Eu voto Pedro Passos Coelho.

Pedro-Passos-Coelho

Actualizado às 14h38.

Eu acredito na social-democracia. Por isso inscrevi-me faz quase 25 anos no Partido Social Democrata. O fundador do PPD/PSD, o saudoso Dr. Francisco Sá Carneiro, consubstanciou o seu pensamento politico no ideário de Eduard Bernstein, de Karl Kautsky e no SPD Alemão, do pós – segunda guerra mundial, de Willy Brandt e de Helmut Schmidt, adaptando-o ao contexto cultural português e à nossa sociedade.  O programa de Godesberg teve também uma influência importante na definição do pensamento social-democrata fazendo, desta forma, um corte com o socialismo-marxista. Entendo e defendo a social-democracia como uma ideologia em que o estado social deve assentar em três pilares basilares, a saúde, a educação e a segurança social. E estes pilares devem ser garantidos pelo Estado.

Tenho a honestidade intelectual de reconhecer que o governo de Pedro Passos Coelho, em diversas situações, esteve longe do cumprimento do ideário social-democrata, mas também reconheço que a conjuntura económico/financeira em que encontrou o País não deixava muito margem para a sua execução. Nenhum político faz cortes com prazer. Faz porque é obrigado a fazê-los. E Passos Coelho assim foi obrigado. Não fez tudo bem. Entendo que poderia ter tomado outras decisões e fazer as coisas de uma outra forma. Elogiei muitas vezes o Primeiro-Ministro, mas também fui critico em função de algumas das opções tomadas. Mas ser Primeiro-Ministro não é fácil, muito mais, na conjuntura que teve que enfrentar. Passos Coelho traçou um rumo, trilhou um duro caminho, conseguiu recuperar a credibilidade do país junto dos nossos credores e a nossa economia começa a dar sinais de uma efectiva recuperação. É óbvio que estes resultados foram alcançados com o sacrifício de muitos milhões de portugueses. Mas é o próprio Pedro Passos Coelho o primeiro admitir que sem a colaboração dos portugueses nada disto teria sido possível.

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