Wagner nasceu há duzentos anos

τῶν ὄντων τὰ μέν ἐστιν ἐφ᾽ ἡμῖν, τὰ δὲ οὐκἐφ᾽ ἡμῖν

Um rápido intervalo na atribulada semana de Estrasburgo, para celebrar o segundo centenário do nascimento daquele que é o mais fulgurante, inovador e talentoso compositor de que há memória. A minha entrada no maravilhoso mundo de Wagner foi através d’O Piloto do Navio Fantasma, de Adolfo Simões Müller, para depois me embrenhar na floresta encantada da obra, um caminho, felizmente, sem retorno. Obrigado, Wagner, pelo Fasolt e pelo Fafner e por todo o Ouro do Reno, pelo Siegfried, pelas Valquírias (pois, o Apocalypse Now), pelo Crepúsculo, pelos Mestres Cantores, pelo Tannhäuser, pelo Lohengrin (toda a gente conhece o Lohengrin), pelo Rienzi, pelo Parsifal, pelo Navio Fantasma. Obrigado, Wagner, pela Waltraud Meier. Obrigado, Cosima, pelo Siegfried Wagner. Obrigado, Wagner, pelo primeiro texto que li do Nietzsche. Obrigado por tudo. É verdade: parabéns!

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Richard e Cosima Wagner (1872)

Actualização (23/5/2013): Um leitor do Aventar, aparentemente meu homónimo, escreveu o seguinte: “Imperdoável esquecer-se do Tristão e da Isolda”. Sem ter pretendido ser, como se diz por aí, exaustivo, quando agradeço a Waltraud Meier, é à Isolda que me refiro (“Obrigado, Wagner, pela Waltraud Meier“). Esclarecido este ponto, muito obrigado pelos excelentes comentários. Aproveito para acrescentar as Wesendonck-Lieder (obrigado, Wagner, pelas Wesendonck-Lieder – não consensuais, como sabemos) e deixar aqui uma preciosidade.