Hiroshima

donald-trump
Hoje é como que dia 6 de Agosto de 1945.

Send ’em over!

medicos_enfermeiros_inglaterra
Mandem médicos, mandem enfermeiros, mandem professores. Aqui não se trabalha de borla ou a troco de pratos de lentilhas.

A Imprensa de Braga está cativa?

imprensa_cativa_braga

Facto: um autarca de um pequeno município do distrito de Braga é detido por suspeitas de “corrupção e abuso de poder“.
Notícia no dia seguinte: página inteira
Facto Alternativo: um ex-vice presidente de uma grande autarquia portuguesa – Braga – é detido para interrogatório por suspeitas de “luvas”.
Notícias na imprensa de Braga: nada.

Porque acontece isto? Aceitam-se palpites.

Amadorismos!

António Vilela, “Presidente da Câmara de Vila Verde detido por suspeita de corrupção

La Douce France, 1970

Oh mon amour, tu es la vague
Moi l’île nue
Tu vas, tu vas et tu viens
Entre mes reins
Tu vas et tu viens entre mes reins
Et je te rejoins

Feliz dia, namorados e namoradas!

Dia Mundial da Rádio


Hoje é o dia dos dias menos cinzentos. Viva a Rádio.

Truques na imprensa de Braga?

indice_transparencia_bracarense

Será Braga a capital dos “factos alternativos”?
Parecem estar na moda.

No Índice de Transparência Municipal de que há dias se vem falando, Braga surge na posição 235 por entre 308 municípios – claramente, uma péssima prestação por parte da cidade onde o arcebispo convida os paroquianos a pagar propinas na sua universidade, da nanotecnologia, cidade do Desporto, dos Joões, das Malafaias e da Juventude Iberoamericana.

É possível dizer-se que Braga tem, nesta matéria, um péssimo desempenho sem o dizer? Aparentemente, sim, é possível. Basta fazer como o Correio do Minho: falar por omissão.

As classificações no Quadrilátero minhoto:
Vila Nova de Famalicão: 42
Guimarães: 61
Barcelos: 162 (±meio da tabela)
Braga: 235

Ora, onde entram os “factos alternativos”?
Precisamente no título do artigo com que o Correio do Minho brinda os seus leitores: Famalicão lidera no ranking (o que não deixa de ser verdade).

Mas não é estupidamente mais relevante BRAGA, até pela sua dimensão, Braga ter, de longe, a PIOR classificação?

Prospecção do Mercado

Pagai propinas à Universidade Católica! – sugere Sua Eminência Parda, o Senhor Arcebispo de Braga.
É o mercado de Inverno a funcionar, estúpidos!

WiFi  nos comboios? 

Sim, é  ultra-rápido na Finlândia

O ódio a outros seres vivos

caca_raposa_sezures_famalicao

Depois de feito o convite para o convívio-caçada, eis a Natureza derrotada uma outra vez.
Sezures é das freguesias mais pequenas de Vila Nova de Famalicão.
Percebe-se porquê.
© Cidade Hoje

Braga das árvores mortas

Braga é, por desígnio católico, um sítio onde as explicações são dadas sempre depois, quando o são.
De repente, o único pedacinho de terra a que a cidade de Braga poderia chamar de jardim – o Jardim de Santa Bárbara, – perdeu as suas árvores.
Deve certamente haver uma explicação para isto. Deve haver. Ou talvez não.

Vamos matar um ser vivo?

caca-raposas-sezures-famalicao

Anda! Vem!
Junta-te ao Clube de Caça e Pesca de Santa Tecla (Sezures-Vila Nova de Famalicão), arma-te de um pau, faz-te de valente e vem dar umas cacetadas num bicho mais inteligente do que tu!

Salvem esta criança!

O futuro da América depende disso!

Comboio China-Londres

comboio-directo-china-londres
Chegou há minutos o primeiro comboios de mercadorias directo China-Londres. Foram 18 dias de viagem

Precisamos de jornais?

Precisamos? – Precisamos!
Ou precisamos apenas dos comunicados e das fotos (ao molho) que a autarquia graciosamente faz chegar às redacções? Braga, “cidade autêntica”, como agora se diz por cá, nesta matéria não é diferente de outras cidades.
Corações ao alto e as minhas preces vão para a imprensa regional.
Que descanse em paz entre os esplendores do facebook perpétuo e amen.

E a vírgula, senhores?

mario_soares_camara_lisboaObrigado, senhores da Câmara Municipal de Lisboa, por lerdes este texto. Ponto final.

 

Estou Triste

camilo-castelo-branco_coracao_cabeca_estomago_aletheia_editores

Comprei hoje um livro escrito por Camilo Castelo Branco e descobri que um dos meus autores dilectos escrevia, afinal, de acordo com o tal Acordo Ortográfico 90. Estou triste.

Salazar vive!

associacao-de-defesa-do-patrimonio-de-mertola_1

Eu já não sou do tempo em que, no Minho, famílias inteiras sobreviviam única e exclusivamente daquilo que a terra dava.

Nos tempos do outro senhor, dizem-me, os caseiros habitavam umas casas rodeadas de muita terra arável. Tinham como posses algumas juntas de bois, algumas vacas leiteiras e muitos filhos – uma benção, porque alguém tinha que trabalhar as terras e os filhos não regateiam salário e outros luxos. Deixá-los ir para a escola era perder de amealhar umas arrobas de batata e milho, uns carros de pão. Dócil o gado e os filhos assim educados para o trabalho.
No final de cada temporada, o servo da gleba entregava ao senhor metade ou dois terços da produção da terra. Batata, cereal, vinho. Era dele para comerciar o restante.
Noutros contratos de sobrevivência, o caseiro comprometia-se entregar ao senhor dadas quantidades de produtos agrícolas. Havia anos maus, com uma produção abaixo do estipulado e havia senhores que não perdoavam os seus servos. A miséria perpetuava-se.
A miséria e a subserviência medievais duraram para lá de muito. No Minho, somos todos filhos ou já netos desse tempo.
No Minho isto é passado. No Alentejo, parece que ainda dura o regime do trabalho em troca da luz do dia seguinte.
Atente-se no anúncio da Associação de Defesa do Património de Mértola. [Read more…]

Braga, a cidade acomodada

braga-cidade-lixo005

Bem-vindos a Braga, a cidade normal.
Bem-vindos ao normal quotidiano normal, o novo normal que dura há anos, que se tornou tão normal e tão banal que o novo normal é esperar que chova
Bem vindos ao feira nova, bem-vindos às Enguardas, bem-vindos a São Victor, bem-vindos às traseiras da Rua do Souto e da Avenida da Liberdade.
Bem-vindos à cidade de que ninguém gosta.
Bem-vindos à cidade onde as pessoas se queixam de, num 4 de Dezembro, ainda não haver luzes de Natal nas ruas do centro quando, na verdade, se queixam de não haver luz pública todos as outras noites do ano.

Bem-vindos a Braga. É bom viver em Braga?

A Ponte de Blackfriars

blackfriars_bridge_2

Eu não pago o Imposto sobre o Tabaco!

Por uma razão simples: não fumo.
Por esta razão simples e acessível mesmo ao mais primário analfabeto, será difícil perceber que as pessoas X e Y não pagam o imposto Z pela razão simples de que não possuem o bem tributável?

cm_divertido.jpg

Parabéns, Correio da Manhã, por ter já ultrapassado a fase da notícia-sensação à sensação da não-notícia.
Parabéns. A sério.
Não, não vou linkar. Os leitores do Aventar merecem respeito.

Dili

dili_massacre
Foi assim
há 25 anos.

A Psicóloga Cristã

maria_jesus_vilac%cc%a7a

“Mas, ao mesmo tempo, como acolher os homossexuais?
A psicóloga acompanha famílias e pais e salienta que para aceitar o filho não é preciso aceitar a homossexualidade.
«Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar até mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que não é natural e que o faz sofrer.
É como ter um filho toxicodependente, não vou dizer que é bom.»

in Família Cristã. A sério?

Napalm

trump
“Adoro o cheiro a napalm logo pela manhã”

Eleições na América

O Medo, o Susto.

Nos 160 Anos do Caminho de Ferro em Portugal

160anos_caminho_de_ferro_portugal_comboio_avenida_franca_porto

“Perto do meio dia chegaram SS.MM. em pequeno estado, e tendo-se procedido às bençãos das locomotivas, que foram feitas pelo cardeal patriarcha, e a todo o mais cerimonial, como se determinava no programa, e de que já aí haverá conhecimento, partiu para o Carregado o comboyo real puxado pelas locomotivas Coimbra e Santarém” (…) – 28 de Outubro de 1856.

A Terra revolveu já o Sol 160 vezes desde a primeira viagem de comboio em Portugal.
Era Terça-feira e principiava uma nova forma de viação, para já até ao Carregado; depois, sobretudo enquanto durasse monarquia, e sobretudo até 1949, o comboio haveria também de chegar a Monção (não chegou a Melgaço), a Braga (não chegou ao Gerês), à Póvoa de Varzim (e dali não mais para Norte), a Fafe (não continuaria até Chaves), ao Arco de Baúlhe (40 anos depois de derivar da Linha do Douro), a Chaves (não chegaria à fronteira), a Bragança (também não chegaria à fronteira), a Duas Igrejas (não chegaria, afinal, a Miranda do Douro), a Barca d’Alva (por onde passaram muitos comboios para Madrid e outras partes do mundo). Chegaria também à Régua mas, para sul, não subiria nunca a Lamego ou a Viseu (a Viseu chegaria desde Santa Comba-Dão ou Espinho e Aveiro). Nem do Pocinho subiria, afinal, a Foz-Côa ou Vila Franca das Naves.
Da Figueira da Foz chegaria à Guarda-Gare e Vilar Formoso (um povoado insignificante à época). Chegou à Lousã e a Serpins (Arganil é que não). Chegou a Tomar, não chegou a Seia. Chegou a Sintra e a Cascais (até criou “a linha”).
Chegou à Beirã, a quilómetros escassos de Marvão. A Elvas e a Badajoz.
A Beja, a Évora, a Moura, a Mora (e dali não chegou ao Ribatejo), a Reguengos de Monsaraz, a Vila Viçosa desde Estremoz. À Funcheira. A Alvalade do Sado e Sines, Aljustrel, a Faro, à foz do Guadiana em Vila Real de Santo António, a Lagos, depois de passar também na Baixa da Banheira, Valdera, Grândola e Canal Caveira.

E em 1875 chegou a Nine, no caminho para Braga. Em Couto de Cambeses começaria a parar lá por volta de 1915, dizia o meu avô materno cujo pai fora contemporâneo da chegada da “máquina preta” que, dizia o povo, “matava o povo até certa distância“.
Entre Nine e Couto de Cambeses havia raposas que atravessavam a linha, lembro-me eu.
Havia também a casa dos avós paternos. Era tudo junto à linha.

Meu pai surge naquela fotografia que um japonês captou na Avenida da França (no Porto) em 1975, no ano em que o meu pai entrou para a CP, e 100 anos depois de o comboio começar a circular a norte do rio Douro. Seria assim nos próximos 35 anos, o meu pai em cima dos carris, ele e muitas pessoas.
Também por isto, o 28 de Outubro deveria ser o Dia do Ferroviário e do Caminho de Ferro.
Obrigado.

Braga, a Cidade Desapessoada

braga_automovel_passadeirasBraga, já o disse aqui, é uma cidade sem árvores, com poucas árvores, com cada vez menos árvores. Não me lembro da última vez que se plantaram árvores na cidade, ou porque não veio nos jornais, ou porque não era importar vir nos jornais ou, pior ainda, não se plantam árvores em Braga há décadas. Pelo contrário, cortam-se árvores maduras para dar lugar a painéis de publicidade.
A cidade cujos destinos tiveram à frente Mesquita Machado entre 1976 e 2013, e no que à fruição (ou não) do espaço público diz respeito, está agora igual a ontem. Se algo mudou na percepção e gestão do espaço público, é claramente pouco e muito pouco visível.
O executivo agora liderado por Ricardo Rio assinala agora três anos de mandato.
Já se terá questionado o jovem autarca sobre o que realmente mudou na cidade?
E o que continua igual?
E o que se agravou?

Nota: não sou proprietário de um veículo Citroen.
Nem nunca comprarei um carro ao Filinto Mota… 
[foto via]

“Eu quero ficar sozinho”

José Mário Branco fala, canta e escreve a minha língua nativa.
Nada contra Dylan, tudo pelo lusofonia. Prémio Camões já ontem, já.

“O menino é mal criado, o menino é ‘pequeno burguês’, o menino pertence a uma classe sem futuro histórico… Eu sou parvo ou quê? Quero ser feliz porra, quero ser feliz agora, que se foda o futuro, que se foda o progresso, mais vale só do que mal acompanhado, vá mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos!”

Adivinha Quem Paga?

barragem_tua_edpmaat_edpExacto, não é António Mexia, não é a EDP.
É você, os seus filhos e os seus netos.
[via maquinistas]

A Mobilidade em Braga

urbanismo_braga_tub
A mobilidade em Braga é o fotograma do vídeo-drone dos Transportes Urbanos de Braga sobre a linha 74.