O divórcio: essa obsessão da direita

Em Portugal é quase mais fácil uma pessoa divorciar-se do que despedir um trabalhador. (14:29)
— Cecília Meireles, 08/12/2025

Quantas pessoas se casariam, se fosse proibido o divórcio? (11:58)
— João Cotrim de Figueiredo, 11/12/2025

Comments

  1. O desejo de controlar a vida dos outros está-lhes na ideologia.

  2. JgMenos says:

    Tadinhos!
    Dão-lhes subsídios, podem procurar melhor destino, mas….
    A sanha dos patrões, em preferirem despedi-los a explorá-los, é uma aberração capitalista que só pode ser obra do diabo…. a quere-los no inferno!!!!

    • Não preferem despedi-los a explorá-los. Querem é ter facilidade em despedi-los para os manterem sob constante ameaça e, assim, melhor is explorar.
      É evidente que o JgMinion sabe muito bem disto, não quer é que venham factos estragar-lhe a narrativa.

      • JgMenos says:

        … e pagam indemnizações por despedimentos sem justa causa, tal é a possessão!

        • Também o estado subsidia a segurança da propriedade dos capitalistas, não vá quem trabalhar querer comer e ter tecto invés de dívida eterna e impagável.

        • POIS! says:

          Pois…”pagam”? Talvez…com sorte…

          Eu já fui vítima de uma dessas cegadas (há muito tempo, diga-se de passagem). Foi caricato: a entidade patronal atribuiu-nos uma tarefa impossível de cumprir e despediu-nos (a quatro pessoas, eu e três mulheres) por “falta de interesse pelo trabalho”.

          O caso é ainda mais caricato se se levar em conta que eu fui despedido “por falta de interesse”… seis dias depois de cessar o período de experiência!.. E depois de ter ido trabalhar um fim de semana inteiro, mais de 10 horas por dia, fora do horário, apenas em troca de refeições e um dia de folga, em tarefas que nada tinham a ver com as do nosso trabalho, e que faziam parte de outros negócios do patrão.

          O objetivo do despedimento era mesmo fazer cessar a nossa exploração, substituindo-nos por umas senhoras da preferência da gerência que dessem maiores garantias de não se importar de serem exploradas.

          Em tribunal, o patrão, ouviu do Ministério Público que se deixasse de ridicularias e assumisse a responsabilidade. Foi então que o advogado veio com uns papéis a dizer que a sociedade era agora gerida por uma filha do dono que, sabia-se, sofria de fortes perturbações mentais, embora nunca ninguém tivesse pedido a declaração de incapacidade…

          Mas não deu em nada. Foi condenado a pagar uma indemnização de um ano de salários, pelas leis da época. A reintegração tornou-se impossível por encerramento da empresa.

          Foi feito um plano de pagamento, mas só recebi dois meses de salário. Depois deixou de cumprir e declarou insolvência.

          Mas, realmente a nossa exploração cessou. Sobre isso não há dúvidas!

          • Tens que perceber o risco do patrão de ter trabalho de graça e por baixo da mesa: ter um juiz a dar-lhes uma palmada na mão e ter que pagar parte. Um horror que estes criadores de colaboração não merecem.

    • Ninguém lhes “dá” subsídios, a miséria do subsídio de desemprego é mais do que pago por quem trabalha.

    • POIS! says:

      Ora pois!

      Por isso é que certos patrões, muito altruisticamente, metendo a mão que estava noutro lugar na consciência, preferem fechar o negócio e mudar os trabalhadores para casa, numa medida radical para fazer cessar a exploração.

      Depois, passado uns dias, abrem outra no mesmo local, esperando que, a partir daí, a exploração seja caso encerrado. Se não resultar, repetem a coisa até acertarem.

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