O estranho caso das chamadas de valor acrescentado ou quem manda nisto tudo são as televisões

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Desde que foram inventadas as chamadas telefónicas de valor acrescentado são uma mina de ouro para burlões e outros vigaristas. Houve o tempo do telesexo, hoje estamos na fase banhadas através da net e também das televisões e seus passatempos.

Traço permanente: as dívidas incobráveis que estragam o negócio às empresas de telecomunicações. Vai daí algumas decidiram, sobre pressão da Deco e da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, criar  um barramento automático destes números para clientes sem saldo. Quem não demonstra ter dinheiro que não tenha vícios.

É óbvio que o negócio das televisões neste campeonato é sujo e baixo, ao ter como público alvo analfabetos funcionais ou não, gente que nem se apercebe do risco e despesa onde se está a meter. É óbvio que num país civilizado se protegem esses consumidores, convencidos que interactivo é à borla ou custa pouco dinheiro. Em 2013 SIC e TVI ganharam 99,8 milhões por esta via.

Ora, quando uma SIC reduz os lucros para metade, alguém tem de intervir: a ANACOM proibiu os barramentos. ANACOM significa Autoridade Nacional de Comunicações e é responsável pela impunidade com que o cartel das telecomunicações nos assalta o bolso, vende acessos ilimitados à net que têm limite, aceita fidelizações até à eternidade, etc. etc. O capitalismo à portuguesa no seu melhor.