
Está a acontecer um fenómeno triste, revoltante e digno de análise, que não é novo nem parece ter as causas que os avençados da embaixada de Israel tentam vender em alguns órgãos de comunicação social.
O anti-semitismo está a aumentar.
Qual será a causa?
Não tenho como provar a minha hipótese, mas julgo que este aumento poderá estar relacionado com o genocídio em Gaza, com a ocupação violenta da Cisjordânia e com a terraplanagem em curso no Sul do Líbano. O ser humano, em condições normais, não lida bem com a morte em massa de inocentes, sobretudo quando há crianças massacradas nesta equação demoníaca.
Mas o problema há muito que galgou as margens dos conflitos armados em que Israel está envolvido. A brutalidade do regime israelita vai muito para lá da questão palestiniana. Um bom exemplo disso mesmo é este: em Jerusalém há um aumento da violência de fundamentalistas sionistas contra freiras e padres católicos, alvos de perseguições e agressões na via pública, para toda a gente ver. A impunidade é tal que são os agressores quem filma e publica estes abusos nas redes sociais, que incluem cuspir e vandalizar as fachadas de igrejas católicas da Cidade Santa.
Se todos os judeus são responsáveis por estes acontecimentos?
É claro que não.
Tenho até a sensação de que a maioria dos judeus os repudia.
Mas quando se aplica a isto a lógica maniqueísta que impera no debate político, alimentada sobretudo por regimes extremistas como o israelita ou o iraniano, é fácil de perceber como é que as decisões de um governo ou de um grupo dominante são transformadas em culpa colectiva.
Mas é interessante verificar que o mesmo se passa com os muçulmanos e com a islamofobia. Também com estes, as acções condenáveis de grupos ou governos se transformaram em culpa colectiva. O fundamentalismo islâmico, a imposição da sharia ou o tratamento cruel a que se submetem as mulheres são fontes de islamofobia.
Se todos os muçulmanos são responsáveis por estas brutalidades?
É claro que não.
Tenho até a sensação de que a maioria dos muçulmanos as repudia.
Mas os muçulmanos, como os judeus, são também vítimas da narrativa maniqueísta.
Quem é, então, o culpado?
O culpado é outro grupo, inorgânico, que prospera e se fortalece com as divisões e conflitos que esta lógica maniqueísta produz. Que lucra com o ódio, a venda de armas, a instabilidade nas bolsas ou o aumento do preço do petróleo. Exactamente em quem está a pensar, caro leitor.
Porque, repare, a maioria dos muçulmanos, como dos judeus, cristãos ou budistas, só quer fazer a sua vidinha em paz e que não lhe chateiem muito a cabeça. Que era exactamente o que aconteceria num mundo livre de comerciantes do caos. O problema é o caos ser tão lucrativo. Resta descobrir como nos livramos dos parasitas cuja prosperidade aumenta de mãos dadas com a miséria, a guerra e a morte.







ISRAEL TEM QUE DESAPARECER 🫥 URGENTEMENTE
Financiam a extrema-direita, orgulham-se de controlar a narrativa nos média e dos governos, celebram um holocausto em nome de todos os judeus sobre a cruz de David, é natural que o anti-semitismo vá aumentando. Mas com isso está bem a gente dos valores ocidentais, desde que não critiquem a colónia, senão é para bater até se calarem, de uma maneira ou de outra.
E o Irão, tão mau por se defender interna e externamente desta gente! Deviam ter deixado os terroristas livres para alívio da consciência da esquerda colaboracionista civilizada.
Vai ver as sondagens em Israel, Mendes. A esmagadora maioria apoia o genocídio e orgulha se dele.
E não se trata de anti semitismo mas se anti sionismo. Os árabes também são semitas e os sionistas matam nos como cães.
E se queres que te diga também não tenho grande simpatia por uns religião que diz aos seus fiéis que sao eleitos de Deus e superiores a todos os outros, os gentios, por religião e também por sangue embora este último ande desbotado por muitas conversões por conveniência. Alguns responsáveis israelitas parecem bem arianos.
E vao chamar anti semita ao diabo que os carregue.
O uso do termo “genocídio” para qualificar a repressão pelo governo de Israel dos genocidas (esses sim, e declarados) do Hamas e do Hezbollah é como uma tatuagem dos anti-semitas e um exemplo de escola da newspeak da esquerda. Tratar-se-ia do único genocídio da história em que as vítimas decuplicaram desde que começou (de 700 mil em 1948 para mais de 7 milhões agora). O bombardeamento de Gaza foi excessivo? Certo (não tanto como as das cidades alemãs e japonesas, e não consta que a II Guerra Mundial tenha sido ganha por genocidas). Bibi é um criminoso? Certo. Ben Gvir e Smotrich são, para além disso, racistas? Certo. Usam a desculpa do Hamas e do Hezbollah para se manterem no poder e destruir o processo de paz? Sem dúvida, fazem-no desde que o Hamas começou a matar judeus, em 1989, e desde que o Hezbollah ocupa o Sul do Líbano e o usa para bombardear Israel, em 2000. Mas, juntos tiveram 34% dos votos nas últimas eleições. Governam porque os árabes israelitas o centro e a esquerda não se entendem, porque o Bibi é um Pedro Sanchez com misseis, e porque a interminável reserva de estupidez dos palestinianos e dos seus apoiantes (sinceros ou oportunistas) lhes dá alimento (Abba Eban, 1973).
Oh pá, nivelar Gaza foi um bocadinho excessivo, chacinar os jornalistas e famílias, violar prisioneiros com cães, fazer um bloqueio à entrada de alimentação e medicamentos, bombardear novamente os locais para chacinar médicos e socorristas, fazer um campo de tiro naquela coisa da “ajuda humanitária” americana, isso já está tudo bem. Mau é raptar soldados ocupante dos tanques onde pacificamente estão. Ainda por cima ainda votam em quem resiste a isto invés de prometer dois estados para meter dinheiro ao bolso e ir dormir descansado sem fazer nada por isso.
O uso do termo genocídio está mais do que justificado por organizações que vão da ONU ao B’Tselem, por sobreviventes do holocausto a médicos que se deslocam sobre ameaça para tentar ajudar sem que possam ter meios. Mas use o termo que quiser para o acto de “limpar a relva” de todos os nativos com o apoio da larga maioria da população que até para as aulas de aérobica fazem com os populares hinos de “morte ao árabe”, e que sonham com um etno-estado do Nilo ao Eufrates depois de destruir todos os vizinhos – onde já falam da Turquia, porque a NATO é mesmo uma coisa séria.
A verdade é que os sionistas sabem tudo isto. Só estão é a favor porque concordam que os outros não são pessoas.
A ONU é aquela organização onde a Comissão dos Direitos Humanos incluiu, nos últimos anos, a China, a Rússia, o Irão, a Arábia Saudita, o Zimbabwe do Mugabe, a Síria do Bashar e o Sudão do Al-Bashir? Ah, se esses dizem que é genocídio, deve ser – porque disse percebem eles. Quanto aos “observatórios” da extrema-esquerda, como os do B’Tselem, seria injusto que Israel não tivesse direito à sua quota (4 deputados, a fazer lembrar Portugal, sendo que, tal como cá, apesar disso, estão sempre a aparecer a dizer coisas, pintar paredes e editar páginas da Wikipedia). Ou seja, a distância “entre os que usam o termo genocídio”, é aquela vai a proa à popa de um barco da “flotilha Global Sumud”. PS: Israel já ocupou Gaza, toda a Cisjordânia e até todo o Sinai. Saiu de lá porque quis (as razões são discutíveis), não porque fosse obrigado. Mas de que valem os factos, para que reza pelos Protocolos dos Sábios de Sião.
Claro, tal como os EUA quiseram sair do Vietname, o Reino Unido da Índia, ou Portugal de Angola, vieram embora depois de matar uns terroristas, pois claro.
Quanto a organizações, podemos sempre ouvir quem considera todos os árabes e muçulmanos sub-humanos, o mundo fora do ocidente um pântano, que arranja sempre desculpas para massacres que não tinham acontecido, e que afinal mereciam e porquê que ainda estamos a falar nisto, etc.
A definição é o que é, a intenção e os actos são claros e assumidos, e ainda mais claros com as maravilhosas possibilidades de tradução automática. Não é por acaso que a defesa já nem consegue ser legal ou moral, são ataques legalistas, à credibilidade, e, quando não chega, o suborno e a ameaça.
Há quem ache quem basta trocar os cabecilhas, como se houvesse oposição política relevante interna ou externa, e não colaboração de todo o ocidente a censurar com toda a violência; ou pode ser de apoio, mais assumido ou a fazer de conta que há mais do que racismo e imperialismo sobre os untermensch que não obedecem.
O mundo está a ver, e não vai ter pena da gigantesca crise europeia causada pela submissão quando nem a luz conseguir ligar.
Porque quis não, apenas porque não consegui impedir a perda de soldados e material de guerra e para encantar pategos como tu.
O que Israel está a fazer e genocídio e ia faze lo em qualquer lugar do planeta onde fosse plantado.
Da graças por aqui não haver petróleo ou talvez eles decidissem que a sua terra prometida era Sefarad e o Ocidente aceitasse.
Hoje seríamos nos a ser massacrados meu querido idiota inútil.