Cáritas de Lisboa apenas envia 16% dos fundos recolhidos para apoio aos pobres

É o que ouvi há pouco na reportagem da RTP3. Muito bem esteve Anselmo Borges, padre, ao comentar a reportagem, mostrando-se perplexo com a situação e afirmando que, se este número for verdade, então há que investigar o que é que se passa. E que o dinheiro tem que ir para o fim para o qual foi recolhido. Que isto assim não pode ser. Que o dinheiro tem que ser entregue imediatamente.

16% apenas! Tostões para os pobres, fortuna para os empreendedores da caridade, pomposamente pertencentes a uma tal economia social, mas que, na verdade, é um negócio que foi potenciado durante o mandato do anterior governo, como se ilustra a seguir em alguns recortes.

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Cáritas de Coimbra e Setúbal também têm milhões em bancos

É a miséria da sumptuosidade.
Será difícil uma auditoria rigorosa ao Terceiro Sector, uma vez que é muito ampla, poderosa e politicamente diversificada a rede de interesses nele instalada. Mas isto é o grau zero da falta de escrúpulos. Uma das mais ignominiosas formas de negócio, que sob a aparência de beneméritos e altruístas projectos sociais, educativos e assistencialistas, se alimenta directamente das dificuldades e do sofrimento dos mais fracos.

A Cáritas de Setúbal, por seu lado, conta com dois centros sociais com serviços de apoio a doentes com sida, pessoas sem abrigo, creche, pré-escolar e ATL, um centro de acolhimento para crianças em perigo, um centro comunitário com várias valências, uma creche, um jardim de infância e um ATL.

 

Notícia de José António Cerejo, PÚBLICO

A miséria da riqueza

O Jornal PÚBLICO teve que recorrer ao Tribunal para ter acesso a informação financeira de divulgação pública obrigatória, mas que lhe foi sonegada pela Cáritas de Lisboa e pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSS).

Hoje o jornal dá notícia de que a IPSS criada para ajudar os pobres, tem depósitos bancários no montante de 2,4 milhões de euros e 320 mil euros investidos em obrigações. Possui ainda imóveis cujo valor ascende a 1,4 milhões de euros.

No ano de 2014, a Cáritas obteve um lucro líquido de 119 mil euros, tendo gasto 147 mil euros na ajuda aos pobres, do quais apenas 11.314 euros sairam do seu próprio bolso, pois os donativos particulares recebidos ascenderam a 325 mil euros.

Além de ter obtido a informação só depois de recorrer a instâncias judiciais, o PÚBLICO dá nota de que as contas da Cáritas não batem certo, pois verifica-se que os apoios dirigidos para ajuda directa aos pobres é ainda mais residual do que o que se depreende das contas apresentadas ao MTSSS. Terá sido em razão destas e de outras incongruências que foi apresentada uma queixa junto do Ministério Público, queixa que já originou a abertura de um inquérito.

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Aprende Isabel Jonet

Presidente da Cáritas teme pobreza incomportável e defende estado social.