Como diria o Eça, “um perpétuo paradoxo em acção”

É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.

Come brioches, Portugal!

Pode ser uma imagem de estrada e árvore

Sábado fui ao mercado semanal da Trofa, como vou todos os Sábados. Encontrei as pessoas do costume, conversei com elas e fiz as minhas compras, tranquilamente. Uma manhã de Sábado normal na minha vida normal.

Numa dessas conversas, uma pessoa amiga disse:

  • Este tempo está uma loucura. Nem dá para sair de casa.
  • Mas estás aqui, não estás?
  • Estou, mas olha que estive para não vir.
  • A sério? Mas nem a chover está!
  • Não está agora. Tu achas isto normal?
  • Claro que acho. É o normal para esta altura do ano.

150km a sul, porém, a vida de milhares de pessoas estava tudo menos normal. Estava suspensa. Milhares de pessoas sem electricidade, sem comunicações, sem água. Pessoas com as casas sem telhado, carros destruídos e negócios arrasados. Pessoas em desespero, a quem o Estado falhou. Falhou na prontidão, na qualidade da resposta e no alerta às populações que se sabia que seriam afectadas, enquanto altos responsáveis do governo, como o ministro Leitão Amaro, apostavam em promover a sua própria vaidade, como um parolo deslumbrado, no timing perfeito. Brioches digitais.

[Read more…]