Derrotados da noite

O taberneiro, desde logo, factual e metaforicamente – precisou de mentir no discurso de derrota, dizendo que teve mais votos do que a AD, para alimentar as suas teses de ambição de poder. Não sei se algum porta-microfones o terá confrontado com a realidade.

A comunicação social, que passou a noite (e continua madrugada fora) a falar do taberneiro, quando o vencedor era anunciado com dois terços de votos.

Augusto Santos Silva que tudo fez para que Seguro não tivesse o apoio do PS. Belo sapo que ainda há-de estar a engolir.

Luis Montenegro e Cotrim Figueiredo que não tiveram a coragem de rejeitar o grotesco.

Emídio Rangel e a SIC porque afinal não é tão fácil vender um presidente como um sabonete.

O Observador que, afinal, é a Folha Nacional em tons de azul.

Entre todos estes derrotados, Ventura destaca-se. As pessoas votaram e a proposta de adiar as eleições, além de ilegal, não entusiasmou. Não foi uma eleição entre socialistas e direita. Nem uma eleição do sistema contra o anti-sistema – o Chega está bem integrado no sistema. E não foram as elites contra o povo, dado que uma elite de dois terços dos eleitores não votou nele.

Comments

  1. JgMenos says:

    As eleições do terço.
    Da ‘direita’ vai:
    Um terço para o Ventura
    Outro terço para o Seguro a pedido dos inseguros
    Da esquerdalhada
    Um terço para o Seguro
    … e siga o circo!

    • Essa da “esquerdalha” , explique lá isso melhor, mas se não estiver os MRPP, não vale pena responder!

    • POIS! says:

      Pois!

      Já quanto ao Pastorinho foi:

      Ao Menos 11 % (1/3) para o Salazar nº 1;
      Ao Menos 11% (1/3) para o Salazar nº 2;
      Ao Menos 11% (1/3 para o Salazar nº 3;

      Terços com a benção do Reverendíssimo da Igreja de São Roque & Role.

  2. POIS! says:

    Tem razão o J. Cordeiro!

    Não teve mais votos que a AD, nem sequer maior percentagem, ao contrário do amplamente propalado pelos comentadeiros de serviço, incapazes de colocar em causa a propagandorice da Seita Pastoralha!

    Comparam-se duas formas diferentes de apresentar a percentagem. A das legislativas contempla as percentagens dos votos em branco e nulos e a das presidenciais excluem-nos, ou seja, é a percentagem de votos em candidatos.

    Consulte-se esta página e veja-se o que está escrito no fundo:
    https://www.presidenciais2026.mai.gov.pt/resultados/globais

    Reduzido a tudo à mesma forma, ou seja, contados os brancos e nulos nas presidenciais o Venturoso Pastoralho obteve 31,53%.

    Nas legislativas a AD obteve 31,79 (31,21 da coligação nacional e mais 0,58 da coligação dos Açores – com o PPM, cujo peso é desprezível).

    E em número de votos: AD – 2 008 437, Pastoralho -1.729.371 …

    Faltou ao Pastoralho apenas um cagagésimo de 279 066 votos que, segundo fontes da seita, corresponde ao número de pessoas que estão afogadas no fundo dos rios e que só vão boiar quando chegar a Primavera.

    • Não sei, continuo a ver, extremamente pouco porque a desinformação faz mal à cabeça, a comunicação social a vender alegremente o peixe que os donos querem.

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