E os espanhóis sabem disso?

Bem sei que o coordenador de Transportes da Comissão Europeia enviou uma carta ao ministro da economia português e à sua homóloga espanhola, mas já vi tanta coisa negociada, renegociada, abandonada, retomada sempre com prejuízo para o erário público e satisfação de alguns interesses privados, que não me admiraria que o comboio chegasse à fronteira e não coubesse nos carris.

Coitadinhos dos privados, lá teriam que ganhar mais uns milhões a construir uma plataforma de transbordo em alta velocidade e ficariamos com mais um elefante branco nas mãos, sem préstimo nem utilidade.

Por falar em elefantes brancos: o aeroporto de Beja recebeu 2568 passageiros num ano de actividade. Custou 35 milhões de euros, mais custos de manutenção e de operação. Havia uns líricos – que deviam ir presos – que previam tanto tráfego que exigiria ainda um investimento adicional de 39 milhões de euros. Conheça a história rocambolesca de um aeroporto oferecido às moscas, mosquitos e a outros voadores de pequena dimensão.