Bolsominions sadomasoquistas

A esmagadora maioria dos imigrantes brasileiros em Portugal votou no candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro.

A esmagadora maioria dos imigrantes brasileiros em Portugal, sujeitos a décadas de violentos insultos, preconceito e estereotipação, votou num tipo que se refere a migrantes de países pobres como “escória do mundo”.

Será que eles compreendem que, caso Portugal caísse no erro de eleger um troglodita como Bolsonaro, o risco de serem quase todos perseguidos e/ou corridos daqui disparava de forma vertiginosa?

Ou será que a propaganda do fascista lhes esvaziou o cérebro?

Em todo o caso, seria boa ideia espreitarem as simpáticas mensagens que o PNR lhes vai dedicando. Assim, já ficam a perceber com o que contam e no que votaram.

O mito do emprego

A ler, no “Ladrões de bicicletas“.

“Para quem se exalta com que o que se passa no emprego em Portugal, conviria olhar para o gráfico [seguinte]” João Ramos de Almeida

El Sueño Americano

roupas_migrantes

[Helena Ferro de Gouveia]

Estas imagens são retiradas da conta de Instagram do fotógrafo norte-americano Tom Kiefer. Chama-lhes “ El Sueño Americano”.
As posses dos indocumentados, consideradas “não essenciais” são confiscadas, incluindo brinquedos de crianças, bíblias, rosários e roupa.
Nenhuma roupa para trocar é permitida aos migrantes detidos na fronteira norte-americana, nem mesmo roupa interior ou cobertores.
América 2018.
(E não me venham para aqui com o discurso de que os pais usam as crianças para a fuga, se vocês estivessem desesperados e deixassem tudo para trás deixariam os vossos filhos ?

Proteger as fronteiras? Sim, nunca desta forma, com esta indignidade. Falamos de humanos, com um coração que bate como o nosso )

Façam-me um favor e partilhem até à exaustão esta indignidade.

Donald Trump e o IV Reich

Fotografia: John Moore/Getty Images@Vox

O mundo dito democrático, e os americanos em particular, estão a condescender em demasia com o governo fascista liderado por Donald Trump. Paralelamente, a nova extrema-direita ocidental, camuflada sob vestes liberais e conservadoras, começa a sair do armário, a ganhar terreno no Velho Continente e a mobilizar-se pela segregação, aproveitando o advento do trumpismo para revelar a sua verdadeira face, racista, xenófoba, persecutória e apologista da violência. Não é preciso ir muito longe para ver isso, bastando para tal passar em algumas colunas de opinião de “jornais” como o Observador ou o Correio da Manhã, ou em blogues bem conhecidos, onde felizmente ainda escrevem autores sérios, como o Blasfémias ou o Insurgente.  [Read more…]

Marco António Costa é muito fraquinho

Que coça impressionante o homem levou. Espanta que tenha o destaque que tem no partido. Pela oratória e argumentação não será, certamente.

A actualização da foto (alternativa) de capa de Carlos Abreu Amorim

Um destes dias, um leitor alertou-me para uma actualização facebookiana peculiar. O deputado Carlos Abreu Amorim tinha uma nova foto de capa mas a dita não era propriamente nova. Ou tampouco uma foto. Era um print screen de uma peça da RTP sobre a emigração pós-troika, de Outubro de 2012, e o jovem na imagem, escolhido pelo social-democrata para forrar o topo do seu perfil no Facebook, tinha acabado de escrever uma carta ao então presidente Cavaco Silva. Uma carta onde afirmava sentir-se expulso do país. Um país governando por Pedro Passos Coelho, que Abreu Amorim apoiou incondicionalmente.  [Read more…]

Os Dias de Gatwick

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Johnny English

Aqui na ilha, tudo na mesma.
Trabalhamos quatro dias seguidos, depois mais três dos supostos quatro de folga. Depois mais quatro, e por aí fora. Já não nos lembramos de ter dois dias seguidos de folga…
Os comboios andam sempre atrasados ou nem andam por falta de pessoal e conflitos laborais insanados.
Amanhã o dia começa um pouco antes de brotar a luz, às 03h45. O habitual.
Hoje um americano deixou uma libra de gorjeta. É de estranhar porque os americanos ficam sempre muito indignados por terem que pagar os serviços como qualquer mortal.
Os franceses, os espanhóis, os italianos, os espanhófilos e outros tentam falar inglês.
O café no geral é mau ou péssimo. Resta o Dijo, o café luso da Station Road.

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O Mundo de Camões segundo o Jornal de Notícias

Terras de Camões

 

O Jornal de Notícias de hoje, dia da Final do Campeonato da Europa de Futebol, publica um mapa que pretende descrever a distribuição dos emigrantes portugueses pelo mundo.

Além de apresentar números errados, que totalizam cerca de 2 milhões de emigrantes, quando, na verdade, há mais de 2,5 milhões de portugueses espalhados pelo mundo, crescendo esse número para o dobro (5 milhões) se forem, como é devido, contabilizados os descendentes, o mapa do Jornal de Notícias omite estranhamente a Venezuela e Macau.

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Emigração: a estratégia versus a declaração

costa profs frança

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Desmontar a propaganda nunca é fácil. Por reduzir a realidade a mensagens simplistas, torna-se necessário recuperar a totalidade dos factos para se descobrir a careca. [Read more…]

A emigração, ainda como arma de arremesso

Em Dezembro de 2011, Passos Coelho apontou a emigração como solução para os professores desempregados. Passados estes anos e com um novo governo, eis que António Costa recorre a argumentação semelhante para os mesmos profissionais.  Um olhou para os PALOP, o outro para França. Enfim, triste sina a de se ter que sair do país para se ter trabalho. Mas, ainda assim, há uma nota substancialmente diferente: o contexto. Enquanto que Passos Coelho exultava a que os portugueses saíssem da sua zona de conforto, Costa falava de um compromisso, feito pelo Presidente francês nas celebrações do 10 de Junho, para “desenvolver o ensino da língua portuguesa em França”. É um detalhe para quem emigra, mas as palavras de Passos Coelho não foram de circunstância, mas sim decorrentes de uma série declarações, proferidas por diversos membros desse governo, com o objectivo explicito de apelar à emigração como solução para o desemprego.   [Read more…]

Os professores do privado também são piegas, Passos?

piegas

Numa célebre entrevista dos tempos sombrios em que presidiu ao Conselho de Ministros, Pedro Passos Coelho tem uma afirmação que ficaria para sempre ligada à sua acção governativa e que nos diz muito sobre a sensibilidade social do ex-primeiro-ministro. Líder de um governo que promoveu como poucos a precariedade na escola pública, Passos aconselhava os professores desempregados a emigrar. E muitos não tiveram outra alternativa que não fosse seguir o amável conselho. O tempo não estava para pieguices. [Read more…]

Bispos

A Conferência Episcopal está preocupada com “4 mil professores” dos colégios privados cujo emprego “está em risco”. 

Onde estava a Conferência Episcopal quando o anterior governo os mandou emigrar?

Transporte de emigrantes portugueses – relato na primeira pessoa

Mini bus

Joel Martins

Introdução: Sou filho de emigrante, e eu próprio já fui emigrante várias vezes, ainda que em curtos espaço de tempo.

Esta introdução serve para atenuar as críticas que se irão seguir pelo que vou escrever.

Há dois motivos muito simples para isto acontecer (o transporte de emigrantes da França e da Suíça para Portugal em mini-bus ou carrinhas ligeiras de transporte de mercadorias adaptadas):
1. A capacidade de carga: o emigrante quando vem de férias traz a mala cheia de chocolates, rebuçados, e um salpicão comprado em Espanha. É certo que se podia comprar isto num qualquer intermarche, mas recordo-me da emoção de ver o que o meu pai trazia no saco quando chegava de férias, por menos que fossem umas botas “made in portugal” compradas em França, true story …..
2. A comodidade: as “carrinhas” apanham os passageiros em casa, e largam-nos em casa, dado que muitos dos nossos emigrantes são de zonas remotas que ficam a centenas de km’s dos aeroportos.

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Rankings que lideramos

Migrants

Segundo este artigo da Forbes, que cita um estudo da OCDE, Portugal é o membro desta organização que ocupa o terceiro lugar no ranking referente à percentagem da população nativa a viver no estrangeiro: 14%. Na União Europeia lideramos o ranking dos países com a taxa de população emigrada mais alta. Resta agradecer a Pedro Passos Coelho e restante tropa que fez o que pôde para expulsar a piegada toda daqui para fora. Já agora, aquela treta eleitoral do programa VEM, chegou a dar em alguma coisa ou confirmaram-se as previsões e não passava mesmo de propaganda barata?

Desenrasquem-se

 

Há umas boas semanas tive uma discussão sobre este artigo. Ele anuncia que a maioria dos cérebros está a fugir de Portugal porque tem emprego lá fora. A argumentação que me foi apresentada ia no sentido de demonstrar que afinal de contas, as pessoas emigram porque querem. O referido artigo é baseado num estudo que conclui que:

“Dos 1.011 emigrantes que responderam ao inquérito, 53,8% disseram que estavam empregados em Portugal quando tomaram a decisão de partir, 10,1% estavam empregados ocasionalmente (subempregados) e 36,1% estavam desempregados.”

E continuam:

“Então porque emigram os trabalhadores qualificados? Vão em busca de realização profissional. A quase totalidade dos inquiridos neste estudo (95,4%), que foi apresentado esta sexta-feira no Porto, apontou razões profissionais (carreira, realização) como o principal motivo para abandonar o país de origem, logo seguidas de razões económicas (80,6%), como melhores salários e fuga a uma situação de desemprego.”

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Outros números que o governo não quer revelar

Governo atrasou para depois das eleições a divulgação do relatório de 2014 do Observatório da Emigração (DN).

Procura-se Cidadão Português

1315/7- famille d' immigrés portugais dans bidonville de la région parisienne - 1964 ©Gerald Bloncourt

1315/7- famille d’ immigrés portugais dans bidonville de la région parisienne – 1964
©Gerald Bloncourt

Nascido em Portugal ou no ultramar nos últimos 30 a 45 anos que não tenha na sua família um único caso de emigração nos últimos 60 anos. Obrigado e podem juntar-se ao debate antes que o facebook pegue fogo.

Fundamentalismo de tijolo e cimento

RDA, Israel, EUA, Bulgária e agora Hungria. Os radicais adoram rodear-se de muros.

Emigração, uma causa de direita

emigração

Noutros tempos, uma mentira destas passaria. Hoje, há memória digital.

“Há uns quantos mitos urbanos, um deles é que eu incentivei os jovens a emigrar. Eu desafio qualquer um a recordar alguma intervenção ou escrito que eu tenha tido nesse sentido”, disse Passos Coelho ontem.

Ao minuto 2:10. E se houver dúvidas quanto ao sentido, que se ouça do início.

A ideia de mandar os portugueses emigrarem foi transversal ao governo e não um episódio isolado.

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A memória é lixada

«Cavaco. “É essencial criarmos condições para atrair aqueles” que emigraram» [E]

Onde é que estava este ser quando o governo de sua iniciativa  apelou à emigração? Para fechar o ciclo de faccioso, só lhe falta aplaudir o VEM.

Sobre o milagre do emprego V

o número de enfermeiros portugueses a trabalhar no Reino Unido aumentou cinco vezes em quatro anos” (Expresso)

Viktor Orbán, fascista assumido

Orbán Viktor; VAN ROMPUY, Herman; MERKEL, Angela; DURAO BARROSO, José Manuel

 

Viktor Orbán é uma daquelas pessoas – acho que conta como pessoa, não tenho bem a certeza – que se presidisse a um partido como o Syriza ou o Podemos seria considerado uma ameaça à liberdade e a não sei quantas coisas mais. Felizmente para ele, a opção pela extrema-direita tem-se mostrado uma escolha acertada. Governa a Hungria, agora sem maioria, mas continua em grande forma no que às melhores práticas fascistas diz respeito. E enquanto alguns dos colegas do Partido Popular Europeu (PPE) que podemos ver na foto se dedicam a evitar que o actual governo grego exista, o primeiro-ministro húngaro dedica-se a outras causas como a cruzada pela discussão da reintrodução da pena de morte na União Europeia ou o envio de imigrantes para “campos de internamento”, para serem forçados a trabalhar,

Se isto fosse na Rússia de Putin, bom amigo de Orbán, na Venezuela ou no Irão, soariam alarmes de direitos humanos, neounicórnios cor-de-rosa relinchariam em profunda indignação e o mundo estaria provavelmente perdido. Mas a Hungria do Orbán, que até já foi vice-presidente desse bastião da cultura democrática que é o PPE, não é um desses desvarios esquerdistas que nos levarão à perdição. Afinal de contas, o homem só quer poder eliminar cidadãos “inconvenientes” e criar uma versão moderna dos saudosos campos de trabalhos forçados. Puxão de orelhas e está resolvido. Entre isso e deixar os maluquinhos das reestruturações de dívida à solta, deixem andar o Orbán. Mais fascista menos fascista, este pelo menos já saiu do armário. Será que o jornal do regime também lhe arranja uma história de amor daquelas mesmo fofas e… falsas?

 

“Zona de Conforto”

Num autocarro nocturno entre a França e Portugal.

Num autocarro nocturno entre a França e Portugal, Páscoa de 2015.

“Ei-los que partem
novos e velhos
buscando a sorte
noutras paragens
noutras aragens
entre outros povos
ei-los que partem
velhos e novos

Ei-los que partem
de olhos molhados
coração triste
e a saca às costas
esperança em riste
sonhos dourados
ei-los que partem
de olhos molhados

Virão um dia
ricos ou não
contando histórias
de lá de longe
onde o suor
se fez em pão
virão um dia
ou não.”
Manuel Freire

Da série que se lixem as eleições

Afinal já há oportunidades para os jovens em Portugal. Será mais uma resma daqueles estágios que o governo usa para mascarar os números do desemprego em Portugal?

Que giro!

Apresento-vos o primeiro emigrante português residente longe da pátria. É dos lados de Ourém e disse-me pelo telefone que estava com pena de ter perdido o filme, da responsabilidade de Al Gore, ex-vice presidente dos Estados Unidos, sobre as malfeitorias que vários países, incluindo o seu, fazem à Natureza. Informo que o filme está no cineminha do meu bairro e que eu, por falta de tempo, também ainda o não vi. Acertámos ir os dois nesse mesmo fim de tarde. E fomos. As falas do Al Gore eram claras. O filme, em si, era barulhento a valer:desabamentos, ventanias, estrondos, sirenes. Nós, de olhos colados no ecran. E as sirenes que não se calavam. Até que a imagem desapareceu, as luzes se acenderam, e se ouviu uma voz calma e bem timbrada a pedir-nos que, sem pânico, mas rapidamente, saíssemos porque havia um incêndio no prédio. Íamos a meio da escada rolante quando pelo altifalante fomos avisados que devíamos ir à bilheteira receber outro bilhete, para o caso de querermos ver os quinze minutos de filme que que nos faltavam, ou para receber o dinheiro do bilhete se não estivessemos interessados. O de Ourém disparou a pergunta: “precisa de ver mais filme para saber quem são os gajos que andam a lixar o mundo?”. Reconheci que não, não precisava. Chegados ao átrio, o rapaz foi direito à bilheteira e veio de lá com o dinheiro.
Tínhamos ido ao cinema de borla. Este é o português desenrascado.

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Esta porra triste

Aos que emigraram e nos pedem notícias, acabamos a dizer: “Eu não vivo em Portugal, eu sobrevivo-lhe.” Levamos a nossa rajada diária de tiros sob a forma de notícias do caos – na saúde, na justiça, na educação, na máquina estatal. Cada jornal que lemos, cada bloco de notícias a que ainda temos estômago para assistir arrancam-nos o mesmo rosnado e impotente “Filhos da puta”. Fomos rebaixados de cidadão a contribuinte enquanto o diabo esfregava um olho. A grande máquina olha-nos com desconfiança, rotula-nos de prevaricadores, trata-nos com soberba e desprezo, cospe ordens de penhora, multas gordas de juros, exige-nos mais. O discurso oficial, a narrativa, ensina-nos a desconfiar de quem pede e a não duvidar da palavra de quem rouba. Ser forte com os fracos e fraco com os fortes é o credo que vigora. [Read more…]

Vamos ajudar o Igor a ir ter com o Pai?

aqui  e aqui vos falei do Igor e da sua família.

Vou acompanhando o caso dele conforme posso, muito raramente lá comunico com a mãe-coragem deste menino e infelizmente não posso ajudar esta família como gostaria de o fazer.

O que me leva a escrever este post é o facto desta família estar separada há muito tempo – demasiado tempo – e as crianças, sobretudo o Igor, sentirem muito a falta do pai.

Alguém imagina o que é viver com uma criança que constantemente chama pelo pai, quer o pai e não compreende que o pai não está ali, não pode estar ali porque tem que trabalhar noutro país para garantir ao seu filho alguns dos apoios que o Estado deveria por obrigação dar-lhe? Eu não imagino. Tenho duas filhas felizmente saudáveis, e não imagino como seria sermos uma família separada. Se a mim me custa tanto só pensar nessa possibilidade, nem imagino aquilo por que a mãe do Igor e da irmã passa.

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Décadas de investimento público para isto

“Emigrem”, disse o idiota. Quem recebe a mão de obra sem custo de formação agradece. Eis um país mais empobrecido decorridos 42 meses de mentira, avalizada pelo faz de conta de belém.

Como baixar a taxa de desemprego

Só no ano passado emigraram 110 mil portugueses. Note-se: só no ano passado.