Concursos de professores, a minha proposta

Os concursos de professores foram, em tempos, uma causa nacional. Vivi por dentro, nesta temática, a incompetência de sucessivos governos. Uns atrás dos outros e, quanto mais mexiam, pior a coisa ficava.

Até há uns dez anos, a coisa era simples:

  • nota de curso (faculdade) + tempo de serviço ( um valor por cada 365 dias)*.

Desta “fórmula” resultava uma graduação profissional e foi com esta metodologia que a Escola Pública se afirmou como um dos pilares da nossa democracia. Historicamente, os professores começavam o seu percurso profissional (carreira, era assim que se chamava uma coisa que existiu em tempos) longe de casa, iam concorrendo para se aproximar e como tudo tinha uma lógica, uma racionalidade suportada num sentimento de justiça e de igualdade, era um modelo consensual.

Com Maria de Lurdes, a confusão instalou-se com sucessivas alterações que mexeram no que era mais sagrado – a tal fórmula e começou a existir um acumular de injustiças que tornam quase impossível criar um novo modelo de concursos. Teoricamente, só um momento zero, em que todos os professores, mesmo os “efectivos há 30 anos”, iriam a concurso poderia trazer justiça às escolas. Mas, esta proposta, de tão estúpida, é impossível de aplicar e por isso, só podemos pensar num processo que possa ser justo, mesmo sabendo que assenta em injustiças.

E qual seria esse modelo? [Read more…]

FNE: Negociar concursos às escondidas não é sério

O Ministério da Educação e os representantes dos Professores têm vindo a discutir as alterações à forma como se realizam os concursos de professores. Usando uma linguagem simplista, diria que esta em cima da mesa o “modelo de selecção de recursos humanos do maior empregador nacional, com mais de cem mil funcionários”.

Não vou, pelo menos neste texto, discutir as diferentes propostas. Procuro, antes, equacionar o comportamento político de cada um dos agentes no terreno. Os professores, até pela sua dimensão, têm um conjunto muito amplo de organizações sindicais, algumas das quais pouco mais representam do que os próprios dirigentes. Há sindicatos que abusivamente fazem uso desse nome, porque em boa verdade são outra coisa qualquer.

Sublinho, ainda, a campanha da direita que nos últimos tempos têm perguntado pelo Mário Nogueira e a sua (que é a minha!) FENPROF. Curiosamente, essa direita usa agora o argumento oposto ao que usavam antes – com os PAFientos no poder, a crítica era que a FENPROF escolhia a rua pela rua. Agora, criticam a ausência da FENPROF dessa mesma rua.

Mas, porque não se pergunta onde andam os outros? Porque ninguém pergunta onde andam os dirigentes maioritariamente social democratas da FNE? Porque não ocupam eles a rua que, supostamente, a FENPROF deixou vazia?

E, permitam-me que assinale uma diferença que mostra como a FENPROF é completamente diferente, para melhor (sublinho eu, naturalmente parcial na análise e na escrita) quando se compara com outros. [Read more…]

Debater… Concursos de Professores

debater-escola-publica-e1467571337416Agora que o mês de Agosto se foi e com ele o único momento do ano em que os professores podem gozar os seus dias de férias, podemos voltar ao debate em torno da Escola Pública. Para este mês trazemos à antena o tema dos concursos de professores.

O enquadramento é desnecessário porque todos os leitores estão fartos de ouvir falar destas coisas e não me custa a acreditar que todos terão na cabeça esta pergunta: não é possível colocar os professores nas escolas sem que a confusão seja a norma?

Vamos começar por referir que o interesse maior da Escola Pública são os alunos e não os professores. Ou seja, o concurso de professores terá que ser um mecanismo de gestão de recursos humanos que permita o melhor ambiente escolar para os alunos. E há duas ou três exigências básicas:

  • Professores colocados a tempo e horas nas escolas;
  • Relação professores / alunos tão estável quanto for possível.

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A angústia das transferências

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Encontrado no mural do Rui Zink

Respeitar os Professores

É, por exemplo, dar tempo para fazer a mala! Sr. Ministro, vai demorar muito a publicar as listas?

Professores: aí está a segunda proposta do ME

Relativamente aos concursos.

Professores: Ministro cumpre mais uma promessa

Aí está uma proposta que vem acabar com a BCE.

O estranho caso das chamadas de valor acrescentado ou quem manda nisto tudo são as televisões

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Desde que foram inventadas as chamadas telefónicas de valor acrescentado são uma mina de ouro para burlões e outros vigaristas. Houve o tempo do telesexo, hoje estamos na fase banhadas através da net e também das televisões e seus passatempos.

Traço permanente: as dívidas incobráveis que estragam o negócio às empresas de telecomunicações. Vai daí algumas decidiram, sobre pressão da Deco e da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, criar  um barramento automático destes números para clientes sem saldo. Quem não demonstra ter dinheiro que não tenha vícios.

É óbvio que o negócio das televisões neste campeonato é sujo e baixo, ao ter como público alvo analfabetos funcionais ou não, gente que nem se apercebe do risco e despesa onde se está a meter. É óbvio que num país civilizado se protegem esses consumidores, convencidos que interactivo é à borla ou custa pouco dinheiro. Em 2013 SIC e TVI ganharam 99,8 milhões por esta via.

Ora, quando uma SIC reduz os lucros para metade, alguém tem de intervir: a ANACOM proibiu os barramentos. ANACOM significa Autoridade Nacional de Comunicações e é responsável pela impunidade com que o cartel das telecomunicações nos assalta o bolso, vende acessos ilimitados à net que têm limite, aceita fidelizações até à eternidade, etc. etc. O capitalismo à portuguesa no seu melhor.

Liberdade para Educar

Logo do SPN, concurso de professoresA viagem foi de transporte público e o hospital que a recebeu também. Quem a despachou foi o privado, esse reino maravilhoso dos BES e BPN’s. E, ao contrário de alguns camaradas aqui da casa, nada tenho contra o privado, desde que não funcione à pala dos dinheiros públicos o que, em boa verdade, acontece com quase todos os grupos económicos. Serve esta regra também para a Educação: se há pessoas que querem para os seus filhos uma formação com uma forte dimensão religiosa devem ter o direito de o fazer. Não podem é exigir que seja eu a pagar, isto na base do argumento da direita, o famoso utilizador / pagador.

Não era por aqui que eu queria levar o post, mas saberá o caro leitor que a competência na escrita não é uma coisa matemática. Vamos lá então colocar as palavras no eixo para que vieram ao mundo.

As confusões que Pedro Passos Coelho plantou nos concursos de professores levaram um conjunto de ignorantes a tomar como certo um conhecimento que, manifestamente, não faz parte das suas propriedades e, a ignorância é uma coisa do C….! O concurso teve uma fase nacional que correu bem, uma centrada nas escolas que correu como todos sabem e qual é a proposta que nos chega da direita? Acabar com o concurso nacional ( o que correu bem!) e ampliar o concurso local (o que correu mal).

São muitos e variados os motivos que me levam a defender um concurso nacional, único e onde a graduação seja respeitada. Aliás, partilho de tudo o que aqui foi escrito.

Mas, há uma dimensão que gostaria de desenvolver e que se prende com a autonomia do exercício da profissão. [Read more…]

Alunos vão continuar mais uma semana sem aulas

E já não há paciência que aguente isto.

No parlamento, o responsável pelo erro nos concursos, Pedro Passos Coelho teve oportunidade de dizer a Ferro Rodrigues que o erro tinha, de facto existido, mas num contexto de reforma. Isto é, erraram, mas ao tentar fazer melhor. E, como sempre, Pedrinho Coelho é capaz de ter parte da razão – a legislação de concursos mudou e foram as mudanças que resultaram nesta confusão. Logo, se estivessem quietinhos, a coisa tinha corrido melhor.

O Governo procurou passar parte dos concursos a contrato para a esfera das escolas e criou uma réplica do concurso nacional em cada escola. Ora, no ponto em que estamos, cada professor concorre a tudo o que lhe aparece, de Melgaço a Tavira, porque, basicamente, o que nós queremos é trabalhar.

Ora, se em cada escola, há um concurso diferente e completamente “estanque” em relação aos outros temos novamente um problema – a Professora A foi hoje colocada em 6 escolas. Vai aceitar, até 3ª feira numa das escolas. Logo, as outras 5 só depois de terça poderão convocar outro e assim sucessivamente. Só que há um detalhe. Se, na semana seguinte o MEC chamar o candidato 2, que até pode ser o mesmo nessas 5 escolas, na semana seguinte serão 4 as escolas sem professor…

Mais uma moedinha, mais uma voltinha...

A cabeça de um ministro por 0,8%

As trapalhadas de Pedro Passos Coelho em torno da escola nos últimos três anos têm sido o pano de fundo para tantas e tantas declarações ignorantes que saltaram para o espaço mediático.

Nos últimos dias houve uma nota dominante: Pedro Passos Coelho falhou na colocação de professores e isso é a prova de que não é possível fazer um concurso nacional para colocar os professores.

Ora, nada mais falso, como já procurei provar ontem. O concurso não falhou por ser central e nacional. Essa foi a parte que correu bem. O erro aconteceu quando Pedro Passos Coelho o tentou passar para o nível local. Aí é que o porta-aviões foi ao fundo.

Os laranjas de serviço colocaram também em cima da mesa um argumento que se vira contra o próprio governo: os erros aconteceram apenas com 0,8% dos professores. Se esta afirmação for verdadeira, atendendo a que há cerca de 100 mil docentes na Escola Pública, estaremos a falar de um universo de 800 e não de 150 como foi dito pela tutela. Mas, a ser verdade uma coisa ou outra, de onde surge tanta confusão? Acreditam mesmo que foram apenas 150 os professores envolvidos nesta confusão. Se assim fosse, um mês não seria suficiente para os colocar? Até à mão, os serviços teriam tempo para o fazer. É claro que não foi essa a dimensão do problema.

Podem correr e saltar e até sugerir que deve ser o Ricardo Salgado, do BES mau, a escolher os professores segundo os apertados critérios familiares, porque, todos o sabemos, os nossos gestores são todos fantásticos.

Mas, os factos estão aí para o provar: sempre que o Governo (este e os outros) respeitou a graduação profissional, os concursos correram bem. E, ao contrário, sempre que o Governo (este e os outros) desrespeitou a graduação profissional, a coisa correu mal.

Logo, parece-me que por causa de uns míseros 0,8% de docentes contratado não vale a pena arriscar a cabeça de um ministro.

Fazendo uso da nova imagem da cidade do Porto: GRADUAÇÃO.

Graduação é o tempo de serviço e a nota da formação. (ponto!)

Os erros do Governo na colocação de Professores são recorrentes e consequência da dificuldade em gerir um processo muito fácil de conduzir. Não fosse o caso de estarem neste momento vários incompetentes à frente do MEC até porque há escolas, há alunos, há professores. Não há é aulas. Certamente, um detalhe, sem importância.

É só meter o Excel a funcionar e está a “andar de moto“. Confesso que já não dou para o peditório Crato – ele, um cadáver político, que entrou como o mais rigoroso de todos os rigorosos, desceu por um plano inclinado e acabou desfeito no chão da 5 de outubro. Sobre ele, the end!

Agora, quanto aos concursos, calma aí, porque os laranjinhas não vão ficar a falar sozinhos.

Vamos lá então, explicar estas coisas, especialmente a si, caro leitor, que de profs percebe pouco, mas que tem alguma curiosidade em entender como é que cerca de 100 mil professores são colocados.

As regras dos concursos, tradicionalmente, juntam dois factores: nota da formação inicial com o tempo de serviço (um valor por cada ano de serviço). Um professor que acabe o curso com 14 e trabalhe 3 anos irá concorrer com 17 e um professor que acabe com 16 e trabalhe um ano concorre com a mesma graduação: 17.

Foi assim durante muitos anos, até que um dia, uma senhora, agora condenada, resolveu inventar a roda e começar a pensar em esquemas alternativos de alocar os seus recursos humanos às unidades de gestão (esta frase saiu mesmo perfeita, não????). [Read more…]

Vamos fazer uma Casa dos Segredos professores? ep.1

Andrea Osório

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segredo 1 – Menti nos subcritérios da BCE
segredo 2 – A minha cunha está dentro da casa
segredo 3 – O meu melhor amigo é diretor da escola
segredo 4 – A minha rival está na casa
segredo 5 – O meu padrinho é o Crato
segredo 6 – Sou técnico especializado em CEF’s
segredo 7 – Dou TIC mas não sou professor profissionalizado na área
segredo 8 – Fui excluída pelo MEC indevidamente
segredo 9 – Adivinho os professores que são colocados em certas escolas
segredo 10 – Concorro só até 50 km de casa por sofrer de saudades
segredo 11 – Sou o confidente do diretor
segredo 12 – Concorri a nível nacional e fiquei de fora
segredo 13 – Fui colocado em mais de 3 horários
segredo 14 – Só fiquei colocada a 700 Km de casa

Quer partilhar o seu segredo?

Mentir é feio

Lula da Silva costuma dizer que governar bem é fazer o óbvio e o processo de colocação de professores é um daqueles que é tão simples que não é fácil entender de onde vem tanta confusão.

Como já antes escrevi, enquanto o concurso é nacional, corre tudo bem. Quando o Governo resolve introduzir outras variáveis no concurso, então está o caldo entornado.

A explicação é simples: para os concursos dos professores dos quadros, nas escolas “normais” o MEC faz uma lista (de graduação) em que entram apenas dois factores – nota de curso e o tempo de serviço. Simples e eficaz. Completamente aceite por toda a classe como o mecanismo mais eficaz de criar uma lista ordenada.

Quando chega à fase de escolher os professores contratados, Passos Coelho resolve inventar e introduz outras variáveis, nomeadamente nas candidaturas às escolas TEIP (“mais complicadas”) e às escolas com Autonomia (uma coisa que não existe).

E a prova de que o erro está no concurso “especial” resulta deste facto – o concurso dos professores dos quadros não deu erro e o concurso que colocou docentes a contrato nas escolas “normais” está fechado também sem erros.

Só há erros onde Passos Coelho resolveu inventar.

Perante o erro, há duas semanas atrás no Parlamento, um personagem de quem me recuso a dizer o nome, pediu desculpas e acrescentou duas afirmações mais: vamos corrigir o erro e nenhum professor será prejudicado.

Pois, está visto como são sentidas e honestas as palavras dos homens de confiança de Passos Coelho.

E, se me permitem, esta reflexão vai direitinha para Pedro Passos Coelho uma vez que não há Ministro da Educação:

– a Joana é uma mulher com 30 anos. Tem um filho com 5 e vive em Espinho. Foi colocada na Amadora. Tirou o filho do Jardim de Infância aqui no Norte e rumou a sul, montou uma casa nova e começou a dar aulas na sua nova escola. O filhote teve que se adaptar a uma nova realidade. Hoje, a mãe do Pedro, a Joana, foi chamada à Direção: és o elo mais fraco. Estás despedida.

Sabe, senhor Primeiro Ministro, o que eu estimo é o que lhe desejo. Espero que os seus filhos ou os seus netos possam sentir o mesmo que está a sentir o Pedro. E, já agora, aos seus desejo o mesmo que o senhor desejou à Joana.

Educação em estado de Citius

A justiça entrou no PC e não saiu?

Não há crise, suspende-se.

No caso dos Profs, saiu quem não devia?

Não há crise, anule-se!

Há alunos sem aulas. Muitos!

O país tem acompanhado com particular apreensão o processo de colocação de professores. É verdade que tem dado mais atenção à casa dos segredos, mas talvez a certeza de que ainda há uns milhares de alunos sem aulas ajude a perceber que deve haver um conjunto bem significativo de famílias que percebe o alcance do que está a acontecer.

Se por um lado, Nuno Crato causou prejuízos aos Professores, as consequências que todo o processo está a ter na escolas e nos alunos é difícil de quantificar. Há, por todo o país, uns milhares largos de alunos sem professor, enquanto estes continuam, desempregados e desesperados, em casa sem alunos.

E, ao contrário do que diz o Marques Mendes ou quem se coloca ao nível dele, o problema não está na existência de um concurso nacional para todos os docentes. Aliás, mesmo este ano, enquanto o concurso foi nacional, nada de tecnicamente errado aconteceu. A incompetência do Sr. Ministro só se manifestou quando tentou destruir o concurso nacional e multiplicar por cada escola um processo que seria muito mais fácil de concretizar e claramente mais transparente se continuasse a ser nacional.
Neste momento o ponto de situação é simples: com o modelo criado, Nuno Crato não vai conseguir terminar o processo.
Dito isto, importa agora avançar com soluções para o problema, uma vez que os dias passam e o MEC continua sem conseguir desatar o nó.

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Saiu a reserva de recrutamento 2

apesar de Nuno Crato continuar a dizer que está tudo colocado. Afinal havia outra verdade

Listas de colocação de Professores

Agora é a correr para começar as aulas

Professores Contratados

Esperam e desesperam com o dedo no F5!

Somos TODOS contratados

Em 1999, por ocasião das comemorações do 25 anos de Abril tive oportunidade de questionar pessoalmente o Engenheiro Guterres sobre a inexistência do subsídio de desemprego para os professores.

(confesso que só agora, ao ver estas imagens, me apercebi de uma confusão inicial, a que fui, claro, alheio)

Poderia até escrever que não nascemos hoje para a questão dos professores contratados e desde cedo percebemos que a luta pelo emprego não se fazia pelo lado dos contratados, mas pelo lado de acrescentar escola à Escola, isto é, só haverá mais emprego docente numa Escola Pública mais ampla, com mais e melhor oferta. Foi isso que aconteceu nos anos seguintes com a criação, por exemplo, do Estudo Acompanhado ou da Área de Projeto. Foi assim que Portugal teve mais de 150 mil professores.

Depois disso, longas lutas se seguiram por um direito que nos parecia óbvio. Foi uma luta ganha, fundamentalmente, porque conseguimos envolver a classe – “novos e velhos” – na sua exigência.

Um passo à frente na história docente mais recente e um outro momento em que a presença de todos foi a única forma de vencer – as manifestações durante a luta contra Maria de Lurdes Rodrigues. Um processo semelhante ao que foi vivido nas recentes greves de junho.

Apresento estes três momentos porque têm uma dimensão em comum: são momentos em que a luta dos professores produziu resultados. Foram momentos em que todos estiveram do mesmo lado.

Por isso, entendo onde querem chegar, mas creio que estão a ir pelo caminho errado e, pior ainda, estão a escolher mal o alvo.

Professores: os do quadro, os de qzp e os outros

Os concursos de professores acabam por ser uma das marcas do fim do verão – se os santos populares nos informam da DSC01899chegada do descanso, as filas nos centros de emprego empurram as nossas memórias para o fim das férias.

E este ano foi marcado pelo alcançar de um sonho de qualquer gestor de trazer por casa, daqueles que por estes dias enchem os gabinetes dos nossos ministros: o desemprego total.

Mas, os concursos de professores trouxeram outras trapalhadas, cujas consequências estão ainda por apurar, pelo menos, no que diz respeito à vida de cada um dos envolvidos. [Read more…]

Concursos de Professores

Finalmente! A pouco mais de um mês do arranque de mais um ano lectivo, o MEC finaliza a primeira parte dos concursos de Professores – são as listas que permitem ver quem mudou de escola (entre os efectivos) ou se houve alguém que tivesse entrado nos quadros.

Eu sei…

… É difícil perceber. Mas será para perceber?!

Concurso de Professores começa a 23

Está publicado o aviso de abertura do concurso de professores. Neste momento e antes de leituras mais atentas, ficam as datas mais importantes:

“A candidatura é feita em dois grupos cujo calendário é o seguinte:

1 — Primeiro grupo, letras A a K:  10h de 23.04 às 18h 03.05;

2 — Segundo grupo, letras L a Z —   10h de 26.04 às 18h 07.05;

Boa sorte!

Concurso de Professores

Confesso que o meu estado de alma não me permite contribuir com algum tipo de trabalho útil para a comunidade docente que frequenta esta coisa da blogosfera – há muita gente que dedica e bem, o seu tempo a fazer contas – como diz um amigo, se alguém faz melhor que tu, …

Sinceramente, apetece-me apenas subscrever o que diz Mário Nogueira:

“Este é o desfecho natural do trabalho do ministro [da Educação] Nuno Crato e do secretário de Estado. Este concurso é mais um passo no sentido do que o Ministério da Educação quer: destruir a escola pública”, é “uma fraude e uma pouca vergonha”, afirmou Mário Nogueira, gracejando que aqueles governantes “vão ser agraciados pela ‘troika’ com uma medalha”.

E tentar explicar aos não professores o que se passou hoje: [Read more…]

Concursos de Professores começam a 22

Sendo que para a maioria serão um exercício de retórica

Listas de colocações do Concurso Extraordinário

MEC acaba de divulgar as listas de colocação do concurso extraordinário.

Confesso que estou surpreendido!

Concurso Extraordinário

Vai ser anulado e a tal vinculação extraordinária já era. Querem apostar?

Já sei que o Adjunto do Ministro das Finanças, Nuno Crato, vai dizer que a culpa é dos sindicatos.

E é, de facto – é uma chatice quando somos obrigados a cumprir a Lei, não é?

As ofertas de escola

Não, ainda não – as escolas não estão a oferecer nada!hb29

Trata-se apenas do nome dado ao processo de selecção dos professores contratados pelas escolas nos dias que correm – há um professor que vai para a reforma, que fica doente, etc…, e então a escola abre um processo para escolher o “novo” docente  – a isto foi atribuído o nome de ofertas de escola.

Felizmente (digo eu!) o MEC resolveu colocar alguma ordem nestes processos e minimizou as possibilidades dos  Directores das Escolas e dos Agrupamentos, hoje fortemente envolvidos nas dinâmicas partidárias locais, poderem escolher quem queriam. Uma vezes até poderia ser pelos melhores motivos, mas em parte significativa dos casos conhecidos a amizade era um bom motivo… [Read more…]

Concurso para profs e formadores do IEFP

Se querem a minha opinião, a estratégia do Governo é simples: despedir formadores e colocar nos seus lugares as sobras dos quadros de pessoal docente (horários zero) do MEC. Mas aí está o concurso – acaba amanhã.