Pela democracia liberal, contra o autoritarismo populista

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Daqui para a frente já não é sobre socialismo, liberalismo, conservadorismo ou social-democracia. É sobre democracia liberal ou autoritarismo populista.
É entre um político moderado com a rara característica de não se lhe conhecerem telhados de vidro e um extremista que os tem com fartura, que faz da mentira uma arma, do ódio estratégia e do medo o meio privilegiado para atingir o fim que sempre o moveu: poder absoluto.
É entre um democrata que respeita a constituição, a liberdade e as instituições e um protofascista que as pretende destruir e abrir espaço ao regresso da miséria, da fome, da censura, das prisões arbitrárias, da tortura, da guerra, do analfabetismo e da corrupção salazarista. Em triplicado.

É uma escolha fácil, para um democrata. Daí teremos visto pessoas como Poiares Maduro e Pedro Duarte (ex-ministros do PSD e, no caso de Duarte, presidente da câmara municipal do Porto), Mário Amorim Lopes (líder parlamentar da IL), Francisco Rodrigues dos Santos (antigo líder do CDS) ou Henrique Raposo, colunista conservador, a declararam o seu apoio a Seguro. Sem hesitações. Porque eles percebem algo muito simples: quando a escolha é entre a democracia e a ditadura, a ideologia torna-se irrelevante.
É esta a escolha que teremos pela frente no dia 8 de Fevereiro.
E se no primeiro round tivemos uma vitória clara da social-democracia sobre a extrema-direita, a segunda volta não serão favas contadas. Com Montenegro e Cotrim de Figueiredo a fazerem fretes ao aspirante a Salazar, tudo se torna mais difícil. E irónico, também, ou não fosse o objectivo de Ventura ocupar o lugar do PSD. E esvaziar a IL. Infelizmente, e a julgar pelo histórico recente, outra coisa não seria de esperar. Valeu pela clarificação.

Comments

  1. JgMenos says:

    Ai, que medo!

    • Tá tudo louco? says:

      Pois (que o Pois! não leva a mal a apropriação) já temos tontos e espertos em demasia no mundo! Mas ainda acho que há noção em Portugal, parto com esperança para dia 8! Portugal não é a América!

  2. Seguro já esteve em posição de considerar a constituição irrelevante face a ditames estrangeiros, e dificilmente não o vai voltar a fazer à medida que for necessário, tal como as maiorias no parlamento com ou sem Chaga. Se não deve ser em Fevereiro, um dia acaba a paciência para compactuar com isso.

  3. POIS! says:

    Eu tinha jurado que o Seguro não me levava o voto, nem na primeira nem na segunda volta.

    Ainda tenho na memória uma canalhice que se preparava para fazer aquando da sua triste passagem pela liderança do PS ( a tal da “qual é a pressa”). Tomei conhecimento dela por um post do João José Cardoso aqui no Aventar:

    https://aventar.eu/2014/06/04/com-quantos-golpes-se-faz-um-canalha/#more-1216267

    Estávamos em 2014 e a Segura Liderança estava a ser contestada, o PS preocupava-se com a esquerda que crescia e com o Marinho e Pinto. Proposta de Seguro: diminuir o número de deputados e introduzir círculos uninominais para acabar com a concorrência e, como escreveu o JJ, reduzir o parlamento a “apenas dois partidos e uma meia-dúzia de representantes do resto, para decorar a sala”. Lembro-me perfeitamente de ter falado sobre isto com o JJ Cardoso. Bons tempos!

    Agora vem o Seguro de mansinho a pedir o “voto útil” daqueles que queria excluir com truques de secretaria. Talvez por falta de memória ninguém o terá confrontado com a canalhice (já para não falar do triste papel do “Livre”, mais um vez vítima do “Sindrome de Tavares”) (1), mas há quem não esqueça.

    Estive mesmo para fazer um manguito! Mas, dado o vergonhoso comportamento da Direita dita “democrática” (pelo menos assim classificada por…Tavares…) penso que não se deve arriscar.

    Mesmo que a vitória não estivesse em causa (e não sei se será assim tão simples), penso que temos de contribuir para que os votos embolsados pelo Venturoso Pastoralho representem a menor percentagem possível, até para não dar asas ao asno.

    Vou até votar antecipado, antes que se perca!

    (1) Sempre que um projeto politico é louvado por Tavares, ou inclui o próprio Tavares, tem 99,9% de probabilidades de correr mal. Se, por exceção, alguma coisa correr bem, é uma questão de tempo até tudo “se normalizar”.

  4. Joana Quelhas says:

    É delicioso ver os cripto-comunas Mendes e Cordeiro contorcendo-se nos últimos estertores da sua querida ideologia marxista.
    Relaxem, pois o pior está para vir.

    Joana Quelhas

    • Como marxista, de marxistas nada têm.
      Mas, sim, com ou sem o palhacito e camaradas, com um ou outro que leva o culto da morte a sério pela eurolândia, o fundo ainda está longe, por muito que se carregue no acelerador.

    • POIS! says:

      Pois tem Vosselência carradas de toneladas de razão, ó Qwellllhhasss!

      Tem sido um espetáculo confrangedor assistir-se aos últimos estertores da ideologia marxista! Já lá vão mais de 140 anos de gritos lancinantes! É insuportável!

      Pois claro, o pior está para vir! Se isto continuar assim os nossos bisnetos vão morrer de insónias! Tremo só de o imaginar!

  5. Ou social-fascismo!

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