre adeptos do Porto imperasse sobre qualquer outra coisa. E que esse fosse o legado final do mais titulado presidente do clube de todos os tempos.
Esse dia chegou e atingiu o seu ponto de não retorno na última Assembleia Geral Extraordinária. Não ficará pedra sobre pedra. A não ser…
A não ser que Jorge Nuno Pinto da Costa queira, num último gesto de grandeza, mudar o rumo desta potencial trágica história. Ainda vai a tempo. Será que terá esse golpe de asa?
A notícia é a reacção de Pinto da Costa ao acontecimento que o Porto Canal não noticiou. Uma tristeza. Siga.
Rotura? Rotura incide sobre o físico (ligamentos, canos). Ruptura, sim, diz respeito à interrupção da continuidade de uma situação. Ruptura, portanto. *Rutura não existe.
Oh! E não se atira ao Pepê? Porquê? Calimero, Calimero. Aquele abraço.


Não vale a pena virem falar do passado, dos milhares de títulos conquistados, dos 7 troféus europeus e mundiais e da transformação de um clube regional num clube internacional.
Pinto da Costa foi provavelmente o melhor dirigente da história do futebol. Mas hoje vive da gratidão de todos aqueles que, como eu, viveram toda aquela transformação. Vive do passado, mas a mim o que me interessa é o futuro.
A verdade é que Pinto da Costa e finito.
Há muitos anos. Embora Sérgio Conceição, com o seu trabalho, tenha vindo a esconder a incompetência de quem já não tem idade, nem energia, nem visão, para dirigir um clube como o FC Porto.
A incompetência de alguém cuja única preocupação, neste momento, é a de sustentar, com o dinheiro do clube, uma turba de comissionistas e de tachistas, na qual se inclui a sua família, dirigentes e empresários do seu círculo e uma guarda pretoriana constituída por macacos e macacas. [Read more…]

Foto: CMTV
Ontem, mais uma vez, apesar de ser um hábito que, para mim, cada vez tem menos força, desloquei-me ao sítio do costume para ver o meu FC Porto jogar. Cerca de 120 minutos depois, tudo o que me estava na cabeça era o ser-humano. A Humanidade como um todo. Lembrava-me de um ou outro lance do jogo mas, essencialmente, era o extra-futebol que me deixava a reflectir.
Todavia, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade de expressão equivocou-se. Efectivamente, Conselho Fiscal ≠ Conselho de Fiscal (aliás, Fiscal não é nem conselho, nem concelho, é freguesia). Penso eu *de que.

***
Pinto da Costa critica arbitragem do Sporting (2021)
“Falar de árbitros é estúpido, mas há muitos estúpidos” (2012)
Não dá notícias: limita-se a citar o papa. Mete umas aspas e, pronto, poupa imenso em salários.
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…. enquanto não der cabo de vez do PSD.
O que distingue este PSD de Rio/Suzana Garcia do Chega de André Ventura? E escusam de culpar a senhora, ela não está aqui a enganar ninguém, todos sabem (e sabiam quando a convidaram) o que pensa e como pensa. E não serve a desculpa de que foi uma escolha da estrutura local, pois em Coimbra a estrutura local tinha escolhido um candidato e a Nacional vetou.
Obviamente, o Chega elogiou esta escolha (pelos vistos a senhora até tinha sido convidada pelo partido de André Ventura) e devem estar a rir-se. Este PSD de Rui Rio é uma caricatura e uma ofensa aos seus fundadores.
Ao contrário do que pensa alguma comunicação social da capital, este é o mesmo Rio que governou a cidade do Porto. Exactamente o mesmo. Só que agora está em Lisboa, sob escrutínio directo. É o mesmo Rio intolerante, uma espécie de tiranetezinho de trazer por casa, um achista que “acha” umas coisas sobre o papel dos agentes culturais, que arrota uns bitaites sobre subsídio-dependência, que persegue (manda perseguir pois Rio sempre foi um cagão) os que discordam dele. Só que quando era presidente da Câmara do Porto, a comunicação de Lisboa achava-lhe piada porque se pegou com Pinto da Costa e ignorava tudo o resto. Não via a forma como destratava a oposição, não via a arrogância própria dos medíocres na forma como lidava com os trabalhadores da sua instituição, não queriam saber dos tiques de tiranete feudal. Nada. O que importava é que o homem enfrentou Pinto da Costa – nem isso é bem verdade, mas não vale a pena explicar pois quem sabe não precisa que lhe explique e quem não sabe não quer ouvir a explicação.
Este Rio é o garante político de António Costa e o melhor adubo do Chega.
Pois, OK. Mas era sobre assuntos sérios e não sobre futebolices. Já agora, ainda bem que houve quem não tivesse medo. Obrigado.
O FC Porto é o Porto, quer queiram quer não!
— Pôncio Monteiro (1940-2010), 7 de Março de 2002O FC Porto é o FC Porto e é o clube da cidade.
— Rui Moreira, 12 de Maio de 2018… e quem tiver amor à cidade não pode deixar de ter ao FC Porto.
— Pinto da Costa, 31 de Maio de 2020

Foto: Peter Spark/Movephoto
***
Como muito bem escreve Ana Gomes, «Rui Moreira e acompanhantes na lista do Conselho Superior do FCP não se enxergam». Efectivamente, depois do blá-blá-blá (“o azul não tem qualquer conotação clubística“) e da afronta (“o FC Porto é o FC Porto e é o clube da cidade“), só faltava mesmo a Rui Moreira a rampa de lançamento no conforto da estrutura do FC Porto e uma inadmissível espargata entre o comando dos destinos da cidade do Porto e a ambição de ser presidente do FC Porto. Com a rampa de lançamento montada, é claro, veio a anunciada passagem de testemunho. Tudo isto é, obviamente, ridículo e, pior, esta promiscuidade política/futebol é inaceitável.
O FC Porto é um clube da cidade do Porto e merece da parte de Rui Moreira exactamente o mesmo respeito, carinho e interesse que merecem todos os outros clubes onde se pratica futebol na cidade do Porto. Clubes como o Boavista, o Pasteleira, o Salgueiros, o Bom Pastor, o FC Foz, o Académico, o Ramaldense, o Desportivo de Portugal, o S. Vítor ou o Sport Clube do Porto merecem tanto respeito como o FC Porto. O Porto não tem clube de futebol. A Associação de Futebol do Porto tem uma selecção e é muito boa. Mas o Porto, como tereis ainda agora lido, não tem clube de futebol. Dois dos melhores futebolistas portugueses de sempre (o Humberto Coelho e o João Vieira Pinto) são portuenses, nunca jogaram no FC Porto, não são portistas e foram ídolos do Glorioso. Sou portuense, sou benfiquista ferrenho e até sou sócio do Benfica, mas Rui Moreira e Pinto da Costa, garanto-vos, não gostam mais do Porto do que eu. Convém que haja menos propaganda e menos mistura de assuntos sérios (a gestão da cidade e as condições de vida de quem mora e trabalha nessa cidade) com futebolices, vaidades pessoais e rampas de lançamento.
***
As eleições para a Direcção do FC Porto estão marcadas para o dia 18 de Abril. Precisamente nesse fim-de-semana, o FC Porto desloca-se a Paços de Ferreira e o Benfica à Madeira. Faltarão então 5 jornadas para o fim do Campeonato.
A questão nunca se pôs nos últimos 38 anos por razões óbvias, mas nesta época – e doravante – deixa de fazer sentido realizar eleições na fase mais crucial. Temos um título para ganhar, nunca sonhámos estar tão perto e todos somos poucos para chegar lá.
Não interessa aqui em quem votará cada um de nós (a minha opinião é conhecida).
Jorge Nuno Pinto da Costa ganhará seja contra quem for e seja qual for o resultado do Campeonato, por isso a questão é outra.
O que interessa aqui é não criar ruído à volta da equipa de futebol. Nesta época, por maioria de razão, mas também nas que se seguirão.
Deixem-nos ser campeões e depois façam as eleições. No fim de Maio. No início de Junho. Mas sempre depois dos Aliados.
As línguas estão cheias de passado e o passado, já se sabe, nem sempre é um país recomendável. Há por lá uns crimes de sangue, resquícios de colonialismo, racismo com o rabo de fora, disputas antigas entre bisavós que perduram nos bisnetos, antigos insultos com prazo de validade indefinido.
O passado europeu, sendo alegadamente branco, tem um lado negro.
(Cá está: negro, mau, terrível. Será só uma tradicional questão de trevas, mas não faltará quem, correctamente político, se insurja, a lembrar que há a cor da pele de quem se pode sentir ofendido)
Não nos iludamos: a culpa do homem branco tem razões fundas, porque, sob a capa da civilização que levou a outros mundos, houve e há violências várias, desculpáveis ou desculpadas com o contexto, com a cultura do tempo. Nada disso nos deve tolher algum horror (porque um acto histórico pode ser estudado, compreendido e revoltante), como também não nos pode levar a uma culpabilidade eterna, a fazer lembrar o cordeiro que pagou pela água que o avô teria sujado. [Read more…]
Also, there is much needed research on the intersection of pronunciation instruction and individual differences.
— Pablo CamusFactos são factos e fatos são fatos: uns à medida e outros sem ser à medida.
— Pinto da Costa
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Uma das vantagens de sexão em relação a secção é a ausência de possibilidade da supressão do cê.

Secção de voto, algures na cidade de Lisboa. Foto: Cristina Carvalho (http://bit.ly/2JGgAo2)
De facto, a adopção de sexão impedirá coisas destas

ou destas

ou ainda destas [Read more…]
Não acredito. Parece impossível! O Record grafou incorrectas! Excelente.

É verdade que depois há umas infrações,

mas as incorrectas mantêm-se estáveis.
Uma óptima notícia!
Gloriosa nótula: Obrigado, Rui Miguel Duarte.
Caro Presidente,
Anunciava um destes dias o Jornal de Notícias que já está em marcha a sua Comissão de Recandidatura, liderada pelo habitual Fernando Cerqueira, e que no início de 2019 começa a recolha de assinaturas.
Tem sido um espectáculo habitual nas últimas décadas: de quatro em quatro anos, os pedidos para que fique multiplicam-se à medida que as eleições se vão aproximando. E o Presidente, que promete de cada vez ser o último mandato, acaba sempre por ficar. Já vi esta narrativa várias vezes e imagino como vai acabar.
Desta vez, no entanto, o Presidente não pode esquecer que no final do próximo mandato, em 2024, terá 87 anos. Não é justo que faça mais este esforço. Nem para si nem para o clube.
Penso que chegou a hora, pois, que todos nós sabíamos que um dia iria chegar: a hora de lhe agradecer por tudo o que fez pelo clube. Por si e pelo FC Porto, peço-lhe: anuncie desde já que este é MESMO o seu último mandato e que não vai recandidatar-se. Deixe que apareçam alternativas. Deixe o FC Porto viver sem si.
Sei que não é o momento ideal para esta minha carta. É fácil apoiar quando a bola entra na baliza. Afinal, somos os actuais Campeões Nacionais, no final de um campeonato marcado por uma vergonha como há muito não se via a nível de arbitragens e no auge do caso dos emails e de todos os outros casos que o grande Francisco J. Marques soube denunciar.
Ao mesmo tempo, felizmente, as coisas estão a correr bem para a nossa equipa de futebol e mal para os nossos adversários directos – um já despediu o treinador e o outro está na iminência de fazer o mesmo.
Mas contrariando o que escrevi antes, não seria mesmo este o momento ideal? Com o barco a navegar placidamente, sem ventos nem marés, um anúncio desta importância não provocaria qualquer tormenta. O Presidente teria quase dois anos pela frente para terminar o seu trabalho enquanto a equipa de futebol desenvolvia normalmente a sua actividade. Ao mesmo tempo, eventuais candidatos às eleições de 2020 saberiam com o que contar e poderiam começar desde já a contar espingardas. Fazer pontes. Unir.
Respondo à pergunta que fiz. Não, este não seria o momento ideal. O Presidente, perdoe-me a franqueza, já devia ter saído em 2004. [Read more…]

Nunca ouviste aquela história d’O Jogo estar para o FC Porto como A Bola está para o SL Benfica? Ora aqui está um belo exemplo de como a comparação não podia ser mais certeira. Só falta encontrar um título semelhante n’A Bola, em dia que tenha antecedido um clássico, de preferência nas Antas ou no Dragão, a descontextualizar declarações e a levantar suspeitas sobre Luís Filipe Vieira. Aposto que não será difícil, ou não fossem A Bola e O Jogo igualmente doentes pelos clubes que alegadamente protegem. [Read more…]

A história é simples: uma jornalista vai pela rua a tentar entrevistar Jorge Nuno Pinto da Costa. Este vai ao telefone e a ignorar a senhora. Ela, cumprindo a sua função, continua a fazer perguntas e mais perguntas. Até que um poste se atravessa no caminho e a senhora vai contra ele. E o que faz logo a seguir, em directo para o seu canal (CMTV), acusa Jorge Nuno Pinto da Costa de a ter empurrado/agredido…Sem se rir.
Por acaso toda a situação estava a ser filmada em directo. Por acaso todos vimos o que aconteceu. Por acaso a senhora foi contra o poste porque nem reparou que o dito estava ali, no meio do passeio. Se assim não fosse, estávamos todos a discutir os direitos dos jornalistas e a vergonha para o FC Porto de ter um presidente que agrediu uma jornalista.
Por acaso vários órgãos de comunicação social estão a dar a notícia de que Pinto da Costa insultou a jornalista sem se darem ao trabalho de colocar/explicar o que se passou segundos antes. Por acaso é com o FC Porto.
Por acaso eu não acredito em acasos. Porque é sempre assim. A diferença é que desta vez foi filmado. Todos vimos. Mesmo que alguns teimem em fazer de conta que não viram.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

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Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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