Vamos ajudar o Igor a ir ter com o Pai?

aqui  e aqui vos falei do Igor e da sua família.

Vou acompanhando o caso dele conforme posso, muito raramente lá comunico com a mãe-coragem deste menino e infelizmente não posso ajudar esta família como gostaria de o fazer.

O que me leva a escrever este post é o facto desta família estar separada há muito tempo – demasiado tempo – e as crianças, sobretudo o Igor, sentirem muito a falta do pai.

Alguém imagina o que é viver com uma criança que constantemente chama pelo pai, quer o pai e não compreende que o pai não está ali, não pode estar ali porque tem que trabalhar noutro país para garantir ao seu filho alguns dos apoios que o Estado deveria por obrigação dar-lhe? Eu não imagino. Tenho duas filhas felizmente saudáveis, e não imagino como seria sermos uma família separada. Se a mim me custa tanto só pensar nessa possibilidade, nem imagino aquilo por que a mãe do Igor e da irmã passa.

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O pai do Igor teve que partir

igor I
Não conheço o Igor. Tampouco conheço o pai, a mãe e a irmã dele, mas tenho acompanhado o caso desde há uns tempos.
Há imensas crianças que necessitam de ajuda, com problemas gravíssimos e raros. Não sei por que motivo me senti tão tocada por este menino. Talvez por ser próximo em idade da minha filha mais nova, talvez por ser apoiado por uma associação com a qual colaboro, talvez porque o seu olhar doce me emociona e me revolta contra a injustiça de tudo o que este bebé já sofreu.
O Igor sofre de uma doença muito rara, o Síndrome de Costello. Para além de todos os exames, consultas, tratamentos e afins a que tem que se submeter, o Igor necessita, pelo menos durante seis meses, de terapias cujo custo diário é de cinquenta euros.
Não sei, não imagino, como sem ser rico se pode viver a pagar aquele valor. Para além de tudo o resto. É que, por muito que não nos interesse, aos nossos desgovernantes não interessa mesmo nada, as famílias das crianças doentes também pagam renda ou prestação de casa, também gastam electricidade e gás, também comem (imagine-se o desplante!), também necessitam de cuidados médicos, também, também, também… [Read more…]