Entre democracia e populismo. Entre um racista e xenófobo e alguém decente. Entre quem faz repetidos apelos a Salazar e quem rejeita a ditadura.
Entre um ditador wanna be e um democrata, Cotrim, Gouveia e Melo e Marques Mendes mostraram o seu apoio ao não rejeitarem explicitamente a abjecção. A eles se juntou Montenegro, o qual já tinha mandado as linhas vermelhas às urtigas há muito tempo.







Estou atrasado, mas dizem para ai, que nunca é tarde, aqui vai:
Café com Aires — Boicote às Eleições Burguesas: Guia prático para quem não cai no truque do voto mágico
Dizem por aí — e dizem com ar sério, como quem anuncia o fim do mundo mas só quer vender guarda-chuvas — que a esquerda institucional continua firme, forte e empenhada… em transformar os seus eleitores em liberais com blush vermelho. Uma espécie de Hello Kitty revolucionária: fofinha por fora, capitalista por dentro. E o mais fascinante é que muitos nem dão por isso, tão ocupados que estão a acreditar que as eleições vão mudar o sistema que as controla. É quase ternurento. Quase.
É como aquele amigo que diz “eu seguro-te a porta” mas a porta já caiu há três andares.
Entretanto, no grande circo eleitoral, direita e “esquerda” disputam o poder com a elegância de duas galinhas a lutar por um grão de milho. A comunicação social, sempre prestável, já decidiu quem pode falar, quem pode aparecer e quem pode ganhar.
O povo?
O povo que espere sentado, que em pé cansa.
E agora, a pergunta que ninguém quer fazer mas toda a gente devia: não teria sido mais sensato esta esquerda de opereta juntar-se e apresentar um único candidato? Um programa mínimo, uma ideia comum, um fio de dignidade? Claro que sim. Mas preferiram cada um levar o seu fantoche ao palco, como crianças numa matiné escolar.
Resultado: um espetáculo de marionetas onde os cordelinhos são visíveis até para quem está na última fila.
É neste cenário de falência política, ideológica e até estética que surge o boicote. Não como desistência, mas como aquele momento em que o cliente olha para o restaurante, vê baratas na cozinha e diz: “Eu não como aqui, obrigado.”
Boicotar não é cruzar os braços.
É recusar ser figurante numa peça escrita pelo capital e encenada pelo Estado. É afirmar que a emancipação dos trabalhadores não virá de boletins de voto, mas de organização, luta e construção de um poder próprio — um que não peça licença ao patrão para existir.
E, convenhamos, se há coisa que um verdadeiro partido comunista devia fazer, era apontar para a farsa e dizer: “O rei vai nu.” Em vez disso, muitos preferem elogiar o tecido imaginário.
Depois não digam que não foram avisados, mas vocês insistem em acreditar no Pai Natal eleitoral!
Calma, jovens. É apenas o representante da província para garantir que a constituição é ignorada de acordo com as ordens do paizinho e da mãezinha. Ninguém consegue adivinhar como sobrevive melhor o regimezinho – se com mais um presidente a fazer de conta repetir o mesmo vai dar bons resultados, se com uma hiena a fazer-se de rei e bobo da corte ao mesmo tempo.
Não deixar piorar a vida a quem trabalha, regularizar a imigração e integração, dizer que não às ordens para censurar, sancionar, e empobrecer não é para este concurso. Quando muito, já foi validado com o primeiro avençado, que escondeu mal ao que veio.
No meio de tanta indigência mental, apoiando-se nos estribos do costume sempre a esquerdalhada se sustenta ora no fascismo e no racismo e na xenofobia para quem não lhes suporte a treta do costume, entremeando com uma qualquer ‘libertação dos trabalhadores’ da qual nunca se sabe de quê e para que alternativa identificável e verificável em algum lugar e tempo.
O fim da palhaçada iniciada há já cinquenta anos inquieta esta cambada que se sustenta de treta!!!
Libertar de trabalhar para não conseguir pagar a renda e a comida. Não é complicado.
Entretanto, no grande circo eleitoral, direita e “esquerda” disputam o poder com a elegância de duas galinhas a lutar por um grão de milho. A comunicação social, sempre prestável, já decidiu quem pode falar, quem pode aparecer e quem pode ganhar.
Tudo isto e 47,65% não foram votar…………………………………
Quando o voto for obrigatório, ai…! ai….! ia….? ia…..?
Já BASTA de continuar a designar esse partido de criminosos e vigaristas, pelo nome “soft” de CHEGA e vamos designar os bois pelos seus nomes e o que representam efectivamente. PARTIDO FASCISTA PORTUGUÊS, deixemo-nos de luvas e sopros suaves, são FASCISTAS repressores, racistas, subjugadores de mulheres, covardes em toda a sua extensão, tal como o comentário atrás do JgMenos, um fascista convicto, que tal como todos os fascistas, odeia quem julga abaixo de si e elege um bode expiatório para culpar, a incompetência deste povo, que não soube o que fazer após o 25/04/1974 com a liberdade com que foi presenteado, a meu ver, NÃO MERECIDA, tal como não merecida a data 25/11/1975, onde se subtraíram ideais, e deu origem a uma nova forma de reescrever a história, estruturada em mentiras e falsidades, de onde saíram as primeiras eleições, que na verdade, não foram livres, porque uma esquadra da NATO/USA estava ao largo e pronta a intervir, mas como a mentira o era e, eles sabiam disso, com excepção para o povo português, criou-se uma narrativa, toda estruturada nessa mentira, na qual temos vivido desde 25/11/1975. Continuar uma ditadura não era mais viável, Franco sabia-o, por isso devolveu o poder ao rei, a Europa não tinha como acoitar mais governos ditatoriais, o projecto era outro e foi outro. A URSS todos, excepto os portugueses da rua, sabiam que o seu poder se encontrava diminuído e em acentuada queda, era uma questão de tempo, nada mais, a retirada dos misseis de Cuba, foi em si uma demonstração de uma força inexistente, contudo, o medo tinha de que continuar e o golpe de estado português, tinha em si, uma génese impossível de deixar sem resposta. Uma “revolução” que não o foi, bonita para turista admirar e para os romanceiros, florearem a seu belo prazer, enfim, uma outra forma de fazerem outro tipo de pastéis de nata, cuja receita se afirmou em 25/11/1975, tendo sido escolhido pela CIA Mário Soares, um homem de confiança, que garantia a impossibilidade de existir um movimento comunista ao estilo de Cuba, na Europa. Assim a armada não interveio, o PCP sem apoios nem meios, apenas com algumas doações de antigos resistentes, era um partido sem hipóteses de garantir qualquer futuro. Bastava afastar alguns elementos, em especial das estruturas militares e tratar de compor as primeiras eleições para que a vitória fosse em proveito do acordo entre as forças que entretanto tinham tomado o poder fora do palco e designa-las como ELEIÇÕES LIVRES, isso era fulcral, tal como a manifestação de força na Alameda, encabeçada por MS e muitos elementos às ordens de Frank Carlucci, à altura embaixador dos EUA em Portugal. E assim se criou uma falsa história, sobre uma “REVOLUÇÃO DOS CRAVOS” que não só nunca foi uma revolução, como os cravos foram uma excelente distração, meramente casual. Hoje com os movimentos fascistas e neonazis a sobreviverem sob a luz que obscurece a verdade, pelo mundo ocidental, Europa em especial, a memória atraiçoa quem a não tem, nem nunca teve, pois a geração que combateu o nazi fascismo, não existe mais. Como uma bactéria ou vírus oportunista, o enfraquecimento/desaparecimento da memória, regressa e procura de novo, alimentar-se espalhando o medo, a mentira, o ódio e o terror. Mentes fracas predominam e são infectadas.
É neste cenário de falência política, ideológica e até estética que surge o boicote. Não como desistência, mas como aquele momento em que o cliente olha para o restaurante, vê baratas na cozinha e diz: “Eu não como aqui, obrigado.”
Boicotar não é cruzar os braços.
Quanta indigência mental neste texto.
Parece poesia rasca que brota da alma ressentida, incapaz de lidar com o mundo tal como ele é , sobretudo, com o fato de que há pessoas que pensam diferente, que não se ajoelham diante da versão comuna romântica da história nem compartilham a sua paixão compulsiva por bodes expiatórios.
Joana Quelhas
Pois claro! Mas um comentário de tão excelsa qualidade não deve ir sem resposta de excelsíssima qualidade, citando uma suprema comentadora de excelsa qualidade:
“Quanta indigência mental neste texto.
Parece poesia rasca que brota da alma ressentida, incapaz de lidar com o mundo tal como ele é , sobretudo, com o fato de que há pessoas que pensam diferente, que não se ajoelham diante da versão fachola romântica da história nem compartilham a sua paixão compulsiva por bodes expiatórios”.
Por falar em esquerda, direita, centrão, blá blá blá, acabo de constatar que ao fim de 50 anos o pais está um paraiso. Estamos quase a atingir o lugar de pais mais rico da Europa, o nivel de vida e poder de compra é altissimo, a Justiça é rapidissima e implacavel, a Saude rapida e eficaz com fartura de médicos e enfermeiros, a carreira de professor é ambicionada pela maioria dos jovens, as estradas do interior são de primeiro mundo e o indice de felicidade supera largamente os finlandeses. Tudo graças ao PS e PSD. Catano, que gajos bons a governar a jangada de pedra.
E em que é que um partido de pedófilos e ladrões descriminalizarem a violência contra imigrantes vai mudar a coisa?
E, convenhamos, se há coisa que um verdadeiro partido comunista devia fazer, era apontar para a farsa e dizer: “O rei vai nu.” Em vez disso, muitos preferem elogiar o tecido imaginário.
Depois não digam que não foram avisados, mas vocês insistem em acreditar no Pai Natal eleitoral!