Ela está aborrecida, entediada, fartinha de aturar chatos. O queixo apoiado na mão, a unha do dedo pequenino a roçar os lábios, o olhar perdido no vazio, e os caracóis louros a pender sobre os ombros.
Pigarreio. Repito: Boa tarde.
Ela rola os olhos, desde o infinito por onde eles vagueiam, e encara-me, com uma expressão de asco e de infelicidade, e pergunta em tom monocórdico: Tem cartão-cliente?
Não tenho.
Vai tocando no monitor com as unhas pintadas de um vermelho muito polido, mas onde se notam pequenas marcas de mordidelas. Suspira.
Aproxima-se o rapaz da caixa do lado. [Read more…]






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