MANGOS

Depois do acrónimo FAANG (Facebook, Apple, Amazon, Netflix, Google), eis os novos reis da arena IT: MANGOS (Meta, Anthropic, Nvidia, Google, OpenAI, SpaxeX).

De empresas de subscrições a empresas de infraestrutura. Sendo algumas delas repetidas.

Como a AI vê o lado positivo deste mundo futuro:

E como a mesma AI vê o lado negro deste futuro:

Claro que a IA não vê nada, pelo que as imagens resultaram dos meus prompts. É assim com qualquer ferramenta: o lado bom ou mau prevalece em função do que as pessoas fizerem com ela.

Produtividade

Volta e meia lá vem o tema da produtividade como justificação habitual para aumentar a carga do trabalho, diminuir a retribuição pelo trabalho, ou ambos.

Mas falamos de quê?

Esta é a definição clássica de produtividade. Sendo uma divisão, aumenta a produtividade se aumentar o numerador ou se baixar o denominador.

A fórmula seguinte acaba por ser equivalente  e traduz a perspectiva financeira:

Produtividade = (valor gerado)/(custo para gerar o valor)

Porém, quando os paineleiros do comentário, os doutos lentes da academia e os nobres políticos que efemeramente governam o país falam de produtividade têm uma obsessão apenas com uma das componentes da fórmula. Nomeadamente, o custo para gerar valor e, em particular, o custo do trabalho. Quando há outras variáveis no custo, como custo das matérias primas, custo da energia, impostos, etc.

Podíamos ver esta gente falar em aumentar a produtividade sob a perspectiva de aumentar o numerador. Por vezes, ouvem-se uns ecos sobre aumentar a eficiência mas, até isso, consiste em mexer no denominador.

Para verdadeiramente aumentar a produtividade é preciso mexer no numerador e isso implica transformar o modelo económico do país. Obriga a não estar no final da cadeia de valor onde o diferenciador está no custo com salários. Requer planeamento muito para além de uma legislatura, ou seja fora do ciclo de resultados imediatos das eleições. Precisa que produzamos bens, materiais ou imateriais, de enorme valor acrescentado.

Porque os nossos políticos estão mais interessados em ganhar a próxima eleição do que em transformar o país, não saímos deste lodo há décadas. Tem havido uns momentos de ilusão graças aos dinheiros da CEE e da UE e, agora, com o turismo.

Mas onde está a verdadeira produção criada desde que entrámos na CEE?

Vimos, isso sim, o país ser transformado num centro de serviços, uma colónia balnear, com produção própria residual, extramente dependente do estrangeiro e sem um sector onde possamos dizer que damos cartas.

Os sucessivos governos fizeram obra com o pressuposto que o resto viria. Afinal, a obra era a indústria ela mesma e aqui estamos a discutir produtividade num país que não consegue descolar dos salários baixos como modelo económico.

Aumentar a produtividade pelo aumento do valor gerado é tema literalmente ausente no discurso económico e político em Portugal.

Porquê? Porque são burros e não sabem como se define a produtividade? Ou porque estão apenas a olhar para resultados imediatos sem de facto mudarem o país?

Nenhuma das hipóteses lhes assenta bem.

Ao cuidado dos fãs mais distraídos dos Knicks (e dos Spurs)

You know, I remember in high school, already I was pretty old. I suddenly asked myself at one point, why do I care if my high school team wins the football game? [laughter] I mean, I don’t know anybody on the team, you know? [audience roars] I mean, they have nothing to do with me, I mean, why I am cheering for my team? It doesn’t mean any — it doesn’t make sense. But the point is, it does make sense: it’s a way of building up irrational attitudes of submission to authority, and group cohesion behind leadership elements — in fact, it’s training in irrational jingoism.
Noam Chomsky

***

Efectivamente, esta será a terceira final nacional seguida dos Knicks contra os Spurs: a final da NBA perdida em 1999, a recente vitória na Taça NBA e o momento que começa daqui a pouco.

Quanto a essa longínqua final de 1999, registe-se a curiosidade da presença, no plantel dos Knicks, de Rick Brunson, o pai do magnífico Jalen Brunson (entrou no jogo 3, no final do segundo período) e, no dos Spurs, de uma das maiores estrelas do basquetebol português: Mario Elie, craque da Ovarense, que viria a ser campeão da NBA por três vezes: exactamente, Mario Elie.

Voltando à actualidade, passados os 4-0 aos Cavs na meia-final (final da Conferência Leste), com uma recuperação histórica no primeiro jogo, vejamos o que acontece frente aos Spurs do extraordinário Wembanyama. Aconteça o que acontecer, já há um campeão: Sochan foi transferido durante esta época dos Spurs para o Benfica… perdão… para os Knicks.

SAN ANTONIO, TX – 29 de Março de 2024: Victor Wembanyama (#1), dos San Antonio Spurs, defende contra Jalen Brunson (#11), dos New York Knicks, a 29 de Março de 2024, no Frost Bank Center, em San Antonio, Texas. Darren Carroll/NBAE via Getty Images https://bleacherreport.com/articles/10114948-knicks-jalen-brunson-scores-61-victor-wembanyama-electrifies-nba-fans-in-spurs-win

Eis uma cábula, com o calendário e os plantéis (se detectardes erros, utilizai sff a caixa dos comentários).

Calendário (hora portuguesa):

  • Jogo 1: 04/06/26 — 01h30 (Knicks em San Antonio)
  • Jogo 2: 06/06/26 — 01h30 (Knicks em San Antonio)
  • Jogo 3: 09/06/26 — 01h30 (Spurs em Nova Iorque)
  • Jogo 4: 11/06/26 — 01h30 (Spurs em Nova Iorque)
  • Jogo 5* (se necessário): 14/06/26 — 01h30 (Knicks em San Antonio)
  • Jogo 6* (se necessário): 17/06/26 — 01h30 (Spurs em Nova Iorque)
  • Jogo 7* (se necessário): 20/06/26 — 01h30 (Knicks em San Antonio

PLANTÉIS

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O grevista e o português

Montenegro espera que os grevistas “deixem os portugueses trabalhar”

Português: Olha lá, o que é que estás aqui a fazer?

Grevista: Greve.

Português: Então és um grevista…

Grevista: Sim, especialmente quando faço greve.

Português: Vai para a tua terra!

Grevista: Mas eu sou daqui!

Português: Daqui donde?

Grevista: Sou português.

Português: Não pode ser!

Grevista: Não pode ser como?

Português: O nosso primeiro-ministro disse que quem é grevista não é português.

Grevista: Olha que carago! Queres ver que perco a nacionalidade por fazer greve?!

Português: Não sei de nada! Se o Montenegro disse, é porque é verdade.

Grevista: Olha aqui o cartão de cidadão, pá!

Português: Isso é um bocado de plástico, deve ter sido o sindicato dos comunas que te arranjou isso. Vai para a tua terra!

Grevista: Então e qual é a minha terra?

Português: Deve ser a terra das greves, sei lá!

Grevista: E nessa terra, as pessoas estão sempre em greve?

Português: De certeza, é gente que não quer trabalhar.

Grevista: Então, um grevista é alguém que não quer trabalhar?

Português: Se quisesse, trabalhava.

Grevista: E se trabalhar, já é português?

Português: Claro.

Grevista: Pronto, às vezes, é preciso não ser português.

Prostituição política

“O resultado natural destas eleições é a vitória da AD”: a convicção de  Passos Coelho no regresso aos holofotes

Para alguns portugueses – incluindo André Ventura, que parecia um groupie erecto a contemplar o criador – Pedro Passos Coelho é uma espécie de figura messiânica e impoluta que paira acima do comum mortal.

Não é o meu caso.

Ainda tenho memória das mentiras pré-eleitorais, daquilo que foi feito a Manuela Ferreira Leite, da escolha entre a aprovação do PEC IV ou eleições internas, da Tecnoforma, do “ir além da Troika” e de outros sucessos de bilheteira que demonstram, de forma categórica, que Passos não só não paira como está ao nível de qualquer comum mortal, com virtudes – eu não as conheço, mas seguramente as terá – e defeitos.

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