Aeroporto de Beja

Umas quantas fotos.

E os espanhóis sabem disso?

Bem sei que o coordenador de Transportes da Comissão Europeia enviou uma carta ao ministro da economia português e à sua homóloga espanhola, mas já vi tanta coisa negociada, renegociada, abandonada, retomada sempre com prejuízo para o erário público e satisfação de alguns interesses privados, que não me admiraria que o comboio chegasse à fronteira e não coubesse nos carris.

Coitadinhos dos privados, lá teriam que ganhar mais uns milhões a construir uma plataforma de transbordo em alta velocidade e ficariamos com mais um elefante branco nas mãos, sem préstimo nem utilidade.

Por falar em elefantes brancos: o aeroporto de Beja recebeu 2568 passageiros num ano de actividade. Custou 35 milhões de euros, mais custos de manutenção e de operação. Havia uns líricos – que deviam ir presos – que previam tanto tráfego que exigiria ainda um investimento adicional de 39 milhões de euros. Conheça a história rocambolesca de um aeroporto oferecido às moscas, mosquitos e a outros voadores de pequena dimensão.

Um mundo de elefantes brancos

Que o Brasil ande deslumbrado com a sua nova condição de potência emergente, parece-me natural. Que o deslumbramento o leve a cometer os mesmos erros de muitos “novos-ricos”, parece-me pouco inteligente.

Há uma certa tendência para o exagero e para a celebração de nacionalismo bacoco na organização de grandes eventos mundiais. Os exemplos de Portugal, da África do Sul, etc., etc., deviam estar presentes quando o sonho se torna megalómano.

Mas acima de tudo, instituições como a FIFA ou UEFA deveriam ser mais contidas no plano das exigéncias, em vez de se portarem como uma espécie de FMI dos eventos e imporem condições tão exigentes que, para atingirem os fins a que se propõem, deixam agonizantes (ou, pelo menos, muito mais depauperados) os países que os acolhem.

Hoje dá na net: Quando éramos ricos

Quando éramos ricos, quando o dinheiro parecia que não ia acabar, quando pensávamos que tudo era para sempre, fizemos as melhores escolhas? Gastámos bem o dinheiro? Fomos prudentes? Inteligentes? Cautelosos? Ou delapidámos e acrescentámos problemas aos problemas por vir, despesa futura à despesa passada?

Quando éramos ricos passa-se aqui ao lado, em Espanha. E cá? À nossa escala, fomos diferentes quando pensavamos que éramos ricos?

Pornografia (11)

Melhor dizendo: prostíbulo. Lupanar, se preferirem.

Aeroporto de Beja: 164 passageiros em 3 meses

aeroporto de beja

No aeroporto de Beja não há sorriso que se veja na chegada nem amante que se beija na despedia porque, simplesmente, não há passageiros.

Já agora, na notícia do Expresso, «em 2007, o aeroporto de Beja previa atingir, entre partidas e chegadas, uma média de 178 mil passageiros em 2009, que poderiam aumentar até 1,8 milhões em 2020, segundo as previsões da empresa EDAB, responsável pelo projeto». É oportuno lembrar um outro elefante branco prestes a ser construído e que também terá milhões de passageiros… no papel: o TGV.

As pessoas que tomaram conta do Estado e que gastam dinheiro desta forma têm nomes. Até quando vai ser possível continuar com esta impunidade? A punição eleitoral é manifestamente pequena quando decisões autistas, mas fundamentadas em imensos estudos convenientes, nos afectam durantes décadas.