Conversas vadias 10

Na décima edição das “Conversas vadias”, vadiaram António Fernando Nabais, Francisco Miguel Valada, Fernando Moreira de Sá, José Mário Teixeira, Orlando de Sousa e João Mendes, à volta de: gravidez masculina, vacina, agulhas, barba, concorrência, sotaques, Brasil, José Mourinho, galones, Carlos Queiroz, fusos horários, pandemia, Baleares, Marega, super-liga, capitalismo, mercado, mérito e comentadores.

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Conversas vadias 10
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Crónicas do Penedo II – Pere de Portugal

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Enquanto tomava um café (chamar a esta sopa de água tingida café…) e fumava o meu primeiro cigarro do dia descubro que o governo das Baleares investiu a módica quantia de 55 mil euros para adquirir duas moedas mandadas cunhar por Pere de Portugal (Coimbra, 1187 – Maiorca,1258) personagem que governou as Baleares e que mesmo sem autorização do Rei decidiu cunhar moeda própria (1232-1244) tendo numa das faces as armas portuguesas e na outra as da Catalunha. A notícia foi lida no diário Ultima Hora (página 61).

Fiquei curioso. Pere de Portugal? Esta coisa dos nossos vizinhos terem várias línguas conforme o seu território deixa qualquer um confuso. Qual Pere qual quê! Estamos a falar de Pedro Sanches de Portugal, segundo filho do nosso Rei Sancho I e de Dulce de Aragão. Um tipo que andou sempre metido em várias confusões. Reza a história que começou por tomar partido das irmãs mal Sancho I, seu pai, faleceu contra o seu irmão mais velho, o Rei Afonso II. A coisa correu mal e zarpou para Leão. Mais tarde seguiu para Aragão (1229) para ajudar o Rei Jaime I de Aragão e casou com a Condessa de Urgel. No ano seguinte ajudou o Bispo de Tarragona a conquistar Ibiza aos Mouros (os mesmos que anos antes ajudara) e em 1231 o Rei Jaime I de Aragão entrega-lhe o domínio feudal do Reino de Maiorca (Maiorca, Ibiza, Menorca e Formentera) tornando-o Senhor das Baleares até à sua morte em 1258. Isto de forma muito resumida e tendo sempre presente que boa parte das fontes foram colhidas na internet, com todas as limitações e riscos que se conhecem. Já agora, para que não se confundam com as datas, ele foi Senhor das Baleares entre 1231 e a sua morte em 1250 e governou as ilhas só entre 1232 e 1244. Está feita a advertência.

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