Burlões competentes

Durante um tempo dirigi um gabinete de imprensa em Lisboa. Um dia o contínuo, o meu fiel e saudoso Alfredo Rodrigues que transitou da France Press para de novo trabalhar comigo, veio dizer que na sala me esperava um antigo aluno do Colégio de Nun´Álvares (CNA). Fui à sala,  curiosa de saber quem seria e deparei-me com um sujeito  vestido de cinzento, todo ele cinzento, que de todo eu não conhecia. Apresentou-se-me como sendo o Durão e mostrou-se  admirado por eu não me lembrar dele. Como havia eu de me lembrar de todos, pensei, se nesse tempo as raparigas andavam pelas 200 e os rapazes para mais de 600? Desculpei-me com a minha falta de memória para  não ser rude. Mas o tal Durão não parou de desfiar memórias, falou do Jenga, do Ti Ilídio, do Dr Raúl, do Dr Quitério, de outros mais, com uma minúcia tal que eu voltei anos atrás.  Não havia que saber, o homem tinha andado mesmo no CNA. E isso era-me simpático. [Read more…]