Aguiar-Branco-sujo

Na minha vastíssima ignorância também sobre tonalidades, tenho ouvido falar, por vezes, de branco-sujo, que me parece, à partida, tão pouco branco, que nem branco seria, mas temos de aceitar que brancuras e branqueamentos há muitos.

Recentemente, José Pedro Aguiar-Branco afirmou que Pedro Nuno Santos «fez pior à democracia em seis dias» do que Ventura em seis anos, o que é surpreendente, porque ficamos a saber que o Presidente da Assembleia da República considera que André Ventura fez mal à democracia.

Por outro lado, tendo em conta que Aguiar-Branco raramente censurou Ventura ou o Chega, talvez possamos concluir que a qualidade da democracia não faz parte das suas preocupações. Aguiar-Branco, portanto, branqueou os ataques que Ventura fez à democracia, sujando-se. Efectivamente, branquear suja.

Subscrevendo as palavras do nosso José Mário Teixeira, direi, no entanto, que é importante confirmar que é habitual que uma certa direita recorra com muita facilidade ao equívoco das falsas equivalências, mantendo aberta a possibilidade de alianças com o Chega. Ao despir, em público, a pele de Presidente da Assembleia da República, Aguiar-Branco exerce o seu direito a sujar-se e a sujar o cargo que representa. Para cúmulo, despir-se em público pode considerar-se atentado ao pudor.

Comments

  1. Antonio Manuel Oliveira says:

    esadof

  2. JgMenos says:

    Mais uma comadre que se junta ao soalheiro.

    • António Fernando Nabais says:

      Seja bem-vinda, comadre.

    • POIS! says:

      Pois claro!

      Fica sempre bem dar as boas vindas. Até porque são cada vez Menos os que vão aparecendo…é Vosselência, o encorpado fuzileiro que o tem acompanhado, um ou outro salazaresco com problemas de solidão e malta do Venturoso Quarto Pastorinho a relatar os grandes feitos do chefe(1).

      (1) Que, brevemente, farão parte de uma nova edição da Bíblia, revista e aumentada. Nomeadamente aquele incidente em que o Venturoso pôs o Cristo em sentido, quando lhe apareceu a exigir que votasse a favor da moção de confiança do Muitanegro, ameaçando-o, inclusivamente, de o mandar para o inferno, acompanhado dos anjolas que lhe guardavam as malas.

  3. fmart@sapo.pt says:

    Boa, AFN!

  4. JgMenos says:

    A ‘tolerância democrática’ (vulgo balda) que tudo empesta, é compensada com ritos de corte de cabeças que tudo aparentam regenerar.

    • POIS! says:

      Pois é uma grande verdade!

      Sim, porque durante 36 anos os Ritos de Corte Capital estiveram proibidos pelo Oliveira da Cerejeira (1).

      Já o famoso Ritual da Queda da Cadeira estava previsto nos compêndios mas, ao que parece, apenas aconteceu uma vez.

      (1) As transições entre senhores de fato escuro e sobretudo cinzento era feita discretamente, nas entranhas do Palácio de São Bento e o único ritual conhecido era o de limparem os pés no capacho da entrada, renovado de 10 em 10 anos pela Maria de Jasus. Há quem diga que, durante alguns anos, também beijavam o retrato do Mussolini, mas disso não há relatos seguros.

    • Corte de cabeças é aonde, quando um bombista se sentava ao lado deste capacho?

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