Nada será como antes. Em Braga, o novo executivo municipal, e por proposta da CDU (contra a estátua), votou hoje a permanência ou remoção da estátua do cónego Melo de espaço público. A mesma havia sido permitida pelos votos maioritários do PS a poucas semanas do fim do último mandato de 37 anos de Mesquita Machado. Repetida a votação – por entre abstenções e ausências – de uma figura nada consensual na cidade, a decisão de manter esta estátua no espaço público abre o caminho a todo o tipo de manifestações “artísticas” nas ruas e praças da cidade.
Ora, considerando que não são claras nem unânimes as razões por que o prelado deva ter um monumento levantado num espaço público, não é de desconsiderar que, por exemplo, um grupo de cidadãos reclame igual direito de laudar na praça pública os seus heróis, os seus benfeitores, os seus ícones. Para quando, pergunto eu, uma merecida homenagem ao pato Donaldo, ao rato Micke, ao Pluto, ao Sandokan?
Deixo a minha visão © sobre o que poderia ser o louvor ao Picaxu no jardim de Santa Bárbara… Doravante… tudo é possível.
Erecções a Gosto
Braga, Cidade Medieval
A dita terceira cidade de Portugal regressa à Idade das Trevas.






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