Cáritas de Lisboa apenas envia 16% dos fundos recolhidos para apoio aos pobres

É o que ouvi há pouco na reportagem da RTP3. Muito bem esteve Anselmo Borges, padre, ao comentar a reportagem, mostrando-se perplexo com a situação e afirmando que, se este número for verdade, então há que investigar o que é que se passa. E que o dinheiro tem que ir para o fim para o qual foi recolhido. Que isto assim não pode ser. Que o dinheiro tem que ser entregue imediatamente.

16% apenas! Tostões para os pobres, fortuna para os empreendedores da caridade, pomposamente pertencentes a uma tal economia social, mas que, na verdade, é um negócio que foi potenciado durante o mandato do anterior governo, como se ilustra a seguir em alguns recortes.

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Cáritas de Coimbra e Setúbal também têm milhões em bancos

É a miséria da sumptuosidade.
Será difícil uma auditoria rigorosa ao Terceiro Sector, uma vez que é muito ampla, poderosa e politicamente diversificada a rede de interesses nele instalada. Mas isto é o grau zero da falta de escrúpulos. Uma das mais ignominiosas formas de negócio, que sob a aparência de beneméritos e altruístas projectos sociais, educativos e assistencialistas, se alimenta directamente das dificuldades e do sofrimento dos mais fracos.

A Cáritas de Setúbal, por seu lado, conta com dois centros sociais com serviços de apoio a doentes com sida, pessoas sem abrigo, creche, pré-escolar e ATL, um centro de acolhimento para crianças em perigo, um centro comunitário com várias valências, uma creche, um jardim de infância e um ATL.

 

Notícia de José António Cerejo, PÚBLICO

A economia da pobreza

JN, 20/11/2016

JN, 20/11/2016

O senhor padre Lino Maia queixa-se, nas páginas do JN de ontem, das dificuldades por que estão a passar as IPSS a cuja federação o senhor padre preside. Tem razão.

O Governo da República deveria assumir na plenitude os seus deveres sociais, nomeadamente através do serviço público de Segurança Social, permitindo ao senhor padre Lino Maia dedicar-se ao ofício divino que lhe é próprio e abandonar este sector empresarial que tanto cresceu nos tempos pecaminosos da Troika. De resto é hora de olhar com olhos de ver para os negócios da miséria, conhecidos pelo pomposo nome de Terceiro Sector ou Economia Social, onde pelos vistos há 250 mil trabalhadores a viver da pobreza alheia.

É dever do Estado assistir os seus cidadãos em dificuldades e não ajudar a florescer uma actividade económica cuja prosperidade depende dessas mesmas dificuldades.

O Cavalo de Tróia da Economia Social

Quem estivesse atento aos protestos dos colégios privados, teria reparado numa certa desproporção entre a intensidade e a amplitude desses protestos e o efeito real das medidas tomadas pelo Ministro da Educação que, na verdade, afectam apenas uma pequena parte do conjunto de instituições privadas de ensino com contrato de associação.

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